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Sexta-feira, Janeiro 13, 2006

 

Ano novo, vida nova! Este espaço fechou as suas portas. A partir de hoje, iniciamos um ciclo num novo endereço. É simples. Basta esquecer o hifen e compor as palavras por aglutinação. Ou então, clicar aqui. Simples. Há muito que planeávamos a restruturação gráfica deste espaço. Mas o excesso de trabalho, a falta de paciência ou o distanciamento fisico de material informático, foi boicotando esse propósito. Optou-se então pela solução mais fácil: criar um template de raiz e manter o actual como arquivo de uma primeira vida de criticas, alegrias, desabafos, tristezas, futilidades, euforias e picardias estéreis. Até breve, no novo endereço e, se os bancos facilitarem o crédito, com apresentação de reforços de Inverno.

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Quarta-feira, Janeiro 11, 2006

 

QUIM. Pouco antes de entrar na Luz fiquei incrédulo quando ouvi na rádio que Quim sentar-se-ia no banco. É certo que a estatura não o ajuda, é verdade que esteve lesionado e eram necessárias alternativas credíveis, é indesmentível que os frangos que deu em Braga não se deveram a debilidade física. Mas Quim no banco sem explicação, sem justificação credível e apenas porque Moretto é alto, aparentemente seguro nos postes e cruzamentos mas, apenas, com uma semana de casa. Vale a pena trabalhar assim?

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KARYAKA, O Desaproveitado?. Um jogador que só na pré-época mostrou a espaços algum valor técnico e pouco ou nenhum fisica ou tacticamente. Fez uns bons 10 minUtos nas Antas e depois voltou à habitual falta de esclarecimento na colocação e posse de bola além de uma irritante mania de colmatar erros por ele cometidos - quando o consegue fazer - com faltas e faltinhas que irritam os mais pacífico e observador dos adeptos. Lisboa é atrasada e o treinador só gosta de brasileiros: adeus Karyaka, para o Benfica B, para S. Petersburgo ou para a bancada...

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Sexta-feira, Dezembro 30, 2005

 

AOS BENFIQUISTAS, BOM ANO. Um Benfica campeão e de cara lavada na Europa. Acredito no sucesso nas duas frentes, em outro ano Glorioso.

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AOS LEITORES, BOM ANO. Afigura-se difícil numa conjuntura desfavorável - pareço político de carreira - mas que o saldo seja positivo. Será concerteza.

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BOM ANO, LEONOR!... e que viesse o Toldo. Parece que Moretto, o guarda-redes do Vitória de Setúbal, que foi dado como próximo do Benfica na reabertura do mercado, não vai para a Luz porque o seu empresário se chama José Caldeira e é irmão de Adelino Caldeira, administrador da SAD do FC Porto, pelo que, concluiu a imprensa especializada, cheia de razão, é bem mais provável que siga para o Estádio do Dragão, onde esperará pela reforma de Vítor Baía. Eu acho que isto não pode ser. Há uma lei qualquer que impede os administradores das SAD de estabelecer negócios com familiares. De qualquer maneira, é absolutamente indiferente. O Benfica jogará sempre com onze, sendo que um deles é guarda-redes, e com uma defesa de luxo que deixa pouco que fazer ao titular da baliza. E estrangeiro por estrangeiro, preferia o Toldo. Toldo não dá barracas. in A BOLA 29DEZ2005

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Terça-feira, Dezembro 13, 2005

 

Coincidências Será que alguém consegue descobrir rapidamente o que têm em comum Fernando, Lito e China (Naval), Mozer (Rio Ave), Davide (Braga), Gouveia (Gil Vicente), Tixier (U. Leiria) e N’Doye (Penafiel)? Eu digo-vos. Foram todos expulsos em jogos do Vitória de Guimarães. A razão para isso é futebol rendilhado e sempre fustigado por faltas do Vitória. A coincidência é que nenhum pode jogar com o adversário seguinte que, curiosamente, era o Futebol Clube do Porto. PS (1): Alguém tentou ainda acrescentar o Petit a esta lista. PS (2): Outra coincidência, contra o Marítimo apenas um jogador foi expulso (Carlitos da Naval) e por essa razão não jogou com o Benfica

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Sábado, Dezembro 10, 2005

 

Como eu odeio este Pato...

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"Foi o público, foi o ambiente, foi a maré vermelha, foi aquele clamor em crescendo até à tremenda explosão final que me impressionou. O regresso do ‘Inferno’! Eu não sou do Benfica mas sempre tive, digamos, um respeito especial pelas noites europeias da Luz: vi muitos jogos no estádio antigo e acho que o Benfica partia com meio golo de vantagem por conta do terceiro anel. Em noite de enchente (era quase sempre), aquilo impressionava e empolgava qualquer um: que fervor, que mística, que urro prodigioso descia daquela bancada! Não sei se se lembram, mas na 2.ª mão da meia-final com o Marselha (Abril de 1990), antes de o jogo começar, o Eusébio foi sozinho ao centro do campo e pôs-se a dar socos no ar, a convocar o ‘Inferno’. 120 mil pessoas começaram a gritar Ben-fi-ca!, Ben-fi-ca!, Ben-fi-ca! e a bater com os pés no cimento ao mesmo tempo. Eu estava na tribuna de Imprensa a ver aquele espectáculo simultaneamente sublime e aterrador ao lado de um jornalista francês do ‘Le Meridional’, e o desgraçado disse logo – “Estamos f...”. Assim foi. A mão de Vata. Com o Manchester United deu-se o regresso desse ambiente que fez a lenda das noites europeias da Luz. A enchente, a mole vermelha, o frenesim semelhante ao dos anos áureos. O ‘Inferno’ da Luz ressuscitado em boa hora e aposto que os jogadores do Benfica sentiram a diferença – eles bateram-se com determinação e generosidade equivalente ao apoio que lhes chegou das bancadas – maciço, incondicional, sentido." André Pipa, 'Correio da Manhã'

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Sexta-feira, Dezembro 09, 2005

 

AFINAL?. Tanta lábia, tanta vontade de aparecer nos media e o Tourizense vai mesmo antecipar o jogo do seu campeonato para encontrar o Benfica na Taça de Portugal. Para eliminar o Benfica, palavra de acessor de imprensa. A 19 de Novembro último, vociferava assim o porta-voz da equipa de Touriz em comentário que o Calcio Rosso também publicou: "Se calhar o mais difícil para o Tourizense foi ter ido eliminar o Paços de Ferreira em sua casa. Agora vamos entrar neste jogo com o Benfica para ganhar e desde já, se me é permitido, aqui deixo um recado para o sr. Koeman: não vamos adiar nenhum jogo para preparar a recepção ao Benfica, vamos continuar a cumprir o nosso calendário conforme está marcado e vamos jogar no dia 11 com o Benfica para ganhar!" Pois...

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Quinta-feira, Dezembro 08, 2005

 

BENFICA!

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Quarta-feira, Dezembro 07, 2005

 

Beto coloca Benfica nos «oitavos» da Champions. O Benfica alcançou esta noite uma vitória sem precedentes em casa frente ao Manchester United, por 2-1, golos de Geovanni e Beto. O campeão nacional entrou determinado em campo e mesmo tendo estado a perder conseguiu a reviravolta no marcador e derrotou os desnorteados «red devils». Koeman é, claramente, um dos grandes vencedores da noite. O técnico colocou inesperadamente Geovanni como ponta-de-lança e essa aposta foi ganha, tendo o extremo brasileiro jogado bem, surpreendido o adversário e... marcado um golo. O jogo começou da pior maneira para a equipa portuguesa, com o Manchester United a inaugurar o marcador através de Scholes, após um bom cruzamento de Neville, numa jogada em que a defesa «encarnada» foi surpreendida. Mas, por estranho que pareça, esse golo não catapultou os ingleses para a vitória. Os atletas ingleses estavam lentos e até parecia que já tinham a vitória conquistada... O Benfica, mais rápido, começou a apostar nas alas e aos 15 minutos chegou ao golo do empate. Nélson aproveitou os espaços concedidos, cruzou para a área, os defesa contrários ficaram a ver e Geovanni, de cabeça, restabeleceu a igualdade. A confiança dos jogadores do Benfica continuava a aumentar, perante a displicência do adversário, nos quais Cristiano Ronaldo, individualista, e Giggs, em péssima condição física, não conseguiam fornecer bolas aos avançados, que assim eram inconsequentes. Aos 32 minutos, o Benfica conseguiu a reviravolta no marcador. Beto aproveitou um mau alívio de O´Shea e rematou forte, com a bola ainda a embater num jogador do Manchester United e a impedir a defesa a Van der Sar. Os ingleses tentaram reagir, mas continuavam a revelar clara falta de discernimento e capacidade de passe para criar situações de perigo. Na etapa complementar, o técnico do Manchester United, Alex Ferguson, tirou Cristiano Ronaldo e Giggs e fez entrar mais avançados, mas o problema dos ingleses continuava no meio-campo, onde não tinham um jogador que fizesse a correcta transição defesa/ataque. As jogadas perigosas que conseguiam criar era através de iniciativas individuais e nas bolas paradas, mas a concentrada defesa do Benfica conseguiu sempre deter o adversário. De salientar ainda o facto de o Benfica ter jogado sem Simão, Miccoli, Manuel Fernandes e Karagounis e ter conseguido, mesmo assim, derrotar o (pseudo)favorito Manchester United, que entrou no Estádio da Luz a pensar que tudo já estava decidido. A vitória colocou o Benfica na segunda posição do Grupo D e, consequentemente, a qualificação para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões. A Bola

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El Benfica se mete en octavos y deja al Manchester fuera de Europa. El Manchester United quedó hoy eliminado de la Liga de Campeones al perder contra el Benfica (2-1), que remontó un tempranero gol de Paul Scholes y se clasificó como segundo del Grupo D, por detrás del Villarreal. Cuando había espectadores buscando su asiento, el lateral Neville apareció en la línea de fondo, pasó cómodamente al segundo palo, donde Scholes golpeó en semifallo el balón, que suavemente entró en la portería del Benfica, ante la mirada atónita del guardameta Quim, que comprendía cómo el conjunto inglés se pudo adelantar tan fácilmente. Tras este despiste, el Benfica se serenó y perdió el respeto al rival y se lanzó al ataque, sabedor de que sólo le valía una victoria, y en el minuto 16 el brasileño Geovanni puso el empate en el marcador, con un gol de plancha a pase desde la banda de su compatriota Nelson. Tras este movido inicio de partido, los dos equipos bajaron ligeramente el pistón, pues el miedo a cometer otro error defensivo y complicarse la vida era mayor a sus ansias de marcar el segundo. Pero el desequilibrio en el luminoso llegó en el minuto 34, cuando el brasileño Beto disparó desde la frontal con tal fuerza que Van der Sar apenas tuvo tiempo a reaccionar y ver cómo el balón entraba por segunda ocasión en su portería. El partido podría haber quedado sentenciado en un contraataque del Benfica, en el que Geovanni cayó en el área inglesa cuando se disponía a rematar a puerta, pero el árbitro le ordenó levantarse y que continuase el encuentro. Manchester apenas creó oportunidades, quitando el error de la defensa lusa que significó su primer gol y una gran volea de Scoles, que Quim desvió a saque de esquina cuando se encaminaba al fondo de las mallas. Van Nistelrooy perdona Tras el descanso, el conjunto inglés adelantó las líneas y aumentó la presión sobre la salida de la pelota, buscando complicar el fútbol local. El trabajo funcionó y la primera oportunidad llegó en el 57, cuando Van Nistelrooy recibió de espaldas en el área, abrió el balón a la derecha, desde donde Cristiano Ronaldo disparó cruzado, aunque demasiado para que el balón tomase camino de puerta. El Manchester no tenía mucho tiempo para levantar el partido y el técnico inglés, Alex Ferguson, sacó a un punta más, al delantero francés Saha, para aumentar la presión en ataque. La modificación táctica dio más poderío y dominio del partido a los visitantes, en buena medida porque el Benfica se olvidó de que tenía centrocampistas y hacia rápidas transiciones para intentar sorprender a una exigua defensa inglesa. Sin embargo, el conjunto lisboeta no tuvo la sangre fría para "matar" al Manchester United en las varias ocasiones de las que dispuso, aunque logró su objetivo: el pase a octavos de la Liga de Campeones. Marca

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MANCHESTER UNITED, LE FIASCO. La grosse surprise est donc venue de Lisbonne avec l'élimination de Manchester United. Les Anglais faisaient pourtant office de favori pour la première place en début d'exercice. Battu par Benfica, ils terminent finalement au quatrième rang, doublés par Lille à la différence particulière. Les Mancuniens avaient ouvert le score par Paul Scoles dès la sixième minute. Une joie et un avantage de courte durée puisque les Portugais ont égalisé dans la foulée par Geovanni (16e). Et le coup de massue est arrivé peu après la demi-heure de jeu par Beto, qui a doublé la mise pour Benfica (34e). Obligé de courir après le score, MU n'est jamais parvenu à revenir dans la partie, pas même après l'entrée en jeu de Louis Saha en seconde période. L'impressionnant trio offensif Van Nistelrooy-Rooney-Saha s'est montré impuissant, au grand désespoir de Sir Alex Ferguson, l'entraîneur écossais. Une page s'est certainement tournée pour le club mancunien mercredi soir à Lisbonne. Des changements devraient intervenir à la fin de la saison. L'Equipe

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DISMAL UNITED DUMPED OUT OF EUROPE. There will be severe ramifications and the kind of audit that may well see Sir Alex Ferguson dismissed next summer, but let all of that wait. This was a night of sporting poignancy, when Manchester United led, fell behind and for once found that all their passion could not bring about the sort of heart-stopping comeback for which they are famed. For the first time in 10 seasons, the Champions League group knockout phase will go ahead without them. Having finished bottom of Group D there is to be no berth in even the Uefa Cup. All that the team could do, as it expired in European football for this season, was to dedicate itself to the philosophy by which it once thrived. Only a straightforward victory or defeat in this game could have determined their fate without any reference being required to the result in the other group fixture. It was no part of the plan, so early in the night, to exchange an opener for a pair of Benfica goals in reply, but Ferguson had come with at least a desire to dictate the football fates. There was much to make him worry that his burning adventurousness would see him go down in flames. This, all the same, was an occasion when he would never have to rebuke himself for timidity. So stunned were Benfica in the opening minutes that they must have been totally unable to accept that United had come to their ground with a throwback formation. The Old Trafford club pines for its heyday and here was a retro approach. In the home of Benfica, a pair of United strikers could expect the service of two wingers. The temperament of Ronaldo, on the right, was wound so tight that, for a while, it twanged whenever the action came to him. The former Sporting Lisbon player had his emotions toyed with by a crowd renewing their animosity towards an old foe. One moment he was knocking the ball straight out of play and the next he was bursting on to a Paul Scholes pass, only for the goalkeeper Quim to smother at his feet. To the crowd's satisfaction, he would eventually be booked for a foul on Beto, but a yellow card was incidental to a contest that was working itself into a frenzy. United enjoyed the first excitement. Ryan Giggs dinked the ball right-footed to the flank and Gary Neville's rolled the pinpoint cut-back that Scholes, as if taken back by the simplicity, bundled into the net in a clumsy fashion. Yet, as first-half events turned, when he compelled Quim to tip over a 30-yarder towards the interval, he was aiming for an equaliser. The deficit shocked United. Benfica's coach Ronald Koeman has had to live with sneering comparisons to his successful predecessor Giovanni Trapattoni. But there was to be a partial recapturing of former glories before half-time. Benfica, following the Scholes goal, slowly recovered their fluidity and often directed themselves towards the United left, where they saw weakness in John O'Shea. The Irishman has had some excellent times at full-back but the middle of the defence looks a more natural home for him and he might not have appeared at all had injury not written off Gabriel Heinze's season. Whatever the flaws, though, there had to be deep admiration for the flat, fast cross that Nelson zipped towards the six-yard box after 16 minutes. United were in no state to deal with it and an unmarked Geovanni headed past Edwin van der Sar. Misfortune soon snapped at the visitors as, in the 34th minute, they fell behind. Anderson skipped away on the United left and when Alan Smith headed out his cross, a shot from some 20 yards by Beto was rerouted into the net by a deflection off Scholes. The match was in a phase that made United quiver and there was relief that the referee Kyros Vassaras ruled wrongly that Geovanni had dived when Benfica argued that Mikael Silvestre had floored him in the penalty area. That danger had come for a counter-attack, a style that suits the quick passing of Benfica. A losing United had to lay themselves open to risk, as they often have in an era that has had almost as much tumult as glory under Ferguson. Koeman's men fancied themselves to hold out, although many coaches in the past have underestimated the tirelessness of United in such situations. They could have been level after a patient move in the 58th minute which eventually saw Ruud van Nistelrooy play the ball through to Ronaldo, but he could not find a true finish from the right as he shot beyond the far post. Soon, Giggs was replaced by Louis Saha, with Ferguson hoping Wayne Rooney could find more space by moving towards the left. Ronaldo, who had deteriorated into consistent ineffectiveness, was taken off and, as he left, made a rude gesture to the home support. Park Ji-sung took over. United, knowing they needed just a draw so long as Villarreal held on to a 1-0 lead over Lille, were full of endeavour but searching desperately for inspiration. Kevin McCarra no Estadio da Luz - Guardian

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GLORIOSO. Glorioso. Glorioso. Glorioso. Benfica. Benfica. Benfica. Eu choro. BENFICA!

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. Hoje é dia de futebol de Grandes. O país dos fóruns radiofónicos e televisisvos dá uma ampla maioria, e sem necessidade de 2ªvolta, ao candidato ManUtd. Tenho A Bola debaixo do braço, cervejas e uma bifanas. Já entrei em estágio e convenci-me, como sempre, que o Benfica vai ganhar. FORÇA BENFICA!

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Terça-feira, Dezembro 06, 2005

 

Mister, podemos jogar assim? Quim, Nélson, Luisão, Anderson, Leo, Beto, Petit, Geovanni, Nuno Assis, Hélio Roque, Nuno Gomes. Parece-me que este é o jogo ideal para o miúdo se estrear a titular. Primeiro porque vamos enfrentar uma equipa inglesa. Ora todos conhecemos a propensão britânica para atacar pelas alas e já deu para perceber que o Karyaka nunca será um apoio ao Leo, nem uma ameaça ao Gary Neville. Essa tendência de lateralizar o jogo, aliada à necessidade do Man Utd vencer, oferecerá muito espaço para jogar. E com espaço, Hélio Roque tem muito mais condições para mostrar o seu futebol. Penso até que estará mais protegido de situações de choque do que em qualquer jogo da Liga. Por último, o Fergusson não fará puto de ideia de quem se trata. Quanto mais o Neville... Ou seja, tem todas as condições para surpreender o adversário. Mister, se não quiser arriscar, eu até prefiro que meta o João Pereira lá na esquerda (curiosamente, foi na posição em que se estreou com Camacho). Sempre mói o juízo ao adversário. Não me ponha é o Karyaka a extremo que nós já percebemos que ele não quer nada com aquela posição.

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Boa sorte Campeão!

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Domingo, Dezembro 04, 2005

 

O Corinthians é o novo campeão do Brasil. Parabéns Anderson!!

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Beto. É facil embirrar com o rapaz. É fácil dizer que os pés dele atrapalham a bola e que tem falta de classe. E até é fácil gozar com o seu penteado. Mas luta (por ele e pelos outros), pressiona, destrói, filtra e recupera. No Stade de France foi o melhor benfiquista em campo e frente ao Belenenses voltou a estar em destaque. Hoje não foi tão efusivo como nos jogos anteriores mas voltou a exercer um papel fundamental na estrutura da equipa. Desfeitos os equívocos posicionais de Koeman, só há uma coisa a dizer: no papel de trinco, Beto é opção. E bem válida.

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Quem dá o que pode (e tem) a mais não é obrigado. Foi assim frente ao Belenenses. Não é que o Benfica tenha efectuado uma exibição de encher o olho... Mas há que admitir, considerando o contexto actual da equipa (nesse jogo agravado pela inacção de Geovanni e Karyaka), que a equipa se exibiu a um nível satisfatório. Faltou o resultado mas aí há que dar mérito à equipa do Belenenses. E a Couceiro, em especial, que soube montar a estratégia ideal para atingir os seus objectivos. O grande factor positivo desse jogo acabou por ser o regresso de Nuno Assis. A falta de visão de jogo e o mau tempo de passe que evidencia, impedem-no de lutar pela titularidade. Mas a dinâmica que imprime ao jogo, através da sua mobilidade e velocidade, justifica um lugar de destaque na segunda linha do Benfica. Esta noite, no Funchal, Koeman optou por recuperar o estilo pragmático e calculista de Trapattoni, com os jogadores do Benfica a demonstrarem a paciência necessária para alcançar a vitória. Um único senão: o meio-campo, à imagem do que acontecera em Braga, voltou a recuar em demasia após o golo. Valeu um maior acerto da nossa defesa e o facto de não enfrentarmos um meio-campo da qualidade do Sporting de Braga. Ter-se-á iniciado uma nova recuperação pontual do Benfica? Esperamos que sim.

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Segunda-feira, Novembro 28, 2005

 

Equipa de Desdentados

Segundo a edição online do jornal A Bola, Freddie Ljungberg tirou o dento do siso de modo a debelar a lesão muscular que tem no joelho. Segundo o jogador "Pode parecer estranho, mas os especialistas disseram-me que o dente do siso poderia ter efeito no meu músculo do joelho. Explicaram-me que pessoas com problemas cardíacos tinham sido ajudadas de igual modo. Se o coração também é um músculo, eu perguntei: «Porque não?»".

Se o Rodolfo Moura ouve isto, vamos passar a ver o Simão, Miccoli e companhia a jogarem desdentados.


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Sábado, Novembro 26, 2005

 

QUEIXINHAS. Depois do "caso" Petit, eis que o FCP se candidata novamente ao miserável prémio de delator do ano, prejudicados que se sentem por um gesto mal interpretado de Nuno Gomes em Braga. Estivéssemos nós a viver um macartismo fora de prazo e os zelosos chibos, ditos dragões, viravam Elia Kazan.

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Sexta-feira, Novembro 25, 2005

 

BEST, GEORGE 1946-2005.

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Na mouche! Seria impossível estar mais de acordo com aquilo que o D'Arcy diz a propósito das queixinhas dos "andrades": "O que o PC não consegue admitir é que o que lhe está atravessado é aquele gesto do Nuno repetido no Dragão a apontar para as quinas na camisola. Isso, e ter deixado o PC de mão estendida e a falar sozinho o ano passado, quando ele pensou que mandava na sala de imprensa da Luz."

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O gesto de Nuno Gomes. Sou favorável à instauração de processos sumaríssimos. Mesmo consciente das diferenças, e das injustiças que daí resultam, entre os meios que rodeiam os jogos televisionados e os restantes. Mas a verdade é que uma entrada maldosa pode prejudicar a carreira de um jogador ou, na melhor das hipóteses, condiconar o futuro próximo da equipa que representa. No entanto, no episódio concreto do gesto de Nuno Gomes - que não é um processo sumaríssimo mas pode causar os mesmos "danos" - a coisa afigura-se distinta. Todos nós jogamos, ou jogámos, futebol com os amigos. E mesmo nessa situação descontraída é natural o surgimento de bocas e insultos. Agora imagine-se um jogo com as caracteristicas de Braga, com tanta coisa em jogo. (estranho até, foi termos assistido a um jogo tão correcto por parte dos jogadores) É claro que há situações e situações... Fazer gestos insultuosos para o público, por exemplo, pode incendiar o ambiente num estádio... E por isso compreendo que os regulamentos contemplem esta situação. Mas a questão é: Nuno Gomes teve um gesto com influência negativa junto do público? Talvez. E mesmo assim, só por ter sido televisionado. No estádio, ninguém o terá visto a não ser o jogador bracarense a quem se dirigia. E o Nuno Gomes foi apanhado em directo ou tivemos a oportunidade de ver o gesto através de uma repetição? Faço a pergunta por achar que existe uma diferença clara entre mostrar um gesto por se estar a acompanhar as incidências do jogo ou apresentá-lo só porque nos apetece. É que arriscamos transformar um realizador televisivo numa espécie de juiz desportivo. Porque a verdade é que um gesto só tem consequências se uma audiência influenciável o identificar. Caso contrário, limita-se a um assunto entre jogadores. Aliás, por norma, os árbitros até punem estas situações com um mero cartão amarelo. O gesto de Nuno Gomes não traz qualquer consequência para o adversario, tal como a eventual provocação dirigida ao Nuno Gomes também não. Assim sendo, deve-se ou não castigar o jogador? Parece que sim, já que a imagem passou... Agora, deve ou não a Liga fazer uma chamada de atenção aos responsáveis das televisões para que estes evitem o recurso a imagens sensacionalistas? É que a obtenção de audiências pode afectar o decurso de um campeonato.

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Interesses extra-desportivos. Ainda hoje, Luis Filipe Vieira é acusado de dizer o que nunca disse. Ainda hoje, é colocada na boca de Vieira uma frase proferida por Pinto da Costa. Quando Jankauskas assinou pelo Porto, Vieira desvalorizou o acontecimento. Referiu que o Benfica já havia desistido do jogador (e na realidade, a opção de compra expirara há vários dias) e que a contratação do lituano por parte do Porto visava apenas ocultar "uma derrota institucional." E naquele exacto momento, Vieria garantiu a chegada de dois reforços para a posição. No dia seguinte, Pinto da Costa afirmou: "Para o Benfica, é mais importante conseguir lugares na liga do que contratar bons jogadores." E como acontece habitualmente no futebol português, as mentiras de Pinto da Costa transformam-se em verdades absolutas. Mesmo que Miki Féher tenha sido apresentado dias depois. Mesmo que se tenha anunciado publicamente a adiantada negociação com Nuno Gomes. Importante foi lançar de imediato a suspeita sobre Cunha Leal. Porque o Benfica, vejam só, nem estava interessado em jogadores de futebol... Pinto da Costa, que, recorde-se, acumulou a presidência da Liga com a do Futebol Clube do Porto (uma situação absolutamente normal) estava preocupado que o Benfica indicasse o nome da segunda figura da Liga!! E durante estes anos não se cansou de afirmar o condicionamento da competição por factores extra-desportivos. Este ano, parece ter alterado a sua posição. Esta época, Pinto da costa já é favorável a esse condicionamento. Repare-se como se mostra parte interessada em tudo o que envolva o Benfica. Se Lucho Gonzalez é agredido por um jogador do Estrela, o Porto não se mostra parte interessada. Mas se há um lance polémico envolvendo Petit (e curiosamente, já houve um igual envolvendo um jogador portista), já lhes interessa. Se outras agressões acontecem por esses campos fora, ao Porto é-lhes indiferente. Mas se Nuno Gomes responde (infantilmente e irresponsavelmente, diga-se) à provocação de um adversário, eles acordam outra vez. E se um jogador do Porto voltar a ser agredido, haverá reacção? Claro que não. Afinal de contas, a Liga tem 18 equipas mas o Porto só compete com o ódio de estimação do seu presidente. Logo, a única preocupação da agremiação portista chama-se Benfica. Houve quem achasse estranho que Pinto da Costa tenha voltado atrás e apoiado a continuidade de Valentim na Liga. Outros há que acreditam no rensacer de um espírito solidário graças ao processo Apito Dourado. Mas a explicação é outra e bem simples. Se bem me recordo, Pinto da costa justificou o apoio ao regresso do Major para esvaziar o suposto poder de Cunha Leal. No ennato, continua a acusar a Liga de favorecer o Benfica. A verdade é que se a direcção da Liga caísse, Pinto da Costa ficaria sem bode expiatório para o caso das coisas correrem mal. Não teria caldeirão para cozinhar as suas polémicas estéreis. E perderia o inimigo externo para acicatar os ânimos dos adeptos portistas e desviar as atenções do processo judicial (que mais tarde ou mais cedo será arquivado sem qualquer consequência visível). É que Pinto da Costa nunca tem oposição nas eleições do Porto mas tem muita gente à espera do dia em que a cadeira se parta.

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Taxis e bola. Terça-feira, após o almoço, eu e o colega AP Bitaites entramos num taxi e a conversa versa a arbitragem. Ironizamos em torno do penalty de João Ferreira quando o motorista nos interpela: "Os senhores por acaso sabem quantas são as leis de jogo? Para falar de arbitragem é preciso dominar bem o assunto." Com o desenrolar da conversa ficamos a saber que estamos na presença de uma figura histórica do futebol português. Figura, e não celebridade, porque poucos saberão o seu nome. Este taxista fora em tempos um fiscal de linha de topo. "Fui eu que dei indicação para a expulsão do Bento quando este agrediu o Manuel Fernandes." E apressou-se a apontar a sua isenção. "E vejam que até sou benfiquista." A conversa prosseguiu e o AP não resistiu a insinuar as maroscas de bastidores do futebol português. A resposta foi pronta. "No meu tempo não havia nada disso. Agora, não sei. Nos últimos anos, vi tanta coisa estranha..." Mas lá acabou por adiantar que tentativas de pressão nunca faltaram. E até houve tempo para uma pequena história. "Um dia, atirei uma bota à cara do Pinto da Costa. Tinhamos ido arbitrar a Penafiel e o Porto perdia por 1-0. Ao intervalo, o senhor Pinto da Costa entrou no nosso balneário a insultar toda a gente. É um mal-educado! Mas entretanto, na segunda parte o Porto deu a volta e acabou por vencer 1-4. E no fim da partida o senhor Pinto da Costa voltou a aparecer no nosso balneário, desta vez para nos oferecer umas botas e um fato de treino da Adidas. Eu agarrei nas botas e atirei-as contra ele!"

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Quinta-feira, Novembro 24, 2005

 

Georgie Best. Williams era o nome de um profissional já veterano que fora humilhado pelo jovem George Best. Um dia encontrou-o e disse-lhe: "Will you stand still for a minute so I can look at your face?" Best perguntou porquê. "Because all I've ever seen of you, is your arse disappearing down the touchline." É este o homem que destroçou o Benfica em 66, colocando termo a uma série de 19 jogos europeus sem perder na Luz. “Busby's instructions had been to keep it tight for the first 15 minutes and see how things went. With just 12 minutes gone, Best had scored twice - once with a header, and the second a moment of magic as he beat three men before shooting past the goalkeeper. Afterwards, Busby turned to Best and said wryly: "You obviously weren't listening." E repetiu o feito em Maio de 1968, durante o prolongamento da final da Taça dos Campeões Europeus. "I used to dream about taking the ball round the keeper, stopping it on the line and then getting on my hands and knees and heading it into the net. When I scored against Benfica in the European Cup Final I nearly did it. I left the keeper for dead, but then I chickened out. I might have given the boss a heart attack." Este é o homem que encantou o Reino Unido e meia Europa. O homem que ainda hoje é considerado o melhor futebolista britânico de todos os tempos. O homem que em 1968 recebeu o troféu de Melhor Futebolista Europeu e que em 2003 o teve de vender para sobreviver. O homem que após seis épocas de brilho nos relvados, passou o futebol para segundo plano, privilegiando o jogo, as mulheres e o álcool. "Just as I wanted to outdo everyone when I played, I had to outdo everyone when we were out on the town." Nos Estados Unidos, Best habitou um acasa junto da praia. Mas entre a sua casa e o mar, situava-se um bar. Best admitiu um dia que nunca conseguiu chegar à água. Este éo homem que chegou a passar pela prisão após uma incursão pelo mundo do crime. Este homem polémico mas genuíno, está prestes a desaparecer. Sem nunca o ter visto jogar (com a natural excepção dos resumos de circunstância e dos documentários sobre a história de futebol que consumo avidamente) foi sempre uma referência. Quanto mais não seja porque adoro futebolistas polémicos. Fascino-me com aqueles que caminham entre a genialidade e o abismo. E Georgie representa isso melhor que ninguém.

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Quarta-feira, Novembro 23, 2005

 

SSS. Sem Simão Sabrosa o Benfica é diferente. Sem Simão o Benfica europeu é pouco mais que razoável. Acreditar que o 11 que deveria ter subido ao péssimo relvado do Stade de France deveria ter sido mais ousado encarando o Lille como inferior, qualificar a procura inteligente do ponto (tendo em conta o marcador em Manchester), fragilizar um meio-campo parco em inteligência atacante mas musculado e quase sempre em harmonia com o quarteto de centrais - de onde se destacou a excelente exibição de Alcides na direita em absoluto contraste com Ricardo Rocha na esquerda defensiva) - apenas porque o Benfica é o Benfica e jogamos em casa em Paris é cair no logro característico dos nostálgicos do Inferno da Luz. A postura de Koeman e do SLBenfica foi a mais ajustada tendo em conta a o que estava em jogo: não perder o jogo era importantíssimo e com uma clínica a abarrotar de pacientes de primeira equipa não se pode dar ao luxo de confiar cegamente nas segundas escolhas como tem sido provado neste último mês. Sem Karagounis e com um Geovanni a atravessar usuais três meses por época de má forma mental, sem Simão e com Carlitos (o melhor é nem falar dele...) ou João Pereira, perante estas alternativas havia que arriscar perante um Lille que havia derrotado e vulgarizado o ManUtd na última jornada da Liga dos Campeões? Talvez a partir do segundo quarto da 2ªparte fosse possível apostar mais um pouco refrescando a ala esquerda e recuando Léo mas talvez, e foi só no sábado!, não haja memória do terceiro golo sofrido em Braga, exemplo acabado - mas corrente na Luz - dos riscos que corre um(a) defesa baixo(a), ainda que lateral, em bolas cruzadas para avançados de estatura elevada. Ainda está para acontecer o dia em que eu desvalorize a importância muitas vezes decisiva de Léo quando no posto de defesa esquerdo, mas há avançados e avançados. Dia 7 de Dezembro, dia grande, dia de nervos. Dia de qualificação.

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Eles ainda não conheciam o "mister" Koeman... JERRY: You have no idea what an idiot is. Elaine just gave me a chance to get out and I didn't take it. This (apontando para si próprio) is an idiot. GEORGE: Is that right? I just threw away a lifetime of guilt-free sex and floor seats for ever sporting event in Madison Square Garden. So please... a little respect. For I am Costanza. Lord of the Idiots! Peço desculpa por vos contrariar... Mas idiota é quem já conhece as fragilidades do seu adversário, sabe que o mesmo não é superior, joga em terreno neutro com a maioria do público do seu lado e, ainda assim, borra-se todo. Eu pergunto: se o Benfica passar e um dia encontrar o Barcelona pela frente, o que irá fazer? Jogar com 3 guarda-redes? Das duas uma... Ou Koeman é um grande visionário ou eu, definitivamente, não percebo nada de futebol. ps- Confessa Ronald. Ontem, até tiveste saudades do Karadas.

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Domingo, Novembro 20, 2005

 

Hóquei. O final da época passada ficou marcado por uma decisão caricata das instancias disciplinares do hóquei em patins nacional. O capitão do Benfica, Mariano Velasquez, e um adversário, envolveram-se em confrontos físicos num café situado nas imediações do Pavilhão Açoreana Seguros, cerca de hora e meia antes da partida que iriam disputar. Deliberou o Conselho de Disciplina que o Benfica deveria ser punido com a derrota (?!) e Mariano (o outro interveniente não foi contemplado com qualquer sanção) impedido de competir por um período de 3 meses!!! Recorde-se que as punições derivam de acontecimentos extra-desportivos... Entretanto no início da corrente época, o jogador Pedro Afonso deu entrada no hospital após o rebentamento de um petardo no Pavilhão Municipal de Fânzeres. O jogador falhou o primeiro jogo devido à lesão e os dois seguintes por a Federação não ter autorizado que competisse sob o efeito da medicação. Esta semana, a entidade competente - a mesma que já atribuiu 4 jogos a um clube por o seus adeptos terem apelidado a dupla de arbitragem de "gatunos" e "filhos da puta" - castigou os portistas com a interdição do Pavilhão Municipal de Fânzeres por dois jogos!!! E ainda assim, o senhor Ilídio Pinto - para os que não o reconhecem pelo nome, é aquele senhor de cabelo grisalho que a TVI mostrou a insultar o jovem agredido à stickada por Paulo Alves, quando este era transportado de maca - disse o seguinte: "Vamos aceitar com resignação. Embora repudiemos situações como as que ocorreram em Fânzeres, que são intoleráveis, os estragos foram nulos e o adversário aproveitou-se do que aconteceu. É uma situação que nos incomoda, mas não vai desanimar-nos." Coitadinhos...

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O extermo esquerdo. Ano após ano, a ausência de alternativa a Simão Sabrosa continua a ser uma fragilidade do plantel benfiquista. Há coisa de um ano, elaborei uma lista de jogadores do nosso campeonato que poderiam ser úteis ao Benfica. entre eles encontrava-se três jogadores para esta posição. Um era Diogo Valente, que parece estar a caminho do Dragão. Outro era Targino, que passado este tempo me parece mais talhado para a posição de ponta de lança ou segundo avançado. É rápido, tem boa capacidade de dribble e gosta da baliza. Faz lembrar o Mantorras dos velhos tempos. O terceiro chama-se Cesinha e foi uj dos melhores no jogo de ontem à noite. E tendo em consideração a fraca forma de Geovani e a inépcia de Carlitos, Cesinha entrava de caras no onze do Benfica (com a natural deslocação de Simão para a direita).

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Problema oftalmológico? Se a bola entra na baliza portista, manda-se seguir o jogo. Se a bola não entra na baliza adversária, valida-se o golo à equipa portista...

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Manuel Fernandes. Continua a só jogar quando lhe apetece e ontem voltou a assinar uma exibição displicente. Está a precisar de ficar um joguinho fora da convocatória para amansar o ego.

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Justo. O Benfica de ontem teve duas faces. Na primeira parte foi lúcido e inteligente, num jogo que aconselhava cautelas. Por isso mesmo, entrou sem exercer grande pressão e sem forçar o ritmo da partida. Mas atingiu o controlo do jogo através do posicionamento da equipa. Jogando bastante subido no terreno, encarcerou o Braga no seu meio-campo e chegou com naturalidade ao golo, num grande cabeceamento de Anderson. Na segunda parte foi altamente displicente. Provavelmente, os jogadores entraram em campo já a pensar na cidade de Paris e quiseram resguardar-se fisicamente. Só que no lugar de assumirem a posse de bola, e continuarem a controlar o ritmo de jogo, optaram por se encostar à sua área, colocando-se à mercê dos bracarenses. Jesualdo agradeceu e produziu as alterações necessárias para uma grande segunda parte do Braga que, jogando sempre em velocidade, lançou o pânico sobre a defesa do Benfica (que o meio-campo já não existia). ps- João Ferreira. Mais um exemplo do péssimo nível da arbitragem portuguesa. Para além daquele penalty estupidamente assinalado, alguém me explique os cartões a Luisão, Nunes e Anderson... Sede de protagonismo é a minha sentença.

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Sábado, Novembro 19, 2005

 

REFORÇO. Ontem pensei Nuno Assis, muito pouco convicto, mas hoje e logo após ouvir o onze inicial aparece o Beto. Alvitrei essa hipótese hoje de manhã em conversa de café mas isso sacrifica toda a ideia de entrar no Municipal de Braga a massacrar. Mas também não sou eu o treinador e até me revejo nesta postura mais expectante. Força Benfica!

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Sexta-feira, Novembro 18, 2005

 

AS MODAS. A propósito do sorteio da V eliminatória da Taça de Portugal, eis uma reacção desencantada em Touriz: "Se calhar o mais difícil para o Tourizense foi ter ido eliminar o Paços de Ferreira em sua casa. Agora vamos entrar neste jogo com o Benfica para ganhar e desde já, se me é permitido, aqui deixo um recado para o sr. Koeman: não vamos adiar nenhum jogo para preparar a recepção ao Benfica, vamos continuar a cumprir o nosso calendário conforme está marcado e vamos jogar no dia 11 com o Benfica para ganhar!" Citei Marques da Silva, assessor do presidente do Tourizense e não digo mais nada.

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MARATONA. Amanhã é dia de maratona, há Glorioso vs SC Braga e há Real-Barça das 17 às 21 na SportTV. Do SL Benfica espero uma vitória sofrida ou nem por isso, espero Nuno Assis na equipa inicial à falta do Karagounis e reticente na utilização a tempo inteiro de um Karyaka demasiado faltoso e vulnerável às perdas de bola em terrenos perigosos. Entrar sem receio e derrotar o benfiquista Jesualdo na vermelha glorioso-arcebispal cidade de Braga.

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Segunda-feira, Novembro 14, 2005

 

Motivos profissionais conduziram-me à casa de um antigo árbitro da primeira categoria. Pelo meio conheci a sua família. Mãe incluída. Cumprimentei a senhora com um sorriso mas depois afastei-me perante a dúvida instalada no meu pensamento... Quantas vezes terei insultado a dita senhora???

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Quinta-feira, Novembro 10, 2005

 

Ainda há futebolistas com carácter. Há coisa de três anos, falou-se muito do facto de Fernando Redondo pretender abdicar do seu ordenado durante o período em que se encontrava lesionado. Este facto tornou-se público por iniciativa de Adriano Galliani, que então afirmou que tamanho profissional não merecia ser privado das verbas acordadas em contrato. Há cerca de um ano, a AS Roma viu-se privada do contributo do seu capitão: o internacional italiano Damiano Tommasi. Recentemente recuperado da sua lesão no joelho, Tommasi foi convidado a renovar pelo seu clube. O jogador aceitou e, surpreendentemente, propôs assinar por 1500 euros mensais!!! "Fi-lo porque amo a Roma e o futebol. Os jovens vêem-nos como ídolos e temos de dar bons exemplos. Faço algo que adoro e sou, e fui, bem pago por isso." Jogadores como Tomo Sokota e Marius Niculae, que passaram grande parte dos seus contratos lesionados e, ainda assim, pretendiam ver os seus ordenados aumentados, poderiam aprender algo com este grande "jogador da bola". Porque ele é de facto um "jogador da bola" que ama o desporto que pratica. Outros há que não passam de autênticos mercenários protegidos pela capa do "futebolista profissional".

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Segunda-feira, Novembro 07, 2005

 

Fraco. Só não foi a pior exibição da época porque houve o jogo de Alvalade. Na primeira parte ainda deu para disfarçar um pouco. O Benfica lá conseguia chegar à área adversária mas depois não acontecia nada. Ou assisitia-se a uma excessiva cerimónia - o canto em que Ricardo Rovha prefere o passe ao remate é sintomático - ou então não havia quem se soltasse para receber o último passe - e tantas vezes Karagounis sofreu com isso. Na segunda parte, a exibição roçou mesmo o sofrível. Nem depois do golo o Benfica se libertou da apatia e é justo dizer-se que Koeman também contribíu para isso ao retirar o jogador que se mostrava mais capacitado a fazer algo por aquela equipa, Karagounis, e ao manter Beto na equipa até ao fim da partida. O empate acaba por ser uma merecida penalização para o Benfica que, para mais, parece estar a perder o fulgor físico que vinha sendo fundamental para quebrar os seus adversários. Felizmente, vem aí a selecção e uma pausa fundamental. Outra nota para o senhor do apito que voltou a demonstrar a fraca quallidade da arbitragem portuguesa. Não tanto pelos golos em que errou - e aqui até teve sorte pois conseguiu enganar-se para os dois lados - mas pela forma como aplicou a lei da vantagem - que para ele, pelos vistos, só se dá a partir do terceiro jogador a tocar a bola - e pela gritante ausência de critério a nível disciplinar.

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Segunda-feira, Outubro 31, 2005

 

Na Figueira... Um resultado amargo com sabor a muita injustiça. Considerando as condições climatéricas e a forma como estas condicionaram o reslvado, a exibição do Benfica tem de ser avaliada como positiva. As inúmeras ausências no ataque da equipa não se fizeram sentir - e depois disto, só mesmo o iluminado João Rosado pode afirmar que o Benfica não tem banco - e o meio-campo foi capaz de assegurar a superioridade exibicional sem problemas. A equipa acabou traída pelo desperdício incrível de Anderson e pela vontade de vencer de Koeman - parece-me óbvio que o golo só acontece porque a equipa ainda se estava a re-organizar em consequência das substituições - mas nem por isso se deixou abater. O destaque vai, obviamente, para mais um excelente golo da dupla Nélson / Nuno Gomes. Desde a recuperação de bola até ao momento da concretização, um grande momento de futebol. O empate acaba por não ser preocupante. Não tanto pelo deslize dos rivais mas porque parece evidente que, de entre os três grandes, o Benfica é a equipa que apresenta um futebol mais coeso e consistente.

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Domingo, Outubro 30, 2005

 

A Piada Fácil Desde que Pedro Gomes inaugurou esta forma de fazer comentários, muitos dos jornalistas desportivos pensam que fazer um relato ou escrever uma crónica sobre um jogo implica fazer trocadilhos idiotas com os nomes de todos jogadores em campo. Como consequência disso, Jorge Jesus tornou-se um dos treinadores preferidos dos jornalistas pois é um poço sem fundo de manchetes (“Mais um milagre de Jesus”, “Nem Jesus conseguiu dar a volta ao jogo”, etc). Nesta especialidade do jornalismo, mora na Sport Tv um homem com uma imaginação inesgotável. Não sei o nome do jornalista, mas foi ele que fez o relato do jogo Sampdoria-Inter de ontem. Além de utilizar todo vocabulário da escola Gabriel Alves (“uma equipa é muito pró-activa enquanto a outra é mais reactiva” ou “este meio campo é muito operativo”), este comentador começou a brilhar logo no primeiro golo da Sampdoria, marcado por Diana. Como não podia deixar de ser começaram os trocadilhos: “Este golo foi um verdadeiro templo de Diana”. Para mal dos nossos pecados, Diana bisou e aí o nosso homem tinha que superar a performance do primeiro golo, e resolveu afirmar “Isto já não é o templo de Diana, é uma conspiração de Diana” ou ainda “Apesar do nome, foram dois golos muito másculos”. Será que com tanta interactividade, a Sport Tv não poderá passar a permitir que se retire o relato e se mantenha o som ambiente do estádio? Deixo aqui a sugestão.

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O Chomsky do futebol portuguêsO sempre imaginativo Miguel Sousa Tavares conseguiu esta semana defender na sua cónica escrita no jornal A Bola que os dois jogos de castigo aplicados a Bruno Alves resultam de uma conspiração para vir a prejudicar o Porto mais tarde neste campeonato. Para quem não leu, aqui vai: "Realmente, para quem não segue atentamente os meandros da subtil política disciplinar destes doutos conselheiros, é de espantar que Bruno Alves não tenha apanhado, como devia, cinco ou seis jogos.Mas estes juízes são tudo menos ingénuos: se Bruno Alves beneficiou agora da sua generosidade é porque eles sabem que, com castigo ou sem ele, Bruno Alves, depois do que mostrouemcampo, não voltaria tão cedo à titularidade noFCPorto. E, assim sendo, a generosidade gratuita de agora permitirá aos senhores conselheiros fazerem a devida compensação, quando descobrirem um cotovelo de McCarthy ou um joelho do Quaresma fora do sítio." Além da bela teoria, ficamos ainda a saber que os jogadores do Porto não agridem ninguém, tem apenas algumas partes do corpo fora do sítio.

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Sexta-feira, Outubro 28, 2005

 

Jornalismo de Investigação O ponto a que chegam certos jornalistas para tentarem ser os primeiros a avançar com uma notícia. Notícia da edição on-line de A Bola: "José Couceiro nas imediações do Restelo Numa altura em que é dado como praticamente certo para substituir Carlos Carvalhal no comando técnico do Belenenses, José Couceiro esteve esta manhã nas imediações do Estádio do Restelo, a zona, aliás, onde reside. Pode não passar de coincidência, mas Couceiro esteve a cortar o cabelo num estabelecimento bem junto às piscinas do Belenenses, tendo garantido ser um «ritual» há muito adquirido, pois vive naquela zona da cidade de Lisboa."

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Fim da linha para Carlitos. Insiste em não agarrar as oportunidades. Não se esforça e não quer mostrar o seu futebol. Ou então não confia. Parece que Koeman quer trocá-lo por Manu em Janeiro. E o Estrela? Cairá na asneira de proceder à troca? Independentemente do que possa vir a acontecer, é tempo de Carlitos começar a procurar clube. Pensar que aquele número 7 já esteve nas costas de gente como Néné, Paneira e Poborsky...

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Venha o próximo. O Benfica subiu ao relvado do Bessa apostado em marcar cedo e consegui-o. Após duas ameaças, o golo surgiu por intermédio de Simão Sabrosa que, num golpe de génio, explicou ao aprendiz Carlitos como se conjuga talento e objectividade. A equipa tinha agora duas opções: continuar a pressionar o Leixões em cima da sua área, para rapidamente garantir o segundo golo, ou ceder a iniciativa e controlar a equipa adversária, controlando o nível de desgaste dos jogadores. Optou pela segunda hipótese e até estava a ser bem sucedido, apesar da excelente réplica do Leixões. Até ao momento em que Rui Nereu resolveu explicar os receios da equipa técnica encarnada. Não duvido que possa vir a tornar-se num grande guarda-redes, nem me importo que seja utilizado nos jogos da Liga. Até porque essa é a única forma de crescer no posto. Mas são erros como o de quarta-feira à noite que podem colocar em risco o percurso do Benfica na Liga dos Campeões. A segunda parte da partida foi, durante largo período, um longo bocejo. O Benfica, muito por culpa da má forma física de Karagounis, mostrava-se incapaz de pegar no jogo e os atletas do Leixões começavam a cair que nem rolas em dia de abertura de caça. Por esta altura perguntava-me o que seria daquela equipa se tivesse jogado no fim de semana... Mais tarde, todos perceberíamos que aquilo fazia parte da sua estratégia para este encontro. Tudo se viria a alterar com as substituições de Ronald Koeman. O Benfica cresceu e voltou à carga sobre a baliza adversária e só por uma vez foi importunado. Curiosamente, num erro de Andersson!! Algo nunca visto desde a sua chegada a Portugal. Simão Sabrosa resolveu a partida com mais um dos seus soberbos remates de meia distãncia e todos nos pudémos então deliciar com a miraculosa recuperação física da equipa de Matosinhos. Está em marcha a 3ª caminhada para o Jamor.

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Quarta-feira, Outubro 26, 2005

 

O insólito! Ou o habitual regabofe do futebol brasileiro... Num programa desportivo da TV Record, Marco Aurélio Cunha, dirigente do São Paulo Futebol Clube, justificou o afastamento de Tardelli do plantel paulista por este se ter encharcado em álcool nas véspera do derby contra o Corinthians (viria a terminar empatado a uma bola) falhando assim um treino importante. O avançado brasileiro, que assistia a tudo em casa, não hesitou e ligou para a produção do programa exigindo entrar em directo. Via telefone, acusou o dirigente de mentir, ameaçou processá-lo e avançou com a intenção de abandonar o clube por falta de motivação. Veremos como acaba o diferendo.

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Terça-feira, Outubro 25, 2005

 

2 ANOS!

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Segunda-feira, Outubro 24, 2005

 

Uma pergunta sobre (in)disciplina O que faria Adriaanse se o Postiga e o McCarthy tentassem repetir a brincadeira do Pires e do Henry?

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Orgasmo a 10000 pés de altitude! "São neste momento 23 horas e 4 minutos, hora portuguesa, e dentro de instantes iremos sobrevoar o arquipélago das Canárias. Aproveito para informar que o jogo entre Porto e Benfica terminou à escassos minutos." Pausa de alguns segundos e um silêncio arrepiante a bordo do voo da Air Luxor. Até que a voz do Comandante se fez ouvir, "O Benfica venceu por 2-0!", e alegria se espalhou por todo o avião. ps- Que bonito foi ver a repetição do jogo na segunda-feira e ouvir duas mil gargantas a cantar o "Ser Benfiquista"! ps2- Também aprecie as declarações de Adriaanse no final da partida. Afinal, parece que estavam 40 mil benfiquistas no Dragão. O reconhecimento da nossa grandiosidade é reconfortante.

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Domingo, Outubro 23, 2005

 

Mais um jogador que vai irritar os adeptos Sempre gostei de ver jogar jogadores como o Karyaka, o Barbosa ou o Zahovic. Não precisam de correr que nem uns malucos para marcarem um jogo com a sua presença. Quando tem espaço e tempo, é raro fazer algo mal feito. Normalmente irritam os adeptos, pois para eles defender resume-se a ficar à frente dos adversários e por isso, quando as coisas começam a correr menos bem, são sempre os primeiros a ouvir as vais. Por o pé para tentar recuperar a bola não faz parte das suas prioridades. Apesar do que disse em seu favor, acho que o russo está a sofrer do mesmo problema de adaptação de que sofrem alguns jogadores brasileiros quando chegam a Portugal: estão habituados a ter muito tempo para pensar o jogo e decidir o que fazer com a bola e normalmente acabam por se deixar antecipar. É claro que quando são lançados apenas na segunda parte, acabam por brilhar pois aí as defesas já não estão tão pressionantes (pudemos ver isso no jogo com o Porto e nos jogos de pré-epoca). Alguns jogadores demoram algum tempo a adaptar-se a este tipo de futebol mais pressionante (o Diego por exemplo demorou uma época), outros nunca se chegam a adaptar, como o Roger. O Karyaka tem uma dificuldade suplementar, alem de ter que se adaptar a um futebol diferente, tem também que se adaptar a uma posição diferente, mas acredito que vai mostrar mais do que já mostrou. Ontem, concordo que saiu na altura em que provavelmente iria começar a desequilibrar, pois como se viu depois da saída do Emerson, o Estrela deixou de pressionar. Mas, mais uma vez não deixo de compreender o Koeman, o russo por vezes arrisca demasiado em situações onde uma perda de bola pode ser fatal e o Karagounis além de segurar muito melhor a bola, também luta muito mais para a recuperar. Até agora, e desde que deixou de ter o problema dos extra-comunitários, Koeman tem gerido muito bem as opções que tem para este lugar. Apenas Assis não tem tido oportunidades, mas penso que quarta-feira deverá jogoar. Resta saber como será quando Miccoli voltar.

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Estreia com uma vitória Estreio-me hoje como colaborador do Cálcio-Rosso, depois acompanhar este blog enquanto leitor há alguns anos. E, nada melhor, do que começar após mais uma visita à Catedral, ainda por cima para ver mais uma vitória. Ontem, depois de o Estrela ter tentado adormecer toda a gente presente naquele estádio durante 45 minutos, o Benfica conseguiu uma razoável exibição durante a segunda parte. Já tinha visto o Estrela no jogo com o Belenenses e por isso já sabia ao que ia. Toni utiliza um daqueles esquemas que irrita qualquer espectador. Três médios defensivos à frente dos quatro defesas e depois pontapé para a frente sem qualquer critério e fé nos homens rápidos da frente que jogam sem qualquer posição definida. Só faltou mesmo jogar com mais um central, o que penso que teria acontecido se Miccoli tivesse jogado. É daquelas tácticas que pode dar para sofrer uma goleada se o primeiro golo aparece cedo ou, se se consegue manter o 0-0 durante muito tempo, até pode dar para um golinho no fim quando a outra equipa já está toda balanceada para a frente. Mas, felizmente a defesa do Benfica mais uma vez não deu benesses e apenas as entradas suicidas do Rocha causaram arrepios. No ataque, durante a primeira parte, o Benfica pressionou bastante mas os resultados foram poucos ou nenhuns. Tentou abrir o jogo pelos flancos, mas não me lembro de nenhum centro feito em condições. Tentou rematar de longe algumas vezes, mas não me lembro do Bruno Vale ter feito uma defesa complicada. Acho que a principal razão para tudo isto estava no facto dos jogadores do Benfica não terem arriscado muito no um para um e não haver uma circulação rápida da bola. Penso que foi aí que se sentiu a falta de Karagounis no meio. Na segunda parte, o Benfica apostou mais nas combinações rápidas entre os laterais e os extremos e com isso conseguiu descompensar várias vezes a defesa do Estrela. É verdade que o Benfica podia ter continuado com o pé no acelerador para tentar um resultado mais volumoso, mas depois de um ano de Trapatonni não nos podemos queixar quando ganhamos por 2-0. No fim, apesar de toda a gente desejar a entrada de Mantorras, Koeman esteve mais uma vez bem ao dar confiança a Beto, que vai ter que substituir o castigado Petit no próximo jogo. Para aqueles que não gostam do Geovanni, o soneca ontem mostrou que quando se esforça pode ser importante na equipa. Não foram poucas as vezes em que o vi a correr para a posição de defesa direito para permitir a recuperação do Nelson após mais uma correria até à linha de fundo. E, apesar de todos os jornais realçarem o centro do Nelson no primeiro golo, foi uma recuperação de uma bola que parecia perdida pelo Geovanni que permitiu depois toda a jogada.

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Quarta-feira, Outubro 19, 2005

 

IR AO PORTO PARA GANHAR. E GANHEI... Já havia duas noites mal dormidas mas agora era tempo de embarcar. Uma visita às Casas do Benfica de Tomar e Entroncamento e ala para o comboio que já se faz tarde e o IC atrasa-se… mas pouco. Sentei-me ao lado de um puto, que poderei apelidar de Beto (ou beto). O puto beto viu-me sentar envergando o Glorioso cachecol e lançou um olhar que presumi tratar-se de um olhar de lado à fê-quê-pê, quiçá lagarto. O puto Beto tinha comprado os outros jornais desportivos e como que para completar a perspectiva do que se escreveu naquele dia acerca do clássico pediu-me A Bola. A Bola? Pergunto-lhe se vai ao Dragão e a resposta foi positiva e ilustrativa pois eis que Beto tira da mochila um cachecol do SLB. Depois de algum blá-blá o adolescente informa-me que verá o jogo refastelado numa bancada vip – existem os convites para vip, para a central e para os topos conforme a ordem importância subjectiva do convidado. A mim calhou-me em sorte um convite para a central o que longe de ser mau, perspectivava um bom local para não ser agredido e ao mesmo tempo poder lançar impropérios verbais para o relvado, seja para uma má jogada do SLB ou uma má decisão do Lucílio. No comboio senti sede e a caminho do bar encontrei pai e filho benfiquistas de cachecol em pose de desafio, cumprimento-os e pelo corredor vou ouvindo o vamos ganhar da praxe. São horas de desembarque, chegámos à bonita Invicta. Lá ao fundo, na linha mais distante do edifício que serve de estação de Campanha, chegavam as claques do SLB e o pai e filho que atrás referi acompanham-me nas cerimónias de recepção da turba. Aviso o pai e filho que não devem colocar os cachecóis aos pescoço fora da estação e que os guardem para dentro do estádio. Não me deram ouvidos, reiterando que nem tudo que se lê na comunicação social é verdade. Até aí sei eu mas… Viagem calma e (quase) solitária no Andante para a estação seguinte: Dragão. Olhó mar azul de cachecóis, camisolas e bandeiras, olhós gajos a cantar o FDP SLB, olha tanta tripeirada azul junta. E nada de vermelho, nem nas barracas de venda. Nada. Afinal há uma sim senhor, e se perguntar a cada vendedor ele responderá que tem cachecóis do SLB para venda… mas escondidos em caixas. Tudo bem, não pretendia adquirir nada pelo que desloquei-me ao Centro Comercial em frente ao Dragão para me restabelecer de sólidos e líquidos e também para largar líquidos acumulados, porque não. Uma aventura para efectuar o pedido, uma maior para esperar pela refeição, outra sem descrição para arranjar cadeira e mesa onde pudesse degustar uma francesinha que parecia maravilhosa até a provar. Da refeição salvaram-se a cerveja estrangeira e os impagáveis olhares de desprezo e gozo a que era sujeito por parte da imensa multidão de portistas que circulavam que nunca me incomodaram. Sentam-se bem perto da minha mesa os tais pai e filho de há pouco e vendo-me de cachecol informam-me que numa rua tinham sido agredidos com uma garrafa de vidro que quase cegava o patriarca. Repeti-lhes a recomendação de há uma hora atrás: cachecol só em zonas plenas de seguranças ou polícia portanto o Centro Comercial ou o Estádio seriam as zonas mais relativamente mais seguras. Camisola e bandeira, nunca! Horrorosa refeição para trás, dei mais uma volta pelas imediações do Dragão para sentir o cheiro, aquele ambiente e aquela cor que para mim eram estranhos antes de rumar à porta que me levaria escadas acima e ao meu lugar sentado. Um excelente lugar e, surpresa das surpresas, rodeado de benfiquistas e zona de sócios portistas. Éramos cinco campeões só na minha fila, mas umas dezenas espalhadas por aquele sector mas que só me apercebi quais as cores que defendiam aquando dos golos. Eu não vou em disfarces, dentro do recinto e depois da medição do pessoal que me rodeava tirei o cachecol e senti-me como que em Alvalade: não insultar os donos da casa, apoiar o SLB, vociferar impropérios ao árbitro e a jogadas mal conduzidas pelo meu clube, gritar golo sem fixar os adversários nem fazer gestos rudes. Pensei que assim me safaria de qualquer tresloucado que não goste de futebol, receita que tem funcionado no recinto lagarto (com a diferença que na lagartolândia é-me possível envergar a camisola vintage do SLB). Refira-se que na fila onde me sentava estava ladeado de uma benfiquista, nada e criada na cidade das tripas, e que tinha sido abandonada à sua sorte naquele por uns tios portistas. A rapariga não se importou, eles que fossem para outras zonas que ela estava bem rodeada pelos da cor dela. Começa o jogo e todos os benfiquistas da fila, menos a rapariga, me pedem calma a barafustar porque ainda “levava nos cornos”. Não, digo eu, ainda não fiz nada para isso e até saltei no quase golo do Simão. Tinha razões para tal tranquilidade, nunca fui importunado, recebi umas frases de desafio e gozo mas nada que não faça parte do futebol. Fui bem recebido e tratado naquela zona do Estádio mesmo depois dos dois golos que festejei ruidosamente, mesmo depois dos risos que o placard provocou à falange benfiquista ou o assobios e raiva aos derrotados portistas apenas porque ao minuto 83 lembraram-se de alterar na régie do FCP o resultado para 0-3. O jogo toda a gente sabe como correu, os lenços toda gente viu e os cânticos vermelhos adaptados para a ocasião não os vou aqui reproduzir. Já só no estádio se ouvia e viam benfiquistas quando sentado a olhar para o relvado e sem ninguém do meu lado, aparece cinquentão e esbaforrido um adepto do FCP que me puxou os cachecol violentamente e em pose agressiva. Tentou ainda esmurrar-me mas os meus reflexos estavam em pleno e logo de seguida três portistas agarraram-no devolvendo-me o cachecol. Aquele energúmeno não é exemplo, a minha noite foi tranquila e continuou sendo num evento em Serralves ou depois na Parai da Luz. Por todo lado cabeças gigantes, melões azuis. Ganhámos! E foi um dos dias mais inesquecíveis na minha já longa ida aos estádios deste país, ir ao Dragão e ganhar, estar lá é impagável. FORÇA BENFICA! Cerca das 18:30 desembarco em Campanhã e faço e aceno às claques do SLB que haviam chegado minutos antes. Avisto-as ao longe. No Andante o Dragão é a estação que sucede a Campanhã. Depois de uma francesinha bem ranhosa no Centro Comercial nas imediações do Dragão - onde pude envergar o cachecol do Glorioso sem perturbações mas com implicações na procura de mesa e cadeira para degustar tão horrível refeição - eis a única barraca que vendia cachecóis do Benfica a céu aberto. E a céu aberto porque quando questonei dois outros vendedores, recebi a informação que até havia cachecóis do SLB para venda... mas bem escondidos em caixas. A equipa inicial. Já estava 0-1. Ali era o centro do Sector Campeão. Foto histórica. Não tanto quanto a que não consegui tirar. A determinada altura, cerca dos 83 min de jogo, este mesmo quadro marcava 0-3. Risada para mim, assobios para os azuis. Eu sabia que ia ver lenços brancos.

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Segunda-feira, Outubro 17, 2005

 

0-2. Depois da primeira visita do Calcio Rosso ao Dragão, festeja-se com uma garrafa de vinho Duas Quintas. Um brinde?

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Sábado, Outubro 15, 2005

 

O Clássico. Vou finalmente de férias. No espaço de um mês, será a terceira subida a bordo de um avião mas a primeira não relacionada com questões de trabalho. Espera-me agora uma semana de paz e sossego sob o radioso sol cabo-verdiano. Mas um acontecimento positivo nem sempre é seguido por outro. Hoje à noite, à hora que Porto e Benfica disputam o clássico, estarei a sobrevoar o Atlântico. E como o futebol moderno entrega os melhores jogos da nossa Liga à Sport TV (apesar de há uns anos ter sido aprovada, em sede de parlamento, legislação referente à obrigatoriedade de transmissão destas partidas em sinal aberto) não poderei fazer a gravação do mesmo, como aconteceu reçlatuivamente à partida de Old Trafford. O que é uma pena. Acredito seriamente que hoje se vai disputar o melhor clássico dos últimos anos. É certo que jogos como este, capazes de criar as maiores das expectativas, acabam por resultar em jogos entediantes onde o medo impera. Mas hoje não. Apesar dos quatro pontos de vantagem, a defesa do Porto não permite que Co arrisque um futebol de contenção. E apesar do bloco defensivo do Benfica apresentar grande solidez, a dinâmica atacante portista inviabiliza um jogo de expectativa por parte de Koeman. Perspectiva-se o mais espectacular clássico dos últimos anos mas eu não vou lá estar... Resta-me desejar boa sorte ao Spinafro, que será mais um representante benfiquista em território inimigo, e gritar: FORÇA BENFICA!!!

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Quinta-feira, Outubro 13, 2005

 

Perguntinhas inocentes... Porque é que a generalidade dos adeptos portugueses (benfiquistas incluídos) têm a mania que os castigos servem, acima de tudo, para beneficiar o adversário seguinte e não para punir o jogador que infringe as regras? Terá sido esse o motivo para o Porto denunciar o Petit à Liga, contrariamente ao que (não) fez relativamente ao Emerson do Estrela da Amadora? Porque é que o Petit não jogou contra a Letónia?

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Quarta-feira, Outubro 12, 2005

 

Três décadas depois, o Rei passa o testemunho.

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Domingo, Outubro 09, 2005

 

Portugal. Apesar da equipa de arbitragem, de Scolari, de Ricardo e de Paulo Ferreira, lá garantimos a passagem ao Mundial da Alemanha. Sem grande brilho, é certo, mas sem termos de fazer as habituais contas de mercearia na hora da decisão.

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Sábado, Outubro 08, 2005

 


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Quarta-feira, Outubro 05, 2005

 

Manuel Fernandes. Não se percebe muito bem o que andou a fazer em campo na 2ª feira. Apático, sem garra e sem vontade, foi um dos motivos pelos quais o Vitória conseguiu o controlo do meio-campo. Na primeira parte há um lance sintomático da atitude colocada em campo. Na jogada que precede a bomba vimaranense no poste de Moreira, Manuel Fernades movia-se a passo, apreciando as triangulações dos jogadores do Vitória enquanto Petit se esfalfava para resolver a situação - conseguiu interceptar a bola por três vezes mas, sem apoio, viu-a chegar sempre a pés vimaranenses. E assim continuou Manuel Fernandes: sem recuperar, sem pressionar. Chegou a recordar-me Paulo Almeida... Acordou aos 65 minutos, resultado de um milagre chamado Karagounis. A reacção normal de quem vê um concorrente directo entrar no relvado. Pelo que fez anteontem, Manuel Fernandes merecia sentar-se no banco do Dragão. Mas eis que se dá outro milagre: o sumaríssimo a Petit. Espero que dia 15 surja o Manel de Old Trafford e não o da última partida.

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Segunda-feira, Outubro 03, 2005

 

MANCHESTER PELOS LEITORES. A poucas horas do jogo ante o Vitória da cidade berço, ainda a opinião de um leitor do Calcio Rosso: É verdade que o Beto não é jogador para o Benfica, é verdade que não acerta um passe, não tem tempo de entrada aos lances e aparentemente pressiona sempre o jogador errado, mas que alternativas é que o Koeman tinha? Jogar com o Geovanni era um suicídio. Com um flanco esquerdo com o Giggs e o Richardson estávamos a levar 2 ou 3 aos 15 minutos. É verdade que podia ter criado alguns desequilíbrios na frente, mas nunca ajuda o lateral e ainda por cima raramente está no seu lugar o que permite que o lateral adversário suba à vontade. Cada vez me convenço mais que o homem só pode jogar com equipas que adaptam centrais a defesas esquerdos, daqueles que nunca saiem lá de trás ou então num sistema de 4-3-3 mais defensivo. Este fim de semana até era capaz de resultar com o Rogério Matias, mas pelos vistos joga o Karagounis. Quanto ao João Pereira, continua a não me convencer. É um lateral mais ou menos certinho mas a médio ala desconfio que nem na equipa B tinha lugar, ataca mal e nunca ajuda no centro quando é preciso. Além disso, arriscávamo-nos a chegar ao intervalo com 10. E, se ele jogasse, estaríamos a jogar mesmo com um equipa de pigmeus. Queria ver quantos golos levávamos de cantos ou livres marcados para a área. Em relação às substituições penso que a única coisa que ele podia ter feito era ter arriscado um pouco mais a seguir ao golo. Penso que poderia ter mudado o simão para a direita e lançar o Karyaka na esquerda, mas ele é que sabe como é que o russo está. Não tendo mudado nada aí, e com Manchester a carregar como estava (não me parece que o Benfica tenha recuado por opção própria) só lhe restava mesmo defender. Eu se calhar até fazia mais: punha o Anderson, chegava o Rocha à esquerda, deixava o Leo a fechar o flanco e marcar o Ronaldo e punha o Simão lá à frente com o Nuno Gomes para o contra-ataque. Pelo menos ganhavamos altura para o chuveirinho dos últimos minutos e até podia ser que marcássemos de canto. É claro que se ele fizesse isso ainda ia ser mais criticado, mas também não estávamos a jogar em casa contra dez do Setúbal como uns e outros. Uma das coisas que mais me deixou surpreendido neste jogo foi a calma com que certos jogadores entraram em campo. Jogadores como o Manuel Fernandes, o Rocha, o Luisão, o Moreira e pelos vistos o Nélson (pelo que se viu em alvalade) entram sempre nervosos nos jogos importantes. Então o Manuel Fernades só costuma acertar um passe por volta da meia hora. Neste jogo, pelos visto o Koeman deve ter distribuído calmantes no balneário antes de entrarem em campo. Além disso, com o Koeman, tal como com o Van Gaal, o jogadores sabem sempre onde têm alguém para receber a bola. Estou a gostar desta equipa e acho que segunda volto ao estádio. NM

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Sexta-feira, Setembro 30, 2005

 

(In)Coerências. Realmente, não consigo compreender os adeptos do fêquêpê... Continuam com a lenga-lenga do Man Utd desfalcado, numa ânsia de menorizar o Benfica que não se compreende, já que há ano e meio consideravam o mesmo Man Utd, também desfalcado, uma equipa de outra galáxia. Relembram hoje a ausência de Keane. Mas curiosamente, Keane também não marcou presença nesse jogo. Mencionam a ausência de Silvestre... Mas onde estava ele, e também Rio Ferdinand, a 10 de Março de 2004? No relvado de Old Trafford não foi... Gozam com a titularidade de Fletcher e O'Shea. Mas ambos foram titulares frente ao Porto. Faltou Rooney na 3ª feira? Pois foi... Mas para que jogasse teria de sair Giggs ou Ronaldo. No fundo, quais são as diferenças? Afinal de contas, qual é a verdade? Este Man Utd não é assim tão fraco? Ou o empate do Porto há ano e meio não foi tão extraordinário quanto se afirmou na altura?

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Quarta-feira, Setembro 28, 2005

 

EM MANCHESTER. Ao iniciar o encontro com Beto encostado ao lado direito já se temia inaptidão, incapacidade de recepção, controle e passe, músculo. Foi precisamente isso que aconteceu mas com a agravante do jogador brasileiro mostrar embaraços que normalmente conotam jogadores dos distritais de cada vez que era chamado a actuar. Koeman ter-se-á apercebido desse facto, mas também é verdade que o ManUtd raramente criou perigo nos locais por onde se impunha o músculo (e desta vez pouco voluntarismo) de Beto. Só assim consigo equacionar a não substituição de Beto por um flanqueador - adaptado ou não - que seria Geovanni, pela técnica e velocidade, ou João Pereira, por ser um jogador nado nas faixas. Koeman não mexeu enquanto Ferguson não lançou pedras para o relvado mas o ManUtd tem a capacidade de se transfigurar tacticamente com o mesmo onze. Quando Koeman alterou era tarde, mas imaginemos o holandês abdicando da contenção, da salvaguarda do resultado e ocupando a última quinzena de minutos a atacar a baliza de van der Saar, meio-campo defensivo do SLB em modo convidativo para Ronaldo e cia. massacararem em dribles e cartões o último reduto vermelho-àguia. Um jogo perdido mas um Benfica receoso? Não, um Benfica conservador.

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Terça-feira, Setembro 27, 2005

 

GIGANTES!. Hoje é dias do reencontro de dois clubes-lenda do futebol mundial no principesco Old Trafford. Do Glorioso espera-se cabeça erguida e nervos guardados no bolso, apesar da vaga de lesões e castigo do ManUtd há ali muito que recear. Sem socumbir. Sonhei há dois dias com uma goleada infligida aos reds de Lisboa mas hoje acordei com a ideia de um qualquer golo vitorioso. Retenho a memória da manhã de hoje.

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Segunda-feira, Setembro 19, 2005

 

O perigo do futebol modermo. Os Diabos Vermelhos aproveitaram o jogo de ontem para exprimir a sua solidariedade com os adeptos austríacos que acabam de ver o seu clube de sempre desaparecer. Concorde-se ou não com todos os pontos mencionados, fica aqui um texto que merece ser lido por todos os que amam este fantástico desporto que é o futebol. "Imaginem que um multimilionário comprava o nosso clube? Em principio, tudo bem. Ao exemplo do Chelsea, poderia financiar aquisições com a sua fortuna, e o nosso Benfica poderia ombrear com os grandes clubes europeus.No entanto, nem tudo são rosas. Na Áustria um clube com história conheceu a faceta mais negra do futebol-negócio: o dono da conhecida bebida Red-Bull comprou o Áustria-Salzburg por um preço bastante irrisório (à semelhança do que se passou em Itália com o Torino e o Parma), e todos os adeptos pensaram que era a salvação do clube.Puro engano. O SV Áustria Salzburg, apesar das promessas dos compradores, pura e simplesmente desapareceu. O clube finalista da Taça UEFA, em 94, perdeu as suas cores (violeta e branco), o seu símbolo, e os seus troféus. Ganhou um novo nome: Red Bull Salzburg (http://www.redbullsalzburg.com) Todo o historial. Toda a tradição. Tudo foi trocado em nome de uma marca: Red Bull. Um clube histórico, fundado em 1933 desapareceu.Hoje o clube é uma marca (não confundir com os históricos Bayer Leverkusen e o PSV Eindhoven, cujas equipas foram fundadas por trabalhadores da Bayer e Phillips respectivamente)Os adeptos que envergavam adereços (camisolas, cachecóis e bandeiras por exemplo) das cores antigas do clube, foram proibidos de entrar no estádio.Tudo se passou na Áustria, mas pode acontecer em Portugal, ou em qualquer país da Europa.Os adeptos de futebol são (ou devem ser) o 12º jogador. É devido aos adeptos que o futebol existe. Mas também são os adeptos que têm o poder de “alimentar” esta máquina voraz ou de dizer basta. Basta aos especuladores do “negócio” futebol; basta de transmissões televisivas que provocam dispersão de jornadas de quinta a segunda-feira; basta de jogadores que beijam a nossa camisola hoje, e a do adversário amanhã; basta de Estádios com nomes de marcas; basta de patrocínios mais importantes que o símbolo e história dos clubes; basta de Futebol Moderno… Ou querem assistir à final da Liga dos Campeões entre a Siemens e a Vodafone?" ver mais

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A bem da verdade, senhor Rui Santos! A osga (ou o "pele de solário com cabelo de poodle empastado em gel", como foi apelidado por um radialista da Ant3na no saudoso Verão do Euro2004) acusou ontem a SAD benfiquista de ter mentido aos seus adeptos no comunicado que emitiu esta semana. Pois bem, senhor Rui Santos... Consultando o jornal desportivo que pertence ao mesmo grupo económico do diário generalista onde semanalmente emite a sua opinião, ficamos a saber que quem "adultera a verdade" (palavras suas) é o senhor. Consultando a edição de 3 de Junho de 2005 do Record, podemos ler: "Miguel Bento, director de marketing dos encarnados, frisou alguns aspectos essenciais da venda do novo cartão que arranca em força na segunda-feira. Entre eles destaque para os 5 mil postos de venda, incluindo as casas do clube e os postos das empresas parceiras do projecto. "As previsões, feitas antes da vitória na SuperLiga, apontam para 100 mil no primeiro ano e 75 mil nos seguintes. Até ontem vendemos 4.872 kits do novo cartão", disse." É verdade que LFV meteu os pés pelas mãos e traçou um objectivo pessoal (os 200 mil kits até ao fim de Outubro) que dificilmente será alcançados. Mas ontem, aos microfones da SIC Notícias, o senhor Rui Santos não criticou a demagogia de LFV. Acusou profissionais sérios e competentes de mentir e fez um repto aos benfiquistas: "Comparem o que se diz agora e o que se disse há três meses e vejam se dizem a verdade". Pois bem. Mais uma vez se comprova que o senhor Rui Santos se aproveita do seu mediatismo para vomitar ódio ao Benfica sem cumprir critérios básicos da profissão que exerce: investigar e cruzar informação. Que pena é haver quem ainda lhe dê crédito...

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Quinta-feira, Setembro 15, 2005

 

Regresso às vitórias. Não foi uma grande exibição mas ao longo dos 90 minutos o Benfica justificou sempre a vitória. No entanto, o Benfica sofreu e fez-nos sofrer, fruto de uma irritante inépcia na hora de alvejar a baliza. Ainda assim, foi o meio-campo que esteve mais desenquadrado do futebol que se exige ai Benfica. Simão e Petit estão fora de forma, Geovanni mandou o seu clone preguiçoso para dentro de campo e Manuel Fernandes continua estranhamente apático. Valeu o esforço de Nuno Gomes, a magistral exibição de Miccoli, a segurança dos centrais (os apertos por que Rocha passou foram mais da responsabilidade dos médios do que dele) e a dinâmica dos laterais (embora Nélson tenha de ser mais calmo na hora de centrar). Para já, os objectivos da 1ª volta estão cumpridos: conquistar 3 pontos. Os próximos dois jogos disputam-se fora de casa e tudo o que vier para o bolso é lucro.

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Que benfiquistas são estes? O Benfica regressou à Liga dos Campeões seis anos e meio depois de ter disputado o último jogo para esta competição. Foram 32 mil (!!!) os benfiquistas presentes no estádio. O número até está dentro das previsões dos responsáveis da SAD benfiquista mas eu não me conformo. E que não venham argumentar com o mau momento que a equipa atravessa. Quase sete anos!!! Não foi na época passada, nem há dois ou três anos, que o Benfica jogou contra o Kaiserlautem... De que serviu o esforço da construção de um estádio de 65 mil lugares se a maioria só vai à bola quando se ganha e para assobiar e acenar o lencinho ao mínimo pretexto? Que moral têm os adeptos para criticar os jogadores se passam a vida de costas voltadas para eles? Estão à espera que eles se esforcem pelos que os visitam uma vez por ano? O futebol moderno vai ganhando cada vez mais força... Já não há bola à tarde, as equipas europeias trocam um precioso dia de descanso por uma transmissão televisiva e os adeptos preferem o sofá. Agora ficam à espera que a equipa puxe por eles... Já não se sentem motivados a incentivar a equipa. Mas depois, assim que vêm um troféu conquistado, é vê-los a correr para a rua, esquecendo os apelidos insultuosos que lhes foram dirigindo ao longo da época, glorificando até treinadores a que se desejou a pior das coisas. É a hipocrisia do futebol moderno. Está cada vez mais próximo o dia em que o futebol será disputado num estúdio de televisão. E o povo rejubilará, entre o zapping com a novela e mais uma cerveja saída do congelador. Ontem, enquanto aquelas 32 mil gargantas gritavam pelo Benfica, pus-me a pensar se não seria preferível termos um estádio mais pequeno. Assim, só lá estariam os de ontem, os que querem apoiar a equipa, e mais próximos do relvado poderiam criar um ambiente infernal. Aos que lá estiveram ontem, parabéns. Os que preferiram esperar por melhores dias, podem ficar em casa. Não fazem falta na Luz!

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E que tal... começarmos a bater o pé à UEFA? Lá por fora, é raro o país onde se vê movimento às 9 da matina. A malta já tá a trabalhar. Cá, a malta começa a chegar ao trabalho a essa hora. Lá fora, às 18 já se tá em casa. Cá, começa-se a sair a esta hora. Lá fora, às 20 já se está a acabar de jantar. Cá, ainda se está na fila do trânsito. Lá fora, a Champion's joga-se às 20h45. Cá, subjugados pela UEFA, joga-se às 19h45. Mas todos comemos e ficamos calados. Uma das coisas que mais me irrita nos tripeiros é quando vêm com a lenga-lenga do G14. Até hoje, não me recordo de uma única decisão desse organismo que beneficiasse o futebol português. Até hoje, não me lembro de alguma vez o Porto ter defendido uma posição que nos benficiasse. Mas não se ilibe a FPF, ela que deveria ser a primeira a preocupar-se com a defesa dos interesses dos adeptos de futebol portugueses. Que tal começarmos pela questão horária? É que se juntarmos as nossas rotinas horárias ao excessivo controlo policial feito nestes jogos (só ontem eram 3 controlos policiais antes de entrar no perímetro do estádio), torna-se praticamente impossível entrar no estádio a horas... Basta ver que o estádio da Luz recebeu ontem 32 mil espectadores e cinco minutos antes do apito inicial eram menos de 10 mil os presentes no seu interior!! Eu, por exemplo, o primeiro lance que vi foi o remate à barra do Miccoli...

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Segunda-feira, Setembro 12, 2005

 

Uma noite de erros... A inclusão a titular de um jogador que fez apenas um treino com o seu treinador e companheiros. A aposta em Carlitos. A colocação de Nuno Gomes no banco. A alteração de um esquema de três avançados em triângulo para três avançados em linha. Em todas as jogadas da primeira parte, o Benfica teve quatro jogadores "presos" nos flancos, deixando um autêntico buraco no corredor central que não lhe permitiu explorar outras alternativas que não o pontapear da bola na direcção de um ponta de lança de 1, 68. A marcação à zona nos cantos!!! A precipitação de Ricardo Rocha...

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Quinta-feira, Setembro 08, 2005

 

Ainda o ponta de lança. As inscrições estão fechadas mas é bom que os dirigentes do Benfica não se deixem dormir. É imperativo prosseguir negociações para que a 1 de Janeiro possa estar a chegar um reforço à Luz. É que Angola já está apurada para o CAN e Pdero Mantorras será certamente convocado. Mas também Chalana deve acordar. Está na hora de recordar o seu passado enquanto treinador dos juniores e começar a chatear o Bruins Slot. É necessário promover um avançado do Benfica B com a maior urgência.

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O Calcio Rosso vai lá estar! O fim da tarde de domingo foi assinalado por uma incursão às bilheteiras do Alvalade XXI, com o objectivo de adquirir 3 ingressos para o primeiro clássico da época. O Spinafro repete assim a presença de Janeiro deste ano, enquanto eu faço a minha estreia absoluta no palco da Final da Taça UEFA. Isto depois de ter oferecido o meu bilhete para a referida final a uma ilustre sportinguista, que também nos acompanhará na noite de sábado. Após dois anos de resistencia, motivados pelo elevado preço dos bilhetes, o bichinho levou a melhor. Não que os bilhetes do próximo sábado sejam mais baratos (o ingresso da final da UEFA, que não era o mais barato, custou-me 35€; por este larguei 40€) mas, afinal de contas, este é o meu jogo preferido do ano! Regresso então ao covil do inimigo, 3 anos depois da última visita. Foi a 7 de Dezembro que vibrei, em plena Superior Sul, com os golos de Zahovic e Tiago. Para a história, os marcadores do último derby do velhinho José de Alvalade. Dos 26 jogadores que pisaram o relvado nessa noite, apenas 6 se mantêm em actividade nos velhos rivais: Moreira, Petit, Simão, Mantorras, Nuno Gomes e Nélson. ps- Porque raio continua o sporting a colocar a designação Superliga Gal Energia nos seus ingressos??

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Quarta-feira, Agosto 31, 2005

 

Fabrizio Miccoli. Jogador da Juventus, adepto da Fiorentina, iniciou a prática futebolística nas escolas do Milan mas terminou a sua formação no Lecce. Aponta Francesco Totti, Roberto Baggio e Rui Costa como os seus ídolos no mundo do futebol. Fez valer a sua vontade e vai jogar no clube que ambicionava. Também não é número 9 mas nem por isso deixa de ser reforço!

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Terça-feira, Agosto 30, 2005

 

Não é 10 mas é reforço!

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Segunda-feira, Agosto 29, 2005

 

Incredulidade!!! A Imprensa cai em cima de Koeman, alguns adeptos seguem a cartilha e os adversários aproveitam para gozar com o holandês. E eu, cada vez mais me convenço de nada perceber de bola... Koeman é agora criticado por tudo e por nada, com razão e sem razão, com argumentos válidos e outros imbecis. Acusam-no de colocar Simão no meio, como se o jogador nunca tivesse pisado esses terrenos antes da chegada de Koeman. Quantas foram as vezes em que vimos Camacho, e Trap, pedir para que Simão ocupasse o espaço atrás do(s) avançado(s)? Mas a amnésia atingiu a Imprensa... Depois temos o caso absurdo de Nélson. Um dos jogadores mais destacados pela Imprensa ao longo da época passada, pela sua dinâmica em campo e por actuar em ambos os flancos com igual regularidade. Quando assinou pelo Benfica, a Imprensa destacou a sua velocidade, a sua veia ofensiva e o facto de actuar sobre ambos os flancos. Mas se o Koeman o coloca à esquerda... é burro!!! Afinal, dizem os especialistas da Imprensa, que ideia é essa de colocar um lateral direito no flanco esquerdo? Mas o pormenor mais absurdo desta história é dizer-se que o Benfica perdeu por ter jogado com três centrais!!! A primeira parte do Benfica foi aceitável e nos primeiros 25 minutos viram-se combinações muito interessantes e uma estratégia que se revelou muito válida para alguns jogos caseiros (e porque não fora de casa). A equipa demonstrou profundidade ofensiva, mobilidade e boa ocupação de espaços. Por vezes, as triangulações falhavam mas isso é natural numa equipa que se ambienta a um novo sistema. Mas o Benfica jogava em cima do adversário, os defesas integravam-se bem na manobra ofensiva, tudo sem perder coesão defensiva! (o principal factor de risco neste sistema). O Benfica perdeu o jogo porque entrou mal na segunda parte e o descalabro até se deu com o regresso às estratégias do passado, com os jogadores colocados nas posições que a Imprensa considera ideais. Mas isso não interessa nada. Faça-se birra e culpe-se a inovação táctica, o tal sistema acusado de defensivo mesmo que a presença de três centrais nunca tenha resultado naquela linha defensiva de cinco unidades que víamos o ano passado, ora com o atraso de Petit, ora com um dos laterais a fechar mais dentro. O único ponto discutível na estratégia apresentada por Koeman prende-se com a utilização de Beto no flanco direito, já que o brasileiro não tem características que lhe permitam efectuar a condução de jogo em condições ideais. Tudo o resto é conversa para adensar polémicas e vender jornais. O filme é habitual. Tudo vai bem quando o Benfica ganha, tudo vai mal quando o Benfica perde. Mas dê por onde der, a Imprensa tem de lucrar. E não duvido que muitos já salivem perante a perspectiva de lenços brancos...

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A arbitragem e o anti-jogo. Os árbitros têm direito a errar. Se o fazem de propósito ou não, é assunto para discutir à mesa do café, preferencialmente munido de uma cerveja bem gelada. O que não se aceita é que se mostrem permissivos a estratégias que colocam em causa o espectáculo. Ano após ano, ouvimos os dirigentes dos pequenos clubes insurgirem-se contra a redução dos quadro competitivos. E ano após ano, alguns treinadores insistem em retirar-lhes a razão. Mas estes, e os jogadores, continuam a ser os menos culpados. Num campeonato que se faz de pontos, não podemos criticar quem luta por eles (no caso dos treinadores, uma luta acompanhada por uma constante incerteza relativamente ao dia de amanhã). Independentemente da forma. Ou alguém se vai chatear se o Benfica recorrer ao expediente em Old Trafford? A culpa continua ser de quem pactua com a situação, já que os jogadores só avançam até onde lhe permitem. Que culpa têm os gilistas se o senhor Rui Costa dá 3 minutos de desconto na primeira parte, isto depois do carro maca ter entrado 5 vezes em campo, por períodos nunca inferiores a 60 segundos? Que culpa tem o guarda-redes Jorge Batista do facto de ninguém lhe ter chamado a atenção? Aliás, o único que pode ser criticado é o Nandinho, pela forma infantil como reagiu a um amarelo que, mais tarde ou mais cedo, iria acabar por receber.

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Quarta-feira, Agosto 24, 2005

 

Competições europeias? Só no sofá!

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Terça-feira, Agosto 23, 2005

 

Benfica no 3º pote? Aquele ponto poderia ser exclamativo. O Wisla Cracóvia esteve a escassos três minutos de carimbar o passaporte para a Liga dos Campeões. Infelizmente, Papadoulos levou o jogo de atenas para prolongamento e o Panathinaikos acabou por fazer a festa. Ainda assim, os desaires de Mónaco, Sporting e Lokomotiv de Moscovo, transformam o Benfica na equipa com melhor coeficiente no pote 4. Agora, resta esperar pelos resultados de amanhã.

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Sábado, Agosto 20, 2005

 

Vai começar! A época 2005/2006 começa hoje para o Sport Lisboa e Benfica. E digo hoje porque nunca dei grande importância às chamadas Supertaças. Para mim, mais não são do que um jogo de pré-época. E não é por o Benfica ter ganho uma que vou mudar de ideias. A época a sério começa hoje! Ao longo dos próximos nove meses, os jogadores do Benfica vão transportar as quinas nas suas mangas e carregar consigo o peso da revalidação do título. Mas não vai ser fácil. Nem para si, nem para os outros grandes. O Sporting de Braga está hoje mais forte que na época anterior e, se o seu treinador perder o medo nos momentos cruciais, é forte candidato à vitória final. E depois há Belenenses, Boavista e Vitória de Guimarães, que mesmo não se intrometendo na luta, poderão conquistar pontos cruciais a essa decisão. O plantel do Benfica parece hoje mais forte. Saiu Miguel (na minha opinião, pela posição que ocupa, o mais dispensável do dito núcleo duro) mas as chegadas de Anderson, Beto e Karyaka, anunciam um banco mais forte. E assim, Koeman não vai enfrentar os mesmos problemas que Trapatonni quando olhar para o lado. Resta saber se terá mesma matreirice do italiano... No entanto, faltam os avançados, pelo menos um, fruto de uma excessiva megalomania da dupla Vieira/Veiga. Concordo que o Benfica precisa de um avançado mortífero para atacar a Champion’s… Mas antes, deveria ter havido a preocupação de assegurar um ponta de lança para consumo interno. E João Tomás até andou por aí solto… Agora, com os planteis praticamente fechado, o máximo a que podemos aspirar é um avançado com nome mas longe de deter a frieza necessária, e inicialmente exigida, diante das balizas adversárias. Que role a bola e que o Benfica inicie a Liga Betandwin já com uma vitória.


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Sexta-feira, Agosto 19, 2005

 

Miguel: o último capítulo. O jogador pediu desculpa à massa associativa do Benfica por ter arrastado o nome do clube para um imbróglio lamentável? Pouco me importa. Não é isso que vai fazer renascer o meu respeito pelo jogador. Verdadeiramente relevante é o tiro no pé que Miguel deu no final da conferência de Imprensa. Ao afirmar que foi obrigado a ler aquela declaração, Miguel acaba por reconhecer que nunca teve razão em todo este processo. (se dúvidas ainda houvessem, depois de tanta contradição do jogador e seus representantes…) Porque se a razão lhe acedesse, não teria de se sujeitar à vontade do clube. Relevante também, é constatar que as invejas continuam no universo benfiquista. Bibi voltou a tentar fazer das suas, depois de já ter interferido no negócio Ricardo ou de ter colocado Carlos Alberto no Porto. É muito triste que se continue a desejar mal ao clube por meras questões de ego.

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Quarta-feira, Julho 20, 2005

 

A carta de Miguel. Há pormenores perfeitamente risíveis na carta que o antigo jogador do Benfica enviou para o Estádio da Luz. O primeiro prende-se com o tal período de experiência, que serve também para avaliar a competência de Dias Ferreira. Diz o jogador: “no contrato em causa não existe qualquer cláusula que exclua o período experimental”. Acontece que as normas que regem o direito desportivo dizem precisamente o contrário: que só há lugar a período experimental se este for previsto numa das cláusulas do contrato. (remember Del Neri?) E mesmo assim, diz a lei que tal cláusula só pode ser inserida no primeiro contrato estabelecido entre as partes. Daí ser irrelevante o Miguel alegar que se tratou de um novo contrato e não de uma prorrogação do vínculo. Outro pormenor curioso prende-se com a seguinte passagem: “Estava seguro que em 20 de Novembro de 2003 havia assinado um aditamento ao contrato de trabalho e não um novo contrato”. Aqui levantam-se duas questões muito importantes. A primeira de todas é que o Miguel é burro! O Benfica anunciou a renovação do vínculo até 2008 e Paulo Barbosa até se elevou em bicos de pés para garantir que esteve sempre ao corrente das negociações. Já para não falar das declarações de Miguel à Imprensa espanhola há coisa de três semanas: “tenho contrato até 2008”. Mas afinal, de acordo com Miguel, o jogador só assinou um aditamento. Então eu pergunto porque o Miguel se queixa disto: “as condições financeiras não correspondiam ao que tinha sido negociado: o valor da remuneração anual estabelecido, para 2005/2006 era exactamente igual ao estabelecido no aditamento ao anterior contrato caducado para a época 2004/2005”. Se só negociou um acréscimo salarial a um contrato que terminava em 2005, como é que discutiu verbas para a época seguinte? Eu não percebo muito de leis mas algo me escapa aqui… Mas o momento mais hilariante prende-se com as supostas ofensas do presidente encarnado. Estive na Luz na manhã de 4 de Julho para tratar da renovação do meu cativo e bem sei o que os adeptos diziam sobre o Miguel. Talvez por isso, Luís Filipe Vieira optou por um discurso em que afastava a hostilização sobre o jogador. Quis proteger o jogador e nem assim o conseguiu (basta ler os vários blogs benfiquistas existentes por aí). Mas nem assim… O Miguel acha que até isso foi uma estratégia para o atingir: “veiculavam que eu era um coitadinho, manipulado por um empresário (…) continuaram as ofensas, dando a ideia que eu não teria a personalidade própria”. Ridículo!!! Entretanto, ficamos a saber que Dias Ferreira foi contratado no dia 27 de Junho, não porque o Miguel desconfiasse do contrato, mas para que este ajudasse Paulo Barbosa a negociar uma transferência para o estrangeiro. Aqui, há que saber ler nas entrelinhas.


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Segunda-feira, Julho 18, 2005

 

Triste! "Luís Filipe Vieira acusou o sócio Manuel Botto de pôr questões por má fé. Para em tom cada vez mais inflamado exortar o mesmo consócio a que não se abanasse. Frisando que ele, Vieira, também não se estivera a abanar enquanto Botto falara (sendo do conhecimento geral que Manuel Botto padece de uma especificidade que lhe provoca continuadas tremuras e o obriga a mudanças frequentes de postura). (...) intervenção do presidente da Mesa da Assembleia Geral que, por esta ocasião, interrompeu Vieira o exortou a que, de facto, esclarecesse o sócio Manuel Botto nas duas perguntas que este de forma cordata pusera (...) o tom ainda mais enérgico com que Vieira respondeu a Tinoco Faria, dizendo-lhe que já lhe tinha cortado o raciocínio e lembrando-o que ele, Vieira, é que é o presidente." Octávio Ribeiro in Correio da Manhã.

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"Escolhi-o porque é um jurista conceituado nesta área." Foi mais ou menos isto que o Miguel disse sobre Dias Ferreira, não foi? Pois. Lá conceituado é ele... por dizer alarvidades em programas de televisão. Quanto à competência... Então não é que o Miguel rescindiu hoje aquele célebre contracto que não existe mas que o advogado já tentou comprar duas vezes?

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Sábado, Julho 16, 2005

 

Vender ou não o nome do Estádio Sport Lisboa e Benfica… O coração diz que não se vende o nome do clube. O cérebro tenta chamar-me à razão. Haverá pior cedência que o patrocínio do camisola que leva a cor e o símbolo do clube que nos une? Mas tornou-se prática comum e aceite pela totalidade dos adeptos. A verdade é que o imaginário colectivo nos fala de uma identidade abstracta, nunca oficializada no nome dos estádios do clube. E o termo Estádio da Luz está de tal forma enraizado nos nossos hábitos que relegará sempre para segundo plano qualquer designação que este e futuros estádios (tal como no anterior) venham a ter. Assumo que não gosto da nova ordem do futebol e que tenho saudades da bola à tarde e para todos. Mas também não vivo numa estrutura social que me agrade e sou forçado a seguir as suas normas para sobreviver. No contexto em que o futebol português está inserido, todas as receitas são poucas. E se outros clubes mais ricos também o fazem… O problema é o estádio chamar-se Sport Lisboa e Benfica. E aí reside a minha dúvida: ao aceitar-se dinheiro pela troca, não acaba o clube por estar a vender o seu próprio nome?


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Segunda-feira, Julho 11, 2005

 

Relembrando… Era um sábado à noite e o Porto vencia o Estrela na Reboleira por um golo. A 15 minutos do fim entrou um jovem desconhecido, de corpo esguio e tez escura. Era dextro mas encostou-se à esquerda do seu ataque, onde por duas vezes escapou à defensiva tripeira… Na primeira rematou cruzado, rente ao poste mais distante. À segunda rematou forte e viu Baía afastar para canto. Miguel deixava boas indicações na sua estreia. No entanto, ao longo da temporada, foi saindo do banco para tentar solucionar os problemas do Estrela através da sua rapidez mas nunca se conseguiu impor como titular. No fim da época, a surpresa: Miguel ia para a Luz durante cinco anos! Mas os primeiros tempos foram difíceis para o jogador. Precipitado e inconsequente, Miguel não conseguia afastar a natural desconfiança dos adeptos. O terceiro anel foi-se irritando cada vez mais com os seus cruzamentos disparatados e com as suas perdas de bola infantis. Nas minhas discussões entre amigos benfiquistas acabava invariavelmente isolado. De cada vez que dizia que o Miguel tinha potencial para se tornar num jogador interessante a resposta imediata surgia: “Só sabe correr…” Apoio, só o encontrava junto de um dos núcleos dos No Name Boys. No fim da sua segunda época, só continuou de águia ao peito porque não havia hipótese de ir buscar mais ninguém com as suas características. E o mal amado do terceiro anel acabou por ser salvo pelo treinador adjunto. E de extremo dispensável passou a lateral seleccionável. Por mais presunçoso que isto possa parecer, tudo o que o jogador hoje é, deve-lo ao Benfica e a Chalana. Não fosse aquele célebre jogo contra o Braga e estaria hoje num Alverca, Atlético ou Oriental. E teria visto o Euro2004 no Parque das Nações ou num qualquer café. Mas o rapaz já não se lembra de nada disto.

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Sexta-feira, Julho 08, 2005

 

ELE VAI PISAR A LUZ!!!

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Erro 2. De acordo com a Imprensa de hoje, o Fluminense pretende Diego por empréstimo e o Benfica estará receptivo. Espero que não… Conhecidas as habituais dificuldades de adaptação ao ritmo europeu por parte de determinados jogadores brasileiros (especialmente os que chegam do Rio, como Diego), o empréstimo a um clube da Superliga seria o ideal.

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Erro 1. O problema de Manuel Fernandes já era conhecido no fim da última época. Chegou-se a falar da possibilidade de acompanhar Simão Sabrosa a Munique. Não o fez. Agora, irá perder o início da pré-época. Não é grave mas era escusado.

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Quarta-feira, Julho 06, 2005

 

José Veiga. Confesso ser complicado falar desta personagem. Goste-se ou não do homem, é um dos obreiros do título. Devolveu profissionalismo à estrutura do futebol do Benfica e soube proteger o balneário, mesmo que isso implicasse queimar-se a nível pessoal. E a sua importância no título é acrescida pelo facto de ter segurado Trap até ao final da época. No entanto, nem tudo são rosas. Se o plantel era desequilibrado, isso deve-se ao próprio Veiga, já que foi ele o responsável pela construção do mesmo. Depois há o problema da credibilidade. E Veiga não a tem, facto demonstrado por toda a celeuma em torno do jogo com o Estoril. O seu clima de constante guerrilha pessoal com PdC também não dignifica o nome do Sport Lisboa e Benfica.

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Rodolfo Moura. Em mais uma época recheada de lesões, seria injustíssimo não reconhecer o importante papel desempenhado por Rodolfo Moura. Fica ainda ligado ao regresso de Mantorras à alta competição e é campeão no seu primeiro ano de clube.

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Álvaro Magalhães. Se Trap foi o cérebro do título, Álvaro foi o coração e a alma: Sempre muito interventivo durante os jogos, a sua proximidade ao plantel foi também demonstrada pela forma como sempre defendeu os seus jogadores em público. Não era por acaso que os jogadores insistiam em celebrar os sucessos junto do adjunto. Um grande campeão!

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Giovanni Trapattoni. Foi sempre o alvo a abater ao longo da época. Adeptos, jornalistas e até alguns dirigentes, todos o queriam ver pelas costas. A velha raposa não lhes ligou. Disse sempre o que pensava, e não o que os outros queriam ouvir, enquanto trabalhava calmamente com os seus jogadores. Provavelmente, foi mais psicólogo que treinador, incutindo responsabilidade e espírito de sacrifício ao plantel, factores essenciais na conquista do título. Em Dezembro foi atacado por todos após as suas declarações no Restelo. Mas a verdade é que assistimos então a uma mudança radical na atitude do Benfica em campo. Inteligência, concentração, persistência e muita paciência. O futebol não foi brilhante? Talvez. No entanto, o Benfica passou a conseguir controlar as incidências dos jogos e a marcar o ritmo que mais lhe interessa. Ou seja, teve exibições cinzentas mas seguras, pelo que acabou por jogar sempre melhor que os adversários (com as óbvias excepções do Beira-Mar e do Penafiel). Mas isso também é irrelevante para o caso. O que realmente interessa é que nos deu o que queríamos e perseguíamos há já tanto tempo. Mister Trap, grazie per tutto!

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47 - João Pereira. O puto é um caso singular. Os rivais odeiam-no e eu até os compreendo. Se eu fosse azul ou verde, também me irritaria com a irreverência do rapaz. Mas como sou vermelho… O puto do Casal é dos que ainda sente a “camisola berrante”, é dos que deixa a pele em campo só pelo orgulho de envergar o símbolo da águia! Haverá algo mais importante que isso? E é um jogador útil, quando utilizado na sua verdadeira posição. O início desta época foi complicado. Tal como Camacho, Trap viu na sua vocação ofensiva a capacidade ideal para ocupar a posição de extremo. Mas garra e velocidade não bastam e o jogo do Benfica ressentiu-se da sua falta de improviso e criatividade. Com a dispensa de Amoreirinha regressou à sua posição de origem, onde rubricou exibições seguras e regulares. É duro e persistente na acção defensiva e sobe bem a apoiar o ataque. Podia mesmo (ou devia) ter terminado a época no onze.

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37 - Manuel Fernandes. Foi a época da sua afirmação e pode-se até dizer que acabou por nos surpreender a todos. De médio volante promissor, passou a certeza na posição de médio defensivo. Ao longo da época demonstrou uma regularidade impressionante para um atleta da sua idade e surpreendeu pela forma inteligente como gere o seu esforço. A defender alterna a marcação zonal com fases de pressing intenso, disputando sempre os lances de forma dura mas leal. Embora por vezes perca o controlo da situação... Remata forte e colocado, e parece ter ultrapassado a timidez na hora da decisão. Com a sua capacidade de remate, deve alvejar a baliza sempre que possível. Mas o Manel ainda tem de crescer para ser um jogador de topo. Para começar, precisa de afastar a irritante mania de esperar que a bola caia no solo para a disputar. Se a bola vem alta, não pode ter medo de a cabecear. Mas mais importante que isso, não deve ter receio de pegar no jogo da equipa. Com a sua capacidade técnica e a sua passada larga (nem precisa de correr muito para escapar aos adversários), o Manel tem de se assumir como o primeiro construtor de jogo da sua equipa.

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Segunda-feira, Julho 04, 2005

 

O regresso do abutre! Depois de auxiliar um presidente mafioso a adquirir um iate, depois de ter aconselhado três jovens da formação a não se apresentarem num jogo da equipa B (à qual pertenciam), depois de ter enviado para a Luz uma nota de cobrança relativa a uma negociação de renovação de contrato que não foi acertada, depois de ter desviado um jogador para o norte do país quando este já tinha tudo acertado para seguir a sua carreira na Luz, depois de ter interferido no processo de transferência de outro jogador por si não representado (perante a estupefacção do presidente do clube vendedor e do verdadeiro empresário do jogador)... Mas o abutre não trabalha sozinho. De copo de vodka na mão, o 'aziado' Dias Ferreira brinda com ele.

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34 – Delibasic. Para fazer o que fez, teria sido preferível chamar Vasco Firmino ao plantel. Contratação sem qualquer sentido.

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33 – Ricardo Rocha. Foi um dos esteios do título, realizando uma grande época e revelando excelente entendimento com Luisão. É um central de entrega que gosta de se impor pela força. É extremamente eficaz na sua acção, embora continue a ser algo precipitado na forma como disputa alguns lances. Merece a renovação contratual e merece uma chamada à selecção.

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30 – André Luís. É sempre arriscado fazer uma leitura sobre um jogador que vimos actuar em tão poucas ocasiões. Mas de André Luís apetece dizer que ‘é daqueles que não engana’. Complementa as qualidades defensivas com um nível de passe muito bom. Curto ou longo, e com ambos os pés. Sabe do seu valor e já avisou que só fica para jogar. O Benfica corre o risco de deixar fugir um excelente jogador.

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25 – Sokota. Mau de mais para ser verdade, recordando os piores tempos de Iuran na Luz. Desde o início da época que andámos à procura do Sokota voluntarioso e trabalhador que nos fascinava. Mas no seu lugar apareceu um jogador acomodado e egoísta, que se agarrava excessivamente à bola e desperdiçava oportunidades de golo incompreensíveis. A rábula de Janeiro deste ano foi útil para nos elucidar sobre tamanha e misteriosa metamorfose.

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24 – Yannick. Na Superliga, mais não foi do que suplente não utilizado. Pelas regras, julgo que não tem direito a faixa.

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23 - Miguel. Cumpre defensivamente devido à sua velocidade e capacidade de recuperação mas continua a demonstrar grandes dificuldades de posicionamento quando a equipa adversária opta por cruzar a bola para o seu sector. Ofensivamente, precisa de ser mais regular na qualidade dos seus cruzamentos. Iniciou a época em grande forma e a primeira quebra do Benfica acaba por estar directamente ligada à sua ausência (juntamente com Petit) por lesão. Após esse período de ausência, voltou a firmar-se entre os elementos mais valiosos da equipa, assumindo-se como um dos principais dinamizadores do ataque benfiquista. No entanto, acabou a época de forma estranha e displicente, e nem teria sido descabido se tivesse cedido o lugar a João Pereira.

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22 – Azar Karadas. Quando chegou, pareceu ser uma boa aposta. Até porque vinha para ser quarta opção. A sua estatura, a sua combatividade e o remate forte, indiciavam que, com algum trabalho, poderia tornar-se num jogador bastante útil. Precisava de melhorar o tempo de salto e aprender a controlar a ansiedade quando rodeado pelos adversários. Estranhamente, na altura em que mostrou poder ter alguma margem de progressão (exibições contra o Herenveen e Nacional), eclipsou-se. Aparentemente, desistiu-se do jogador que passou a ser encostado a um dos flancos onde tinha por missão amortecer bolas aéreas para o ponta de lança que o acompanhava.

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21 – Nuno Gomes. Mais uma época marcada pela irregularidade e pelas lesões. Pessoalmente, continuo a acreditar que é o ponta de lança mais completo do Benfica e o melhor ponta de lança nacional. Mas desde o seu regresso de Itália que tem alternado entre o bom e o péssimo. Parece também afectado psicologicamente com a dificuldade em reafirmar-se junto dos adeptos do clube. Em campo, perde-se em questões acessórias, passando muito tempo em diálogos com árbitros e adversários. E nos últimos tempos tem cultivado aquele mito da Imprensa que o caracteriza como uma muleta para outros pontas de lança, afirmando publicamente que não é um goleador. Mas basta lembrar que na época que precedeu a sua ida para Itália, actuando sozinho na frente, se sagrou o melhor marcador e foi o rei das assistências da equipa. Em 2005/2006 irá, ao que tudo indica, iniciar a época em condições físicas satisfatórias. Pode ser que ajude ao regresso do verdadeiro Nuno Gomes.

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20 – Simão Sabrosa. Paradoxalmente, a temporada em que menos brilho trouxe aos relvados foi a mesma em que maior influência exerceu. É que a perda de protagonismo foi apenas aparente. Os dribles passaram a surgir de forma esporádica mas Simão continuou a conduzir a equipa, a marcar golos e a criá-los. E dentro dos limites de uma lesão que suportou até ao fim (dos cinquenta e tal jogos oficiais que o Benfica disputou, julgo que só contra a Oliveirense o iniciou no banco) foi de uma regularidade tremenda. E para mim, que sempre desconfiei da sua capacidade enquanto capitão da equipa, agradou-me constatar que cresceu nessa função.

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Domingo, Julho 03, 2005

 

VERGONHA!!! Pedro Afonso avança sobre a baliza de Edo Bosch mas falha a grande penalidade. No mesmo momento, um espanhol voa sobre o jogador atingindo-o violentamente com o stick NAS COSTAS!!! O árbitro, a um metro, de frente para o ocorrido, não assinala a nova penalidade, NÂO MOSTRA CARTÃO! Nem um amarelito. No minuto seguinte, Pedro Afonso toca o patim de um adversário. Este lança-se sobre a tabela. Perante o aparato, o mesmo árbitro da situação anterior, agora a uns bons 5 metros do lance, corre para amarelar o jogador do Benfica. Mas a primeira parte não termina sem que o espanhol volte a fazer das suas. Desta feita varrendo um adversário pelas costas. E o árbitro, mais uma vez, conservou o cartão no bolso... Tudo isto ocorreu no espaço de dois minutos.

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Quinta-feira, Junho 30, 2005

 

E que tal fazer umas continhas? Quem passou nos quiosques e espreitou a primeira página do Correio da Manhã, por certo reparou num pequeno destaque incluído por debaixo da foto do regresso dos lagartos ao trabalho. Diz o seguinte: “Sondagem revela fraca adesão ao Kit Sócio do Benfica” (nota: O bold não é uma opção minha. É mesmo assim que surge no diário.) Abrindo na página 34, podemos então ler o seguinte: “O novo Kit de Sócio do Benfica tem feito correr muita tinta na Imprensa portuguesa, principalmente depois da ameaça de Luís Filipe Vieira, presidente dos ‘encarnados’, de abandonar o cargo em Outubro caso esta campanha não chegue aos 300 mil sócios. No entanto, e segundo uma sondagem Correio da Manhã/Aximage, esses números poderão ser bastante complicados de atingir nestes quatro meses. (…) A percentagem dos conhecedores é relativamente grande. No entanto, só 2,8% dos inquiridos garantiram na sondagem que já se fizeram sócios do clube das ‘águias’, sendo que 7,6 % revelaram que “vão comprar de certeza absoluta”.” Então vamos lá a fazer um exercício matemático. Comecemos pelos objectivos de Luís Filipe Vieira: atingir os 300 mil sócios. Neste momento, de acordo com a recontagem do número de associados efectuada há dois meses, eu integro um grupo de 94 mil pessoas que contribuem mensalmente para o clube. Ficam assim a faltar 206 mil sócios para que tal objectivo se cumpra. Como é público, antes de lançar o cartão, o Benfica procedeu a um estudo de mercado que apontou a existência de 4 milhões 752 mil e 354 simpatizantes encarnados. Agarre-se neste número e façam-se as continhas que o jornalista Gonçalo Lopes devia ter feito mas não quis. Mas como eu também sou preguiçoso, vou fazer de conta que o estudo só menciona 4 milhões de simpatizantes. Agora digam-me lá: 10 % (os tais 2,8% que já compraram somados aos 7,6% que garantem ir comprar) de 4 milhões dá quanto? Corrijam-me se estiver errado mas… não é o dobro dos kits necessários para atingir os 300 mil associados? Escarrapachar gráficos e infografias nas páginas de um jornal é fácil. Mas perder uns minutos para analisar as sondagens e fazer as continhas é coisa que dá muito trabalho.

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Terça-feira, Junho 28, 2005

 

Futsal. Depois do exemplo dado pelo voleibol, o futsal acaba de garantir mais duas dobradinhas para as modalidades do Sport Lisboa e Benfica. Na sexta-feira foi a vez dos homens conquistarem o seu 4º título (dois campeonatos e duas taças) em quatro anos de modalidade. Curiosamente, duas dobradinhas (as únicas da história do futsal nacional) conquistadas nos anos par. Espera-se que na próxima época rompam a tradição e nos proporcionem mais um título… No sábado foi a vez das nossas meninas conquistarem o título, e a consequente dobradinha, logo no primeiro ano da modalidade!


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Domingo, Junho 19, 2005

 

19 – Everson. Umas belas férias coroadas com o título de campeão nacional. Provavelmente, proporcionou uma bela comissão a quem insistiu em contratá-lo apesar da conhecida lesão nos adutores. Nos escassos minutos que jogou na Superliga não mostrou nada. Na Taça, mostrou que dá muita porrada. E pensar que Dalmat jogou esta época no Toulouse por empréstimo...

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18 – Manuel dos Santos. Vinha habituado a jogar numa defesa a cinco e, talvez por isso, demorou algum tempo a entrosar-se. Defensivamente seguro, não arrisca muito no corte e prefere controlar o seu adversário. É um jogador com vocação ofensiva mas não entra em maluqueiras. Calmo e regular, privilegia o entendimento com os colegas em detrimento das cavalgadas pelo flanco.

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15 – Nuno Assis. A sua chegada foi bastante importante para o Benfica mas não resolveu todos os problemas. Acima de tudo, é um transportador de bola. E bastante bom, diga-se. A sua técnica e velocidade permitem libertar os seus colegas e garantir maior mobilidade à equipa, e a sua movimentação permite abrir espaço no meio-campo adversário. O problema é que Nuno Assis não é, e nunca será, um organizador de jogo. Hesita demasiado na hora da decisão e o tempo de passe não é o ideal. Tem categoria e lugar no plantel do Benfica mas falta-lhe consistência exibicional para se assumir como titular.

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14 – Fyssas. Das duas uma: ou adormeceu à sombra do título europeu ou amoleceu com a vida de casado. Foi sempre um jogador apático, ausente e distraído.

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13 – Alcides. É um central rápido que gosta de jogar na antecipação e de transportar a bola para o ataque. No entanto, falha muitos passes e revela-se algo precipitado a disputar os lances. À primeira vista parece ser um jogador com grande potencial mas só uma utilização mais regular poderá dissipar as dúvidas.

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12 – Quim. Resistiu à desconfiança inicial da maioria dos adeptos encarnados e trouxe personalidade e segurança ao sector defensivo do Benfica. A baixa estatura poderia ser um problema mas Quim compensa esse facto com a sua experiência e a sua agilidade. E contrariamente ao que muitos afirmam, é um guarda-redes seguro e pragmático nas saídas pelo ar. É verdade que não arrisca disputar lances em que a sua estatura o possa prejudicar mas também não hesita. Segura a linha de baliza e confia nos seus centrais. Mas quando pode, ou é forçado, sai com determinação, socando sempre a bola para fora da sua área. Precisa apenas de trabalhar a sua reposição de bola que, embora rápida, nem sempre leva o melhor destino.

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11 – Geovanni. O caça-lagartos. Iniciou a época em péssima forma mas recuperou a tempo de fazer a sua melhor temporada desde que chegou a Portugal, afastando em definitivo o fantasma da "césar-britização". Parece ser hoje um jogador mais maduro, algo também perceptível na forma como se dirige ao público e à Imprensa. O Geovanni tímido desapareceu e deu lugar a um profissional confiante e assertivo. O brasileiro não é um jogador que exerça um grande fascínio nos adeptos (pelo contrário, irrita-os constantemente) mas demonstrou, finalmente, a sua utilidade. Apresentou um futebol mais objectivo e consistente, e mostrou-se mais disponível para tarefas defensivas ao mesmo tempo que aumentava a sua produtividade na área adversária (destaque para os golos de cabeça que apontou). O seu grande problema continua a ser a fraca capacidade física, que o obriga a alhear-se do jogo em determinados períodos, e a aparente ineficácia a jogar sem bola. Definitivamente, não gosta de se desmarcar, privilegiando as incursões em velocidade com a bola dominada. Em várias ocasiões, isso provoca um bloqueio da movimentação ofensiva da equipa.

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Sexta-feira, Junho 17, 2005

 

Sai Álvaro entra Chalana. Uma boa opção. É verdade que os jogadores nutriam por Álvaro Magalhães um carinho muito especial e que este acabou por desempenhar um papel fundamental na união do grupo. Mas também é verdade que a chegada de Ronald Koeman e Bruins Slot implicaria a despromoção de Álvaro na estrutura técnica dos encarnados. E certamente todos nos lembramos das suas declarações após a saída de Camacho e sobre o facto de ser então a 3ª figura da estrutura. As vantagens do regresso de Chalana são pelo menos três. Também ele cultiva uma boa relação com os atletas e o seu low-profile adequa-se melhor ao cargo que irá desempenhar. Mas mais importante que tudo isso é o facto de ter trabalhado de perto com os jovens que agora sobem à categoria principal. Por esse motivo, trata-se da pessoa ideal para os enquadrar nesta nova etapa da sua carreira.

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Quinta-feira, Junho 09, 2005

 

10 - Zahovic. Devo ser dos pouco que acredita que o Zahovic foi útil ao Benfica dos últimos anos. Irregular, é certo, mas muito útil. Talvez porque preferi avaliá-lo por outros factores que não a velocidade. Ainda assim, foi uma surpresa constatar que iria continuar mais um ano no Benfica. Penso que até ele terá ficado surpreendido e é inquestionável que a sua permanência se deveu ao fracasso no recrutamento de um organizador de jogo. Apresentou-se decidido a dar o seu melhor mas foi perdendo espaço na equipa. Em Dezembro, clube e jogador negociaram a sua saída num processo que dignificou tanto o clube como o jogador. Ainda assim, há quem diga que saíu pela porta pequena. Eu agradeço tudo o que deu.

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9 - Mantorras. Deu uma grande lição aos seus colegas de plantel. Para triunfar e superar as adversidade é preciso acreditar, lutar e saber sofrer. E nesse domínio, Pedro Mantorras foi o símbolo do Benfica. Ainda está em fase de recuperação e sente-se a falta da explosão e da velocidade que o caracterizavam, mas mantém a facilidade de remate e parece até ter apurado o seu sentido de oportunidade. Foi também importante no cimentar da empatia entre equipa e o público. Aqui simbolizou o sonho. Porque se existia alguém em quem o público da Luz confiava e acreditava sempre, esse alguém era o Mantorras. E ele correspondeu com golos que se revelaram decisivos na conquista da Superliga.

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Quarta-feira, Junho 08, 2005

 

8 - Bruno Aguiar. Foi um dos 3 Bs chamado a participar na preparação da época 2001/2002 e chamou a atenção pela sua mobilidade e pela segurança com que tratava a bola. Nessa época dividiu-se entre o Benfica B e o Gil Vicente para nos dois anos seguintes ganhar rodagem em Alverca. No iníco desta época pensou-se que poderia ter atingido a maturidade necessária para se tornar um jogador útil ao clube. Pessoalmente, foi a grande desilusão da temporada. É certo que começou por jogar nos flancos mas quando Trap o devolveu à posição de origem acabou por mostrar muito pouco. Tem técnica mas não influencia o jogo da equipa. Deixa-se influenciar. Tem um remate forte e colocado mas tem medo de utilizá-lo. O tempo de passe é péssimo, fruto de uma excessiva hesitação na hora de decidir. E na maior parte das vezes decide mal, revelando fraca leitura de jogo.

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HÁ UM GOLO... dos muitos que Koeman marcou que não esqueço. Iam jogar-se as 1/2 finais da Liga dos Campeões 93/94 e lembro-me do Baía dizer na imprensa que conhecia bem os livres do holandês. No Camp Nou o jogo encaminhou-se rapidamente para os 2-0 depois de Robson ter metido àgua ao colocar o Aloísio a defesa esquerdo para segurar o Stoichhkov (marcou 2 golos). Cerca dos 70 minutos a obra-prima: um livre favorece os catalães e o holandês puxa o pé atrás e marca um golo memorável que entrou no canto superior direito da baliza do deseperado Vítor.

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RONALD KOEMAN. Será apresentado pelas 20:30 como novo treinador de um Benfica que desta feita não arrastou indefinidamente a decisão e apresentação do novo técnico. Jogador de renome, venceu duas Taças dos Campeões Europeus pelo PSV Eindhoven (1988) e Barcelona (1992) apontando o glo decisivo frente à Sampdoria. Iniciou carreira em 1980-81 no FC Groningen, contratado pelo Ajax em 1983-84 onde permaneceu três épocas antes de rumar ao PSV. Alcançou também a glória na seleccção Oranje onde foi Campeão Europeu na Alemanha em 1988. Como treinador iniciou carreira em 1997/1988 na Oranje como adjunto continuando nessa função de 1998 a 2000 ao serviço do Barcelona cujo treinador era Louis van Gaal e ou outro adjunto dava pelo nome de José Mourinho. Inicia funções de treinador principal no Vitesse Arnhem em 2000 de onde salta no ano seguinte para o Ajax vencendo em cerca de quatro épocas dois campenatos consecutivos, uma Taça e Supertaça holandesas para além de presenças meritórias na Liga dos Campeões. Desligou-se este ano do Ajax desapontado com os resultados internos e afastamento na Taça Uefa às mãos do Auxerre.

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O NOVO TIMONEIRO. O Benfica é o emblema que mais finais perdeu da Taça dos Campeões Europeus e nessas cinco ocasiões duas delas apresentaram-nos um futuro treinador: em 1963 contra o AC Milan Trapattoni fracturou a perna ao grande Mário Coluna e em 1988 ante o PSV Eindhoven Koeman foi o primeiro a desfeitear Silvino na marcação dos penalties. Saíu o italiano Trapattoni entra holandês Koeman. Boa sorte.

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Segunda-feira, Junho 06, 2005

 

7 - Carlitos. Chegou rotulado como a grande revelação da Liga de Honra mas acusou a largura do salto. Percebe-se que Carlitos tem futebol para dar mas o jogador não foi capaz de demonstar esse talento nos relvados da Superliga. Na maior parte do tempo, aparentou desconfiar das suas potencialidades. Um ano de rodagem longe da pressão da Luz far-lhe-ia bem.

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Quinta-feira, Junho 02, 2005

 

Ah pois é! Sem ninguém dar por isso, o Benfica assegurou o seu primeiro reforço. Se Beto corresponderá às expectativas, é algo que só saberemos dentro de 2 meses.

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6 - Petit. Foi um dos pilares do título. Como já acontecera na sua estreia ao serviço do Benfica (onde Tiago assumia o papel de primeiro trinco), começou a época a jogar mais adiantado, o que permitia ao Benfica recuperar várias bolas no meio-campo adversário. A atitude que o caracteriza revelou-se até bastante importante no jogo ofensivo da equipa mas com o tempo - o necessário para Manuel Fernandes ganhar confiança e começar a pegar no jogo - recuou até á sua posição natural. Aí mostrou-se mais inteligente na forma como diputa os lances, mantendo a dureza que o caracteriza mas aplicando-a de forma mais subtil. Não fez a sua melhor época ao serviço do Benfica porque muitas vezes jogou abaixo das condições físicas ideais. Mas esse espírito de sacrifício apenas o valoriza ainda mais como profissional. Importantíssimo, também, foi o facto de aplicar a meia distância com mais frequência que no passado.

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5 - Paulo Almeida. O fiasco da temporada. Foi a única contratação a chegar à Luz pela mão de Camacho, que via no brasileiro o cabeça de área capaz de sustentar um Benfica em 4-3-3. Inicialmente mostrou boa leitura táctica, bom índice de recuperações de bola e rapidez na entrega da mesma aos seus colegas. Mas à medida que colegas e adversários foram melhorando a sua condição física, o brasileiro começou a perder mobilidade no terreno e influência no jogo. Quando o Benfica iniciou a sua participação na Superliga já Paulo Almeida se vira relegado para o banco dos suplentes. E apenas abandonou essa condição em quatro ocasiões: três por ausência de Petit e uma por impedimento de Manuel Fernandes. É claramente um jogador sem ritmo europeu. Aliás, falta-lhe ritmo competitivo até para muitos campeonatos sul-americanos. Está de saída e muito dificilmente voltará a envergar a camisola encarnada.

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Quarta-feira, Junho 01, 2005

 

4 - Luisão. Gigantesco! Quando há duas épocas chegou ao Benfica, fui um dos mais acérrimos contestatários a este jogador. O tempo provou que eu estava errado e no final da época 03/04 já era um dos meus indiscutíveis. Luisão surpreende pela calma com que entra em campo. Erra como os outros: às vezes por azar, outras porque a altura o torna trapalhão em determinados momentos. Mas nunca se deixa abater por esses percalços. Entre as suas principais qualidades estão o jogo aéreo e a leitura de jogo. Joga bem na antecipação e é simples e eficaz nos cortes. Apesar de não ser muito dotado tecnicamente, não tem medo de progredir no terreno com a bola nos pés. E muitas vezes o vimos ir à linha cruzar para o interior da área adversária! De todo o plantel foi sempre o que demonstrou maior fibra de campeão. Foi sempre o primeiro a incentivar os seus colegas, sempre o primeiro a exigir o apoio do público da Luz quando este insistia no assobio fácil. E teve coragem de dar a cara quando já poucos acreditavam. Prometeu e cumpriu! Peca apenas num capítulo: a presença em bolas paradas atacantes. Cabeceia bem mas tem a irritante mania de o fazer para a frente, o que, devido à sua estatura, faz com que a bola saia sempre por cima da barra. Se o Benfica o conseguir segurar (e anseio por que tal aconteça) que o chateiem até se mentalizar que tem de cabecear de cima para baixo, “como mandam as regras”.

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3 - Argel. Conseguiu a renovação graças à lesão de Alcides (ainda hoje não percebo porquê ele e não o Hélder! ou se calhar até percebo…). Ofereceu uma Supertaça ao Porto mas contribuiu com três pontos (Penafiel) para a conquista da Superliga. O “Guerreiro” também é campeão mas não me deixa saudades.

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2 - Amoreirinha. Foi uma das boas surpresas da pré-época onde revelou excelente atitude e concentração. Acabou por ser queimado pela lesão de Miguel e a má forma física de Geovanni. Forçado a jogar como lateral-direito, nunca correspondeu às expectativas. Desenrascar a posição num clube de pequena/média dimensão não é o mesmo que jogar no Benfica. Teve duas oportunidades a central mas apenas uma enquanto titular. Contra o Estoril saiu do banco e exibiu-se a bom plano, revelando-se fundamental na defesa dos três pontos. No Restelo foi titular mas teve o azar de apanhar Argel como seu companheiro. Não escapou ao naufrágio e assinou o passaporte para as transferências de Inverno. Tem futuro e merece uma oportunidade. Mas como central.

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1 - Moreira. Começou a época a titular e confirmou as indicações deixadas no final da época 03/04. Seguro entre os postes, demonstrando agilidade e bons reflexos, fiabilidade a jogar com os pés e uma maior confiança e determinação nas saídas a cruzamentos. No entanto, mostrou ainda não ter superado as suas únicas debilidades: défice comunicacional com os seus companheiros e muita hesitação na saída para recolher bolas perdidas ou lançadas em profundidade pelos adversários para as costas da defesa. À 15ª jornada, abandonou a equipa para regressar em apenas uma ocasião (30ª jornada frente ao Penafiel). A responsabilidade nos golos sofridos pelo Benfica foi nula mas notou-se que ainda não convence a 100% os seus colegas da defesa. Alguém se lembra de como Trapattoni justificou a sua opção? Proteger o jogador. E ao que tudo indica, tinha razão.

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GRAZIE GIOVANNI TRAPATTONI . Arrivederci Campione!

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Segunda-feira, Maio 30, 2005

 

IMAGEM 2005/06. Eis que se desvendam os novos equipamentos para época que se avizinha. Visualmente, vou pela habituação - as camisolas também podem ser vistas nas páginas d'A Bola numa imagem em Simão recebe um puxão como manobra de marketing em jeito de avaliação da elastecidade das mesmas. Também não gostei à primeira vista das camisolas do Centenário e agora até já me cairam no goto. Faltam-lhe apenas as quinas de campeão nacional.

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Domingo, Maio 29, 2005

 

Parabéns ao Vitória Futebol Clube. O Vitória venceu e mereceu vencer. Foi mais equipa e os seus jogadores mostraram maior ambição. Quando chegou ao comando técnico do Vitória, José Rachão não teve medo de assumir o objectivo-Taça. Eliminado o Sporting de Braga e atingida a estabilidade na Superliga, os sadinos passaram a trabalhar para este jogo. Rachão começou a rodar jogadores, dando descanso às pedras mais influentes e testando a qualidade das segundas opções. Uma espécie de segunda pre-temporada. E hoje, esse trabalho deu frutos. Contra um Benfica mais que espremido e com os seus jogadores mais influentes completamente rebentados, o Vitória apresentou uma frescura física e mental que foram fundamentais. Agora é fácil criticar os jogadores encarnados mas, muito sinceramente, dificilmente poderiam fazer melhor. Com uma ou outra excepção, a equipa até se mostrou concentrada. Mas faltaram pernas. Pelo que ouvi, alguns adeptos acusaram a equipa de passar muito tempo a festejar... Mas que raio! Não fizeram por merecer esses festejos? Ou só nós temos direito a festejar o seu trabalho e o seu suor? Parabéns aos jogadores do Benfica que, apesar da nossa constante desconfiança, nos devolveram o Campeonato e lutaram até ao fim pela defesa da Taça conquistada na época passada! E parabéns aos jogadores sadinos porque também eles lutaram por uma conquista num clube com história mas que nos últimos anos tem passado por grandes dificuldades! Hoje, no Jamor, não se assistiu a um grande espectáculo. Mas houve festa e isso é o que interessa!

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Sábado, Maio 28, 2005

 

TAÇA DE PORTUGAL. Venha de lá o 25º caneco!

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Os 3 JOGOS DO ANO III. A Final da Liga dos Campeões, pois então. Em Istambul (na território europeu da Turquia) o Liverpool levantou a Taça num jogo com duas partes absolutamente antagónicas: na primeira dominou a bel-prazer o AC Milan onde sobressaíram Pirlo e Kaká que dois passes teleguiados ajudaram a colocar os rossoneri com uma vantagem ao intervalo de três golos sem resposta. Na segunda parte o génio de Rafa Benitez rectificou a falta de solidez no meio-campo defensivo com a entrada do grande Hamann. Gerrard assumiu então o ataque e em meros seis minutos a eliminatória estava empatada. Prolongamento, penalties. Vivam os vermelhos de Liverpool! AC Milan 3 (Maldini 1; Crespo 39; Crespo 44. ) - Liverpool 3 (Gerrard 54; Smicer 56; Alonso 59 pen) Falharam Riise, Serginho,Pirlo e Shevchenko.

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Os 3 JOGOS DO ANO II. SL Benfica 3 - Sporting CP 3 (7-6 após penalties): foram os 1/8 final da Taça a 26 de Janeiro de 2005, o início da targicomédia lagarta. De nada valeu a corrida do Paíto - na única pincelada de brilho em toda uma carreira -, o Estádio da Luz repleto não estva disposto a perder contra o rival. Sai uma bomba do Simão e vamos para penalties. Para ganhar. SL BENFICA 3 (Geovanni 3 ; Geovanni 23; Simão 116) - Sporting CP 3 (Hugo Viana 14; Liedson 16; Paíto 109). Nos penalties marcaram Petit, Rochemback, Manuel Fernandes, Dos Santos, Liedson, Nuno Gomes, Polga, Simão, Sá Pinto, Carlitos, João Moutinho e Alcides. Falhou Miguel Garcia.

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Os 3 JOGOS DO ANO I. Tottenham Hotspur 4-5 Arsenal: em White Hart Lane os mais tradicional dos muitos derbies londrinos e que esta época foi absolutamente electrizante. - o quarto golo dos gunners é uma obra-prima colectiva. Naquele 13 de Novembro de 2004 as tácticas ficaram em casa. TOTTENHAM HOTSPUR 4 (Naybet 37; Defoe 61; King 74; Kanoute 88) - ARSENAL 5 (Henry 45; Lauren 55 (pen); Vieira 60; Ljungberg 69; Pires 81)

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Quarta-feira, Maio 25, 2005

 

DIVIDIDO. Joga-se hoje em Istambul a final da Liga dos Campeões e estou dividido: por um lado o Liverpool FC - que já foi suficientemente bajulado neste blog -, por outro lado o Milan AC de Rui Costa. Decida-se em campo o vencedor mas durante a transmissão vestirei de vermelho-anfield. Depois logo se vê.

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Terça-feira, Maio 24, 2005

 

CAMPEÕES!. Em Tomar e em Lisboa. E em todo o lado, campeões!

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Segunda-feira, Maio 23, 2005

 

Superliga 2004/2005, o meu plantel ideal: Guarda-Redes: Helton (União de Leiria), Paulo Santos (Sporting de Braga); Defesas: Amaral (Belenenses), Nélson (Boavista), Luisão (Benfica), Enakarhire (Sporting), Nem, Nunes e Jorge Luiz (Sporting de Braga), Miguelito (Rio ave); Médios: João Moutinho (Sporting), Ibson (Porto), João Alves (Sporting de Braga) Geovanni, Manuel Fernandes e Simão (Benfica), N'Doye (Estoril/Penafiel), Zé Manel (Boavista), Jorginho (Vitória de Setúbal), Ricardo Nascimento (Rio Ave); Avançados: Liedson (Sporting), João Tomás (Sporting de Braga), Antchouet (Belenenses), Wesley (Penafiel); O Treinador: Giovanni Trapattoni

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À atenção dos dirigentes benfiquistas: Porque raio vos deu na cabeça passar aquela versão horripilante do 'Ser Benfiquista' pela voz do Carlos Guilherme? Não fosse já uma gritante falta de respeito pelo homem que dá voz à versão original do hino, ainda temos de apanhar com erros ao nível da letra!!! Meus amigos... O Grande Luís Piçarra cantava "do sol que lá no céu risonho vem BEIJAR"!!! Não é "espreitar" como pretende o tenor...

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Obrigado Trappa!!

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E vão 31!!!

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Domingo, Maio 22, 2005

 

SER BENFIQUISTA. Sou do Benfica E isso me envaidece Tenho a genica Que a qualquer engrandece Sou de um clube lutador Que na luta com fervor Nunca encontrou rival Neste nosso Portugal Ser Benfiquista É ter na alma e chama imensa Que nos conquista E leva á palma a luz intensa Do sol que lá no ceu Risonho vem beijar Com orgulho muito seu As camisolas berrantes Que nos campos a vibrar São papoilas saltitantes.

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É HOJE. Tantos anos, tantas confusões, tantos jogadores e treinadores, tantos nervos. É hoje no Bessa. CAMPEÕES?

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Sexta-feira, Maio 20, 2005

 

Mais outra... A milícia do sr. PdC parece preocupada com a possibilidade da Avenida dos Aliados se vestir de vermelho. As manobras de intimidação já começaram, através de um comunicado divulgado ontem. Espero que os benfiquistas da bela cidade do Porto não se amedrontem e, no caso da festa se justificar, acorram em massa aos festejos do campeonato. Haverão confrontos, parece-me óbvio. Ainda assim, espero que esta não seja uma manobra política de determinado senhor e que este não tenha já um discurso vitimizador e inflamado para impingir aos seus jornalistas preferidos. ps- Existem milhares de benfiquistas na Invicta. No entanto, de há quinze anos a esta parte, raramente metem os pés no estádio tripeiro. Porque será?

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Não há vergonha na Torre das Antas! Mesmo envolvidos em processos judiciais por corrupção, os dirigentes portistas não se inibem de encetar as suas habituais negociatas. Agora é o irmão de Adelino Caldeira, administrador da SAD tripeira, a prometer um jogador, que não é seu, à equipa que defrontará o Porto na última jornada. Coincidências? Golpe de bastidores? Não... É só o habitual altruísmo de PdC. O comunicado da direcção penafidelense pode ser lido aqui.

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Quarta-feira, Maio 18, 2005

 

Curiosos estes russos. Saídos do avião, levantaram as malas e a primeira coisa que fizeram foi… assentar arraiais no café do aeroporto!!! De imediato começaram a fazer a festa e às câmaras e microfones da SIC Notícias declararam que não estavam minimamente preocupados com o facto de o Sporting jogar no seu estádio e perante uma esmagadora maioria de sportinguistas. E convictamente afirmaram que o CSKA iria vencer a final de hoje. Mas um delicioso pormenor estava reservado para o fim. Um pequeno grupo não se conteve e… “BÊNFICÁ! BÊNFICÁ, CHANPIÓN! BÊNFICÁ, CHANPIÓN! SIMÁU SABRRÓSSA, GRREIT PLEIÁ!

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Terça-feira, Maio 17, 2005

 

Nunca mais é domingo...

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Domingo, Maio 15, 2005

 

Onze anos depois...

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Obrigado Labreca!!! Soltaste o benfiquista que há em ti!

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Sábado, Maio 14, 2005

 

VALE e AZEVEDO. A decisão da Assembleia Geral de ontem à noite foi soberana. O Dr. João de Vale e Azevedo, sócio 10.375, depois de ter recebido 4901 votos a favor da expulsão, 2476 contra e 200 abstenções foi expulso de sócio do Sport Lisboa e Benfica. Não se tratam de purgas como as iniciadas por Josef Staline na pessoa de Sergei Kirov em 1934 ou, mais recentemente, o afastamento do quadro do Dr. Freitas do Amaral da sede do CDS no Largo do Caldas. Não, Vale e Azevedo lesou, subtraiu, ludibriou e denegriu os interesses do SLB de forma directa e continuada sob a falsa aparência de caudilho da falange benfiquista. A justiça condenou-o, os sócios escorraçaram-no. Viva a história do Sport Lisboa e Benfica!

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NÃO HÁ-DE SER NADA. Subia eu a Rua das Portas de Santo Antão em direcção à Carbono na companhia de um tripeir'alagartado e dou de caras, pasmei-me, com o Major Valentim Loureiro e o senhor José de Sousa Cintra em acesos e gémeos charutos frente ao famoso restaurante Solar dos Presuntos em horário pós almoço. A coincidência de serem ambos lagartos entre Presidente da Liga e membro do Conselho Leonino, não há-de ser nada.

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Sexta-feira, Maio 13, 2005

 

É AGORA! Muitas vezes tecnológicamente impossibilitado outras por desmazelo - mas nunca distraído -, reapareço no CALCIO ROSSO numa altura decisiva e adversa quer a nível mediático (tv's, rádios, jornais) quer na tabela classificativa mas, espero, não na moral. Cada um com a sua parcela de nervos, cada um com as suas preces a maiores ou menores deuses, todos pelo Benfica no sábado. É agora ou nunca. É agora!

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O MEU ONZE PARA GANHAR. Quim; Miguel, Luisão, Ricardo Rocha e Fyssas; Petit e Manuel Fernandes; Geovanni, Nuno Assis e Simão; Nuno Gomes

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Quinta-feira, Maio 12, 2005

 

O meu onze para atacar o título: Quim; João Pereira, Luisão, Ricardo Rocha e Manuel dos Santos; Petit e Manuel Fernandes; Geovanni, Nuno Assis e Simão; Nuno Gomes

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É O DERBY!!! Em casa, no trabalho, no café, no autocarro, no cinema, em sonhos... Não há volta a dar! Os nervos crescem e a cabeça não quer pensar noutra coisa... Vamos ganhar! Temos de ganhar!

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Quarta-feira, Maio 11, 2005

 

Benfica B regressa à IIªB. Após uma série de resultados menos positivos, a segunda equipa do Benfica voltou a utilizar um onze exclusivamente composto por “Bs” (os “veteranos” Sokota ou Paulo Almeida ficaram de fora) e carimbou a subida com um golo do ponta de lança Vasco Firmino. Parabéns rapazes! ps- Os "Bs" dedicaram a subida ao antigo companheiro Bruno Baião.

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Impensável ou previsível? Dizia eu após a derrota de Vila do Conde que a pressão passava a estar repartida entre os candidatos ao título. Algo perigoso para o Benfica, tendo em conta os exemplos do passado. No entanto, a atitude colocada em campo pelos jogadores foi ajudando a superar os problemas de ansiedade da equipa. Mas em Penafiel assistimos todos ao regresso do pior Benfica. O Benfica de Bruxelas, do Restelo, da Rússia, ou da derrota caseira frente ao Beira-Mar. Um Benfica sem confiança, apático, incapaz de lutar por um resultado positivo. Um Benfica bloqueado mentalmente. O Benfica do 25 de Abril acabou por ser uma réplica exacta do Benfica do Magalhães Pessoa… Um Benfica derrotado, não porque o adversário tenha efectuado uma boa exibição - o Penafiel pouco mais mostrou que boa organização defensiva e esta raramente foi posta à prova - mas porque, pura e simplesmente, o Benfica não esteve em campo. Haverá melhor exemplo que o golo sofrido? Um escasso jogador presente entre uma linha de quatro defesas encarnados que se escapa perante a apatia de todos…

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Domingo, Maio 01, 2005

 

Preocupação... Pela forma como a equipa se comportou nos últimos dez minutos. Nervosismo e ansiedade excessiva, e muita precipitação. Até se aceita o recuo da equipa, já que a atitude do Belenenses ajudou a empurrar o Benfica para próximo da sua área. Mas é muito complicado entender tamanho atabalhoamento. O Benfica deveria ter construído duas linhas defensivas mas o que se viu foi um amontoado de jogadores a defenderem como podiam… E a posse de bola negligenciada de uma forma infantil. Quando se impunha uma circulação calma e eficaz, o que se viu foi lançamentos em profundidade e arrancadas individuais em esforço, que facilitavam o trabalho aos defensores do Belenenses. Basta ver que na única jogada delineada com algum discernimento, Mantorras quase marcava o segundo golo do Benfica.

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E vão quatro jogos consecutivos em que o guarda-redes adversário se revela o melhor jogador em campo!

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Sexta-feira, Abril 29, 2005

 

De leitura obrigatória: mais uma grande prosa do João Gonçalves no seu Domingo Subjectivo.

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Quinta-feira, Abril 28, 2005

 

Parece que na época passada andava tudo distraído... Especialmente aquele advogado de bigode que ganhava milhares de contos mensais enquanto dirigente da Liga e que agora apregoa os regulamentos da competição a torto e a direito. Domingo, 7 de Março de 2004: Gil Vicente recebe o Benfica em Barcelos. Sábado, 3 de Abril de 2004: Gil Vicente "recebe" o Porto em Guimarães. Ambos os jogos com transmissão televisiva. Senhor Guilherme de Aguiar, a que se deveu o seu silêncio na época passada? Pior que os facciosos são os que nos tentam enganar sob a capa da imparcialidade!

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Perplexidade! Por tudo o que tenho lido esta semana... Pensei que o ridículo tivesse morrido com o fim da conferência de Imprensa de Litos (depois do pau de marmeleiro de Manuel Machado, mais um exemplo que quem primeiro se preocupa com o coração e só depois com a profissão). Mas não... Inexplicavelmente, a grande maioria dos não-benfiquistas considera inaceitável a punição do festival de cacetada proporcionado pelo Estoril! Tivesse Hélio Santos sido rigoroso na aplicação das regras e o jogo do passado domingo nem teria chegado ao fim! E não falo da agressão de Cissé. Porque esta nem teria acontecido se Moses, Torres e Maurel tivessem recebido as devidas admoestações... Sinceramente, parece-me que os adeptos dos outros clubes estão mais seguros de um Benfica Campeão do que nós próprios... Só assim concebo determinadas barbaridades que li e ouvi nos últimos dias... Só assim concebo que se diga que o Mantorras levou poucas... Só assim concebo que se continuem a falar de chuteiras... Só assim concebo que um lance antes considerado normal, o célebre "isto acontece em todo o lado", seja agora visto como um caso de polícia... Só assim se concebe que, mais uma vez, os adversários gastem tinta e saliva com o clube que tanto dizem desprezar!

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Domingo, Abril 24, 2005

 

Saber sofrer...

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Sábado, Abril 23, 2005

 

Modalidades. O Benfica garantiu hoje o seu primeiro título de campeão nacional da época. Ao vencer o Sporting de Espinho, o vólei encarnado celebrou a "dobradinha", uma conquista extraordinária para uma das modalidades dizimadas por Vale e Azevedo durante o seu mandato. Recomeçou do zero, a partir da III Divisão, e com muito esforço (à custa de veteranos dedicados e de jovens ambiciosos formados na Luz) foi carimbando sucessivas subidas de escalão. Atingida a divisão principal, mostrou a serenidade necessária à manutenção e, ao quarto ano na Divisão A1, regressou aos títulos: a sua primeira Taça de Portugal e o terceiro título de Campeão Nacional. Parabéns aos jogadores, aos técnicos e, muito especialmente, a Fernando Tavares que tem realizado um excelente trabalho na organização das modalidades do Sport Lisboa e Benfica.

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33ª. Sem grande esforço, de forma calma e concentrada, se garantiu a 33ª presença na final da Taça de Portugal. O adversário não podia ser melhor. Na época passada, após a eliminação do Sporting ás mãos do Vitória, exprimi aqui o meu desejo por uma final frente às gentes de Setúbal. Um ano depois, o meu pedido é satisfeito.

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Terça-feira, Abril 19, 2005

 

'Mourinho'. Quem viu, viu. Quem não viu, aguente-se. Parece que a emissão de ontem foi a primeira e última. A questão sobre o Apito Dourado azedou as relações entre o treinador e a SIC.

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Domingo, Abril 17, 2005

 

Ambiguidades... Entrou bem o Benfica, querendo mostrar que a derrota da semana anterior não os afectara. Acabou traído por mais um erro defensivo - a União acaba por marcar numa das duas únicas ocasiões de perigo criadas - e por um super Costinha que parece ter esquecido a sua veia galinácea em Leiria. Ao intervalo, a desilusão na Luz era óbvia. O Benfica poderia, e merecia, ter atingido o intervalo com uma vantagem de dois ou três golos. Onde andava a estrelinha? Na segunda parte tudo mudou. E afinal parece que a derrota de Vila do Conde aumentou mesmo a pressão sobre os jogadores... O Benfica, com uma exibição muito nervosa, acabou por não conseguir criar uma única ocasião de golo clara e viu a União fazer uma grande exibição, controlando a vantagem no marcador através de uma circulação de bola segura e eficaz. No fim, acabou por valer o nosso São Pedro... O único a conseguir colocar justiça no marcador. ps- Trap optou por não mexer ao intervalo. A decisão pareceu-me acertada já que o Benfica acabara a primeira parte em alta rotação. Mas 5 minutos após o reatamento já eram visíveis as limitações físicas de Miguel, Simão e Assis. Trap demorou a mexer e só o último saíu... Esteve mal.

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São 13 horas... E todos os noticiários abrem com o empate do Benfica.

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Quarta-feira, Abril 13, 2005

 

Faltou cabeça fria. Aqui há uns meses, no rescaldo do desastre do Restelo, Giovanni Trapattoni produziu uma afirmação importantíssima mas prontamente criticada por adeptos e Imprensa. Disse ele que o Benfica tinha que aprender a não perder quando constatasse que não podia vencer. O que muitos encararam como sinal de falta de ambição, nada mais foi do que um apelo à inteligência e ao rigor dos atletas. A verdade é que a partir de aí o Benfica começou a delinear uma nova estratégia, que no último mês e meio se vinha revelando fundamental na consistência da equipa. Ontem, essa estratégia ruiu nos últimos 5 minutos. O que mais custa é saber que um empate em Vila do Conde seria um excelente resultado. Quatro pontos de vantagem eram mais que suficientes para manter a pressão sobre Sporting e potenciar o grau de dificuldade de determinados jogos, como a deslocação a Braga na 31ª jornada. Os jogadores parecem não ter compreendido isso e, agora, a pressão passa a estar repartida. O aviso já chegara momentos antes do golo de Miguelito. Petit arriscou no passe em zona proibida e perdeu a bola. Os centrais resolveram o problema com relativa facilidade mas João Pereira tentou a saída em velocidade por entre adversários e terminou desarmado. Não se compreende o relaxamento defensivo de alguns, nem a vertigem ofensiva de outros – Ricardo Rocha, exemplar a título defensivo, passou os últimos cinco minutos em constante acção atacante. Excesso de confiança? Fé na estrelinha? Eu vou pela falta de inteligência. No lance do golo – que, recorde-se, nasce de um lançamento lateral – não se entende o posicionamento defensivo do Benfica, sabendo que a grande arma do Rio Ave é o rápido desdobramento ofensivo dos seus jogadores. Ricardo Rocha e Manuel dos Santos marcavam os seus adversários no meio-campo do adversário. Atrás, uma linha de três defensores. Luisão não soube fazer a falta necessária, Petit descurou a marcação a Saúlo, João Pereira desacelerou quando os adversários se aproximavam.... Quem ambiciona ser campeão não pode perder um jogo assim!

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Quinta-feira, Abril 07, 2005

 

Correcção. Graeme Souness já defrontou o Sporting na condição de visitado. Ocorreu na fase de grupos da UEFA quando a segunda equipa do Newcastle (já estava apurado e limitou-se a cumprir calendário) cedeu um empate a uma bola. Ainda assim, subsiste a curiosidade em constatar se Souness, na sua terceira visita ao Lumiar, confirmará ou não o velho ditado. Haverá duas sem três? Para a semana teremos a resposta.

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E em casa, Graeme? Aparentemente, o Sporting é um clube apetecível para Graeme Souness. Nas duas vezes que os defrontou, averbou outras tantas vitórias, vendo a sua equipa marcar seis golos e sofrer apenas dois. No entanto, ambos os jogos se disputaram na toca do inimigo. Na sua primeira época chegou atrasado para o derby da Luz. Na que se seguiu, arranjou forma de ir para ao desemprego antes que pudesse saborear o derby numa perspectiva caseira. Logo à noite, o que acontecerá?

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Quarta-feira, Abril 06, 2005

 

Chapada de luva branca! O que se passou na primeira metade de 2004 em torno de Rui Costa foi das coisas mais absurdas e injustas a que o futebol português já assistiu. Compreende-se que muita gente preferisse ver a titularidade da selecção atribuída ao brasileiro Deco. O que já não é compreensível é que a maioria desses adeptos tenham preferido fazê-lo numa perspectiva de ataque ao Rui e nunca na valorização de Deco! Chamaram-lhe velho, clamaram o fim da sua carreira em alta competição... E na blogosfera chegou-se ao ponto de perpetuar falsidades sobre a carreira do jogador. A minha preferida, e convictamente repetida por uma cambada de fanáticos, foi sempre esta: que se contavam pelos dedos da mão os jogos que Rui Costa efectuara nas últimas duas épocas... Alguns mais humildes, apontavam apenas a época 03/04. Mas a verdade dos factos dizia-nos que o Rui, embora não atingindo o nível da época anterior (titular indicutível do Campeão Europeu e rei das assistências na Liga dos Campeões) participou em 28 partidas da Serie A, sendo titular em mais de metade. É que a implementação do esquema de um ponta de lança, apoiado por dois registas, não nasceu esta época, como já li na nossa Imprensa. Foi pela chegada de Káká a Milão que Ancelotti recorreu a este esquema pela primeira vez, de forma a facilitar a integração do brasileiro. E o esquema deu certo (nesse primeiro período, o Milan só perdeu pontos no Olímpico de Roma) pelo que Ancelotti passou a desfazer o esquema de dois avançados sempre que não pode contar com Scheva. O início desta época não foi fácil para o Rui mas, como sempre, soube ser paciente e tem-se revelado peça fundamental do Milan na 2ª volta do Calcio. Agora, o "velho" foi convidado a renovar o seu contrato. Até 2007 continua a servir e a ser útil ao Milan. Uma chapada nos que assobiaram Rui Costa nas Antas, aquando da celebração da sua 75ª internacionalização (por incrível que pareça, a única faixa a congratular o jogador pelo feito pertencia a um grupo de adeptos brasileiros) mas também no senhor, que na capa do seu jornal, fez de Rui Costa o bode expiatório da derrota frente à Grécia no Dragão. A todos, il maestro continuará a responder nos relvados. Pelo menos, por mais duas épocas.

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Sofrer à campeão. A estrelinha parecia desaparecida. A forma como surgiu o 3º golo do Marítimo, o hat-trick anulado a Nuno Gomes, o cabeceamento ao poste de Luisão... tudo parecia estar contra o Benfica. Mas afinal, a estrelinha só estava atrasada. Chegou com Mantorras e da ponta da sua chateira esquerda saltou para a luva direita de Marcos. Já o ditado dizia: mais vale tarde do que nunca. O Benfica entrou muito bem neste jogo com um futebol rápido e acutilante. Não se sabe se motivado por actuar em casa quase cheia ou se picado pela exibição da lagartagem na noite anterior, o que é certo é que os primeiros 25 minutos deram razão aos que dizem que o plantel do Benfica conta com as melhores opções atacantes da Superliga. E, pelo menos temporariamente, calou aqueles que fazem o jogo dos lagartos atacando constantemente o nosso melhor ponta de lança. Pena que, neste jogo, a excelência ofensiva do Benfica tenha sido atrapalhada por uma inexplicável nervoseira dos nossos centrais. Isto forçou Petit e Manuel Fernandes a recuar para junto da sua linha defensiva. Mas o quarteto ofensivo não soube acompanhar os seus médios, quebrando a coesão da equipa e deixando o controlo da partida à mercê dos insulares durante uns bons 15 minutos. Nesse período, apenas Simão se revelou capaz de fazer a ligação entre os sectores defensivo e ofensivo. Já perto do intervalo, o Benfica conseguiu reorganizar-se e a vitória final parecia mais que certa. Mas aquele golo resultante de um ressalto em Miguel provocou calafrios... Obviamente, todos nos lembrámos do Rio Ave, embora seja justo afirmar que a reacção da equipa foi totalmente diferente. Os níveis de confiança são completamente diferentes e os jogadores do Benfica demonstraram uma garra e uma atitude tremenda.Podiamos até não ter ganho este jogo mas nunca poderíamos acusar os jogadores de falta de empenho. Após dez épocas de jejum, o título parece cada vez mais próximo!

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Sexta-feira, Abril 01, 2005

 

A vergonha! As últimas declarações de Madaíl apenas vêm confirmar o que todos sabem desde que Figo (não) anunciou o seu abandono da selecção. As férias acabam em Maio de 2006 e o português mais castelhano do planeta vai vestir a camisola 7 na Alemanha.

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Sexta-feira, Março 25, 2005

 

"Experimentem vestir o sobretudo de José Mourinho a José Peseiro ou a José Couceiro... Fica-lhes mal, certamente. Vistam o sobretudo de José Mourinho a Giovanni Trapattoni... Mas para quê? Não tem frio, o clima em Portugal é maravilhoso." Leonor Pinhão, in A Bola

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Quinta-feira, Março 24, 2005

 

A fuga prossegue! Braga e Boavista empataram e a lagartagem cumpriu o que se lhes exigia. Em Setúbal, o Benfica ainda andou à deriva após a lesão de Petit mas serenou a partir do quarto de hora e conseguiu implementar a estratégia a que nos vem habituando. Dos Santos e Geovanni deixaram o aviso e Simão, inteligentíssimo, forçou o suicídio de Veríssimo. A partir daqui foi deixar o tempo correr, que até o futuro guardião tripeiro contribuiu para a festa! É verdade que esta Superliga está estranha e pouco fiável… Mas também é verdade que no pelotão seguidor, a probabilidade de se desgastarem uns aos outros é bem maior do que trabalharem em conjunto. Ainda assim, é essencial que o Benfica force o sprint e que nas bermas se apoie mais do que se festeje. Pelo menos até Vila do Conde. Aí, tal como o ano passado, um empate será um ponto ganho e nunca um ponto perdido. E se até lá não houver nenhum furo – e atenção que Belenenses é uma pedra afiada e perigosa – poderemos gritar: Campeões de Portugal!!! ps- Que giro é assistir à indignação tripeira num jogo em que a arbitragem até lhes foi, em certos momentos, permissiva. Andavam mal habituados, andavam.

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Sexta-feira, Março 18, 2005

 

Jornada tripla! Há exactamente uma semana desloquei-me ao cinema mais próximo para comprovar as prestações da deslumbrante Hillary e do Durão Clint no aclamado Million Dollar Baby. Mas a verdade é que o upper-cut mais potente foi desferido já em casa. Quatro batatas do Nacional??? Pois é senhor Couceiro. É o que dá passar a semana a falar de um jogo que ocorreu há duas semanas (embora isso massaje o ego a todos os benfiquistas) e repetir constantemente que o seu clube só depende de si. Como se isso fosse garantia suficiente da conquista de um título. Nesta Superliga, sempre que alguém canta de galo enterra-se… E enterra-se à grande! É caso para dizer que Couceiro, em vez de tentar copiar o estilo do Zé de Londres, deveria aprender com os erros do Zé de Alvalade. E é bom que também os benfiquistas aprendam algo com isto, tão lestos a criticar as declarações de um treinador que já ganhou tudo o que tinha para ganhar e que se isola agora no primeiro lugar com um plantel que, dizem os entendidos, é o mais fraco dos tradicionais candidatos ao título. E que se revejam nas declarações dele após a vitória do último fim-de-semana. Ainda não ganhámos nada. Mas neste aspecto, tudo parece estar bem. Atingimos o primeiro lugar mas à saída da Catedral não se sentiu nem um pingo daquela euforia que tão prejudicial costuma ser ao Benfica. E no entanto, quando olhamos para o Benfica das últimas três, quatro jornadas o que vemos? Um onze coeso, confiante e pragmático, que luta pela vitória com um futebol que não é bonito mas que não deixa de ser eficaz e bem executado. No entanto faltava a cereja no cima deste suculento bolo. E por mais que a maioria dos benfiquistas se mostrassem cépticos relativamente a uma gracinha do Penafiel, esta de facto aconteceu. Com a bênção de Roberto e N’Doye. Siga a festa! ps- Não dá para explicar o que aquele estádio sente sempre que o Mantorras faz a rede balançar. Os golos do palanca deviam contar a dobrar!

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Segunda-feira, Março 07, 2005

 

Começou a contagem decrescente. Faltam 10 jornadas!

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Mercado. Acreditando na Imprensa, o Benfica já começou a preparar a construção do plantel da próxima época e o substituto de Luisão já estará encontrado. Um tal de Andersson, capitão do Corinthians (contrapartida por Roger??). Pergunto eu: se Quim e Nuno Assis até se revelaram as contratações mais bem sucedidas da época, porque não apostar em jogadores da Superliga que não passarão pelo habitual período de adaptação? Em Braga mora um central que tem confirmado todas as potencialidades antes demonstradas em Barcelos. Chama-se Nunes. Não serve? E há mais por aí. Fica aqui uma pequena 'shortlist' de jogadores que poderiam integrar e valorizar o plantel do Benfica: Nunes, Jorge Luiz, Miguelito, Pele, João Alves, Cesinha, Diogo Valente, Targino, Bibishkov.

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Domingo, Março 06, 2005

 

Será estrelinha? Este Benfica não muda. Gosta de sofrer e angustiar os seus adeptos. Felizmente, a sorte esteve do nosso lado.

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Incoerências. O rapaz insiste em desperdiçar as oportunidades criadas em contra-ataque... Mas talvez para compensar, insiste em facturar de cabeça! Isto faz sentido?!

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A semana de todas as decisões. Começou quinta-feira com a recepção ao CSKA de Moscovo a confirmar a saída da UEFA. O Benfica não jogou bem, revelando-se incapaz de penetrar a muralha defensiva adversária, embora desta feita a culpa se deva mais a Trap que aos jogadores. Ao entregar Nuno Gomes às três torres russas e deixando quatro unidades defensivas para controlar Wagner Love, o italiano entregou a eliminatória aos russos (que até deixaram Gusev no banco...). Ainda assim, os jogadores do Benfica tentaram contornar as dificuldades e criaram várias oportunidades através de remates de longe. Mas a sorte também não acompanhou o Benfica e o golo no início da segunda parte enterrou qualquer ilusão. Terá sido melhor assim, já que este plantel carece do equilibrio necessário para se manter na luta pelas três frentes. Por outro lado, considerando os futuros adversários que o sorteio reservara, este abandono não deixa de ter um sabor amargo, pois o Benfica teria praticamente assegurada a passagem aos quartos de final. Na segunda-feira deu-se a primeira visita ao Dragão onde, inesperadamente, o Benfica fez uma exibição segura, tranquila e confiante, apostando no rigor defensivo e na circulação de bola que lhe garantiu o cotrolo das operações. Acabou por sofrer um golo numa altura em que o jogo apontava para o inverso - com responsabilidades para Ricardo Rocha que deveria ter interceptado o cruzamento - mas soube responder em conformidade e ainda cheirou a vitória. Muitos portistas gozam por considerarmos este resultado positivo mas eu pergunto: alguém se lembrava da última vez que um árbitro não tivesse influenciado um resultado no terreno dos portistas? António Costa, um dos meus ódios de estimação no que toca ao mundo da arbitragem, teve uma prestação quase perfeita, pecando apenas por ter perdoado as expulsões de Ricardo Costa e Azar Karadas. A semana terminou nesta quinta-feira com a recepção ao Beira-Mar para a Taça de Portugal. O Benfica subiu ao relvado em registo de serviços minímos e, até ao golo, jogou quanto baste para justificar a vantagem no marcador. A partir daí limitou-se a gerir o relógio, embora não tenha evitado um ou outro calafrio. Destaque-se a actuação de João Pereira, o único que demonstrou sempre vontade de marcar o segundo golo, nunca abrandando o ritmo e nunca virando a cara à luta. Mas a figura, infelizmente, foi o mais sobrevalorizado árbitro português. Mais uma vez demonstrou a sua aversão à marcação de grandes penalidades, com Ricardo Rocha e Pavel Srnicek a serem os premiados desta semana.

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Segunda-feira, Fevereiro 28, 2005

 

Parabéns Benfica! A caminho do IIº Centenário!

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Quarta-feira, Fevereiro 23, 2005

 

O condicionamento mediático III. O Papa falou e os media baixaram as orelhas. McCarthy viu a sua pena agravada e tal facto foi apelidado de vergonhoso pelos órgãos de comunicação social. Primeiro por causa do tempo que o CD da Liga demorou a decidir o recurso apresentado pelo Porto, depois por causa do acrescento de um jogo. Curiosamente ninguém estranhou que a primeira sanção tenha sido igual às anteriores apesar da reincidência, tal como ninguém estranhou que, anteriormente, Luís Fabiano só tivesse sido castigado com um jogo por agressão a um adversário. Mais interessante era fazer passar a ideia de um eventual favorecimento ao Benfica, apesar da existência de mais 13 clubes que ainda não tinham visto qualquer dos seus jogadores ser alvo de um sumaríssimo. E talvez por isso, o castigo de Silva (ainda não se sabe bem porque motivo) foi abafado. A atitude que lhe valeu o jogo de suspensão ocorreu no exacto dia em que McCarthy agrediu Danilo mas nenhum jornalista se indignou com o tempo da decisão ou insinuou favorecimento ao Porto pelo facto do castigo se cumprir no Dragão. Tal como foram abafadas as declarações de Jorge Coroado (que só são valorizadas quando negativas para o Benfica...). Após semanas a ler e ouvir comparações entre as deliberações do CD e o os processos dos tribunais civis, finalmente alguém efectuou uma comparação lógica, acabando também por colocar a nu a capacidade profissional dos nossos jornalistas desportivos. Segundo Jorge Coroado, é normal a UEFA aumentar as punições aos jogadores após análise do recurso. E até deu um exemplo concreto de um caso ocorrido após um jogo por si arbitrado, com a UEFA a duplicar a sentença após análise do recurso. Entretanto chega mais uma prova de como o CD funciona ao serviço do Benfica. Simão Sabrosa é o novo alvo dos sumaríssimos, numa clara intenção de prejudicar o Porto que com ele contava para levar de vencida o Benfica. Realmente, uma vergonha!

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O condicionamento mediático II. Não sentiram? A terra tremeu em Portugal após o final do jogo disputado entre Benfica e Vitória. No exacto momento em que a televisão disponibilizou as imagens da agressão de Rafael a João Pereira, milhares de lagartos começaram aos pulos, gritando ‘urras’ ao seu "justiceiro" (curiosamente o mesmo que na época passada rebentou com o nariz de Rui Jorge em Alvalade...). O Sporting até já terá começado a preparar a próxima época visto que o título mais ansiado já foi conquistado. Será que eu também seria glorificado se agredisse Deco, Jardel ou Liedson? Recuemos no tempo... Estávamos no prolongamento da eliminatória da Taça e João Pereira recupera a bola a um adversário. Ao tentar prosseguir com esta é derrubado, pelas costas, por Hugo Viana mas ainda assim consegue tocá-la para a frente. Parece existir uma troca de palavras, Viana cerra o punho, coloca a língua de fora e disfere o golpe. Que curiosamente sai frouxo... Pereira revela "inteligência", como diria Mourinho, e teatraliza a tentativa frustrada de agressão. Os adeptos sportinguistas protestam e a Imprensa indigna-se. A isenção deixa de ser obrigatória e torna-se imperativa a perseguição e criminalização do jogador, esquecem-se da aposta da FIFA no fair-play e habilmente ocultam que uma tentativa de agressão é o mesmo que agressão. Esquecem-se até da expulsão de Nuno Gomes contra o Porto onde, apesar da ausência de contacto, todos defenderam que a acção do árbitro se justificava pela atitude do jogador. Desta feita todos saltaram em defesa de Hugo Viana... Naquela semana os jornais foram inundados por artigos a criticar a atitude do nosso puto do Casal Ventoso. Nem um único salientou a falta de inteligência de Viana, como fizeram há perto de um ano após atitude inocente de Jorge Andrade relativamente ao seu "amigo" Deco. Os adeptos sportinguistas rejubilaram e nunca mais se calaram com a lengalenga. Agora é lê-los na Net, aturá-los nos cafés e via SMS’s. A lagartagem anda contente. E os jornalistas?

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Terça-feira, Fevereiro 22, 2005

 

O masoquismo habitual. O Benfica entrou de forma inteligente, procurando impôr o seu jogo atacante através de uma rápida circulação de bola entre o trio Simão-Assis-Geovanni e colocando Nuno Gomes na posição de pivot. A equipa jogava relativamente bem mas faltava algo que garantisse um domínio absoluto e lhe permitisse matar o jogo rapidamente. O meio-campo encarnado, em especial Manuel Fernandes, demorava muito a subir no apoio ao seu ataque, o que permitia aos vimaranenses, sempre que recuperavam a bola, efectuar a primeira transição atacante sem qualquer tipo de pressão. Ainda assim, o acerto defensivo valeu ao Benfica o controlo das operações. Na etapa complementar, o Benfica voltou a demonstrar que gosta de complicar o que é, aparentemente, fácil. O habitual relaxamento resultou no golo de Peixoto e o Benfica, receoso, foi obrigado a entregar o jogo ao adversário. A partir daqui valeu a acção defensiva de Simão e a combatividade de Geovanni e Nuno Gomes que tentaram sempre lançar a equipa para a frente.

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O condicionamento mediático. A imprensa age e os adeptos do Benfica mostram não saber reagir. Primeiro foi Paulo Almeida. À 2ª jornada, ainda sem tempo para se aferir as reais capacidades do jogador, já os carneiros assobiavam a plenos pulmões. Agora é a vez de Quim. Assobiou-se o guardião por, na sequência de um canto, ter socado a bola para fora da área... Na diagonal e na direcção da linha lateral para evitar que uma eventual recuperação de bola vimaranense resultasse num remate ou num cruzamento que encontrasse os avançados de frente para a baliza. Mas interessa lá se a acção foi eficaz. Interessa é assobiar! Interessa é culpar o Quim pelo golo vimaranense mesmo que a bola nunca tenha estado ao seu alcance (nem estaria ao alcance de nenhum guarda-redes do mundo). Atrás de mim chegou-se ao cúmulo de apelidar Quim de filho da puta! Os mesmos que se remeteram ao silêncio quando Quim segurou a vitória. Para que servem estas manifestações? Para apoiar Moreira? Como? Criando um mito sebastianista dentro do próprio plantel? Elevando ao máximo a pressão de Moreira, sendo que no dia em que regressar à titularidade irá encontras as expectativas estupidamente elevadas? Os sócios querem que o clube volte a ser grande e dominador mas insistem em colocar o Benfica abaixo dos jogadores. Assim, não vamos lá...

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Quinta-feira, Fevereiro 17, 2005

 

Não foi muito diferente do jogo contra o Beira-Mar... Os jogadores do Benfica entraram sem vontade, mais preocupados em não se cansar para o jogo de segunda-feira, e à espera que um golinho caísse do céu. Mesmo sofrendo o primeiro golo, nunca se preocuparam em alterar o ritmo a que jogavam... Em termos práticos, desprezaram este jogo como se de um qualquer amigável se tratasse.

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Quarta-feira, Fevereiro 16, 2005

 

UEFA. O Estádio Kuban em Krasnodar será o palco da primeira mão dos 16 avos de final da Taça UEFA em que o Benfica encontra com adversário o CSKA. Krasnodar fica no sul da Rússia, junto à costa do Mar Negro e substitui assim o habitat natural do CSKA, Moscovo, devido às condições meteorológicas que se fazem sentir por estas alturas na Rússia. O jogo terá como juiz o árbitro romeno Alexandru Dan Tudor, coadjuvado pelos seus compatriotas Cristian Nica e Marcel Savaniu, enquanto que o quarto árbitro designado será Augustus Constantin. O desafio será transmitido amanhã pela 18 horas de Lisboa pela RTP1.

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Segunda-feira, Fevereiro 14, 2005

 

O "mestre" Coroado. Três hipóteses: preciso de um aparelho auditivo; a graduação dos meus óculos não é a mais adequada; Jorge Coroado pirou de vez! Comentando o lance do polémico penalty de Aveiro, o Sr. Azias afirmou convictamente que o Beira-Mar fora prejudicado. Que o penalty seja discutível (também não consigo descortinar qualquer falta) ainda vá que não vá... Mas afirmar que Bruno Moraes se encontra em fora de jogo e que o golo nunca seria válido é completamente absurdo! Isto perante o silêncio cúmplice de 4 jornalistas presentes naquela sala e ao mesmo tempo que o realizador do programa insistia em colocar a imagem no ar! É que no momento do remate de Jorginho, o avançado sadino encontra-se, no mínimo, em linha com o antepenúltimo defensor do Beira-Mar. Ou seja, mais em jogo que isto é impossível!

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Sábado, Fevereiro 12, 2005

 

Faltaram os finalizadores. Há umas semanas, no programa Trio de Ataque da NTV, António Pedro Vasconcelos defendeu a não atribuição de pontos nos empates a zero bolas. Manterá o cineasta essa opinião após o jogo desta noite? Grande espectáculo de futebol!

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Quinta-feira, Fevereiro 10, 2005

 

Ricardo Rocha. Não perdeu um único lance contra a Académica. Por baixo não inventou, por alto esteve imperial, explorou a antecipação de forma inteligente e teve ainda tempo para sair com a bola dominada, permitindo à equipa superioridade em pleno meio-campo adversário. É verdade que por vezes Rocha erra. Traído pela sua entrega, muitas vezes se revela precipitado na sua acção defensiva, como foi o caso do primeiro golo de Liedson em Alvalade onde falhou claramente o tempo de salto. Mas no domingo foi vê-lo ganhar uma, duas, três bolas, todas em movimentos idênticos ao do mês passado: saindo das costas do seu opositor e cabeceando-a em antecipação. Rocha é um central versátil, sabe jogar com o físico, é rápido, o seu jogo aéreo é forte e, acima de tudo, apresenta uma grande entrega ao jogo. No entanto, o seu nome nunca é incluído no tão propalado núcleo duro do plantel. Por lá andam 2 avançados, 2 médios e um defesa lateral... O que não deixa de ser estranho. Por melhor que Miguel seja, uma equipa resiste melhor sem um bom lateral que sem um bom central. E mesmo não sendo um jogador de outra galáxia, o facto de Luisão ter mercado e de Alcides se encontrar em trânsito, torna Ricardo imprescindível. Ricardo tem condições para fazer toda a sua carreira no Benfica e é em torno dele que se deve construir a defesa encarnada. A pergunta impõe-se. Para quando a renovação do vínculo contratual de Ricardo Rocha?

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Quarta-feira, Fevereiro 02, 2005

 

Ainda há pouco foi o sorteio... e o espectáculo já começou: "Luís Campos quer ir à Luz com coragem e determinação, no sentido da sua equipa estar preparada «para a vingança de seis milhões de adeptos do Benfica»." in A Bola

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Os seguintes posts merecem uma leitura atenta: "Mitos", "O homem que não se engana e só engana papalvos"

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Terça-feira, Fevereiro 01, 2005

 

Vá-se lá perceber... Ao Benfica chegou desconhecido. Uns falavam em ponta de lança de referência, outros indicavam-no como alguém que gostava de jogar nas costas do nº9. No entanto, todos o apontavam como o grande goleador do campeonato croata. Começou bem, revelando bom entendimento com Mantorras, rapidez de execução, facilidade de remate com ambos os pés... e veio a lesão. Lesão que o afastou dos relvados por ano e meio. E nós, os adeptos, perante a desconfiança generalizada dos adversários insistiamos: "É jogador! E que jogador!" Regressou com o habitual receio de quem enfrenta os trauliteiros do nosso futebol mas com o tempo ganhou confiança. Nunca se chegou a revelar um matador mas impressionava pela força e pela determinação com que jogava, levando os defesas adversários à exaustão, marcando golos e dando a marcar. e de repente, qual Keyser Soze... desapareceu!!! Tomo transformou-se num vagabundo em pleno relvado. Trapalhão, agarrando-se excessivamente à bola e, pior de tudo, infantilmente perdulário na hora de visar as redes adversárias... Sokota passou então de estrela dos relvados para actor secundário de novela jornaleira. Sim, porque o papel principal foi reservado para o seu empresário. Depois da exigência de aumento salarial, prontamente recusada pelos dirigentes encarnados, a novela ganhou contornos circenses. Primeiro o empresário anunciou que o jogador aceitava ficar com o mesmo salário. De seguida noticiou o interesse de supostos tubarões alemães. Mais tarde até afirmou que Sokota aceitava descer o seu vencimento - era esta a exigência de Veiga, de acordo com o empresário - para depois garantir que as negociações se encontravam paradas há meses! O último episódio passou ontem, com contornos ridículos... Propostas de empréstimo chegaram do Minho mas o jogador prefere o calor humano dos bês... A ti Tomo, como não tenho memória curta, te agradeço os bons momentos que me proporcionaste. Mas esta mesma memória leva-me a desejar para o teu futuro a mesma sorte dos Pandurus, Sousas, Kenedys e Hugos Leais...

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Regresso às vitórias fora de portas. Foi preciso regressar a Guimarães para que o Benfica voltasse a conquistar 3 pontos na condição de visitante. Exibição em óbvia economia de esforço embora segura e concentrada. Pelo menos nos primeiros 45 minutos. Na segunda parte, relaxamento excessivo da equipa. Esqueceram-se da queda de Armando para marcar ao nosso clube e a equipa passou por um susto desnecessário. Nota positiva para Nuno Assis que veio trazer maior mobilidade e velocidade na circulação de bola e que mostrou excelente entendimento com Simão e Nuno Gomes. Que os meus maiores receios careçam de fundamento e que a regularidade paute as exibições de Assis.

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Quinta-feira, Janeiro 27, 2005

 

3-3 [7-6]. Somos a Àguia que no céu vai voar/ Alto mais alto ninguém nos vai parar/ Somos a Raça a força do querer / Benfica Vencer Vencer!

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OS TRÊS ESTAROLAS [TSF]. Fernando Correia e Manuel Pedro Gomes (repetentes do 3-6) e Jorge Perestrelo, essas três personagens do universo jornalístico conotado com o mundo lagarto, todos com um melão incrível no final do jogo em que elegeram Paíto como o melhor em campo (!!!!) e Tiago com nota 2 por, ser culpado em todos os golos(!!!!!).

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MINUTOS 110 a 117. O repórter de pista ao serviço da RTP, cujo nome me escapa de momento, repetia que o jogo estava decidido [com o golo de Paíto], que o Benfica não conseguiria recuperar, que a história estava contra o SLB ou que a claque lagarta estava a festejar. Calou-se no momento do Simão disparou para o terceiro...

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MINUTO 100. Gabriel Alves sai-se com (mais) uma nova palavra para o léxico: FLUIDÃO [de jogo].

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MONUMENTAL. Paraíso - Purgatório - Purgatório - Paraíso - Purgatório - Paraíso. 3- 3 e depois lotaria. 7 a 6 foi a conta que Miguel Garcia fez.

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Segunda-feira, Janeiro 24, 2005

 

DERBY (agora é a TAÇA) II. Pela enésima vez, Miguel está lesionado. Não é opção para o derby. O jogo, recorde-se, está aprazado para as 19:45 de 4ªfeira com transmissão na RTP1 e emissão especial com início às 18:00.

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CAMPOS ALÍSIOS. Não é este resultado que me vai fazer alterar o que penso, digo e escrevo sobre a patética personagem Luís Campos. A colagem cínica e oportunista que o mesmo Campos proferiu após o desafio na Luz é demonstrativa de uma certa forma de estar na vida: aproveitou o discurso de Carlos Brito em recente visita ao nosso reduto. É que o treinador do Rio Ave interviu no flash interview com as exactas palavras que Luís Campos escolheu para ilustrar o seu brilharete. Antes era Mourinho quem Luís Campos imitava em estilo, em verborreia e em trapos de vestir, mas a evolução na (e da) personagem - negativa ou positivamente fica ao critério de cada um - delega agora tiques de submissão estilística a Carlos Brito. É tenrinho, é alísio este Campos.

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Domingo, Janeiro 23, 2005

 

Um conselho aos jogadores do Benfica... Quando não tiverem vontade de jogar à bola, peçam uma licença sem vencimento e deixem os juniores mostrar o que valem. Vocês podem passar um fim de semana descansado junto dos vossos familiares, no local que vos parecer mais adequado, e nós escusamos de nos irritar. Ok?

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Segunda-feira, Janeiro 17, 2005

 

ROMÁRIO. As suas desavenças verbais com Pelé já são dignas de figurar História do Futebol. Desta feita o Baixinho abriu o livro para mais uma tirada impagável: O Pelé calado é um poeta. Não gostaria de responder, porque se trata de um ídolo, o nosso rei, o nosso Deus, mas a verdade é que ele só fala merda. Tem que se meter na vida dele. Quem decide a minha hora de parar sou eu mesmo. Ninguém vai me parar. Na verdade, eu tinha que parar aos 28 anos, mas fui campeão aos 29, aos 30, e daí por diante, desabafou Romário.

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ZAHOVIC e ARGEL. São curiosas as declarações de Zaza e Argel na hora de saída: se o primeiro aponta as razões para a rescisão amigável e o outro aborda a sua transferência para Espanha como uma alternativa interessante quer aos níveis de prolongamento contratual como salarial. Nem o brasileiro nem o esloveno lançaram as farpas que se tornam habituais nestas situações quer ao Clube quer ao “balneário”, equipas técnicas ou adeptos. Saíram a bem e o melhor lhes desejo.

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BEIRA-MAR. È o próximo adversário do Benfica e foi o primeiro emblema a derrotar o SLB na nova Luz. O actual treinador dos aveirenses é Luís Campos, o tal que afirmou inconsequentemente ter sido convidado para treinador do SLB e que no mesmo momento recusou por preferir o projecto de Chumbita Nunes na cidade do Sado. Ninguém acreditou nos ditos do treinador – pouco tempo depois era vê-lo afiançar ter em mãos um convite do Bordéus – até porque conseguiu “descer” o Vitória sadino e o Varzim para a Divisão de Honra em 2002/03 tendo até sido já afastado do Gil Vicente no início desta temporada 2004/05. Este Luís Campos tem, vá-se lá saber porquê, um ódio figadal pelo SLB que habitualmente destila nas conferências de imprensa posteriores à derrota das equipas por si orientadas. A seguir com gargalhadas cenas de um próximo capítulo.

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Mas que parvoíce! Depois de ter sido assobiado durante o jogo do passado sábado - onde falhou um penalty e uma emenda à boca de uma baliza deserta - Pedro Pauleta afirmou ao L'Equipe que não voltaria a festejar nenhum golo no Parque dos Principes! Não se percebe a lógica deste comentário... Os assobios são uma constante no futebol (e por esta lógica, 90% dos jogadores do Benfica já não festejariam golos...) e Pauleta abre assim uma perigosa frente de batalha com os adeptos do Paris Saint Germain. A ver como isto acaba...

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Pedro Mantorras. Na semana passada, quando Mantorras passou por Paíto, o café onde assistia ao derby lisboeta veio literalmente abaixo. Como alguém na altura disse, aquele lance deveria contar como o golo do empate. Por norma consideraria aquele episódio ridículo, e estivesse eu do outro lado da barricada provavelmente aproveitaria para gozar o mais possível os meus adversários. Mas a verdade é que também eu saltei e festejei euforicamente. Mantorras é de facto especial. Nínguém que goste de bola pode ficar indiferente a jogadores como Weah, Mantorras, Martins ou Aghahowa. Olhando para eles é fácil constatar os seus defeitos e as suas limitações mas, provavelmente inebriados pelo perfume do seu futebol, de certeza conquistados pela pureza do seu jogo, é raro alguém as mencionar em voz alta (excepto quando condicionados pela vertente clubística). Ontem Mantorras voltou aos golos. Um golo emotivamente celebrado na Catedral! Celebrado aos pulos e aos abraços (a conhecidos e desconhecidos), celebrado como se de uma vitória no último minuto se tratasse, celebrado como se daquele golo resultasse um troféu! Mantorras mostrou ontem que o mais difícil foi ultrapassado: o longo calvário de 2 anos foi superado e o angolano mantém intacta a vontade de jogar futebol. Cabe agora a nós, adeptos, um importante papel. Notou-se que Mantorras ainda não readquiriu a forma física ideal. Notou-se também um natural receio de meter o pé em bolas divididas. É por isso essencial que se mantenha a calma e não se caia no erro de exigir constantes presenças de Mantorras no relvado. O processo de recuperação de Mantorras ainda não está finalizado e uma constante pressão sobre a sua pessoa nunca será benéfico para um regresso ao seu melhor nível.

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Como tudo é diferente... quando há concentração, inteligência, ambição e atitude! Com o regresso de Luisão constatou-se que a equipa respira muito melhor (especialmente Manuel Fernandes), fruto da confiança conquistada pela solidez defensiva, permitindo uma circulação de bola mais fluída e eficaz. No entanto, é necessário evitar períodos como os primeiros 10 minutos da 2ª parte e explorar, de forma mais assídua, a rapidez e a mobilidade nas movimentações ofensivas. Um dos problemas do ataque benfiquista tem sido a sua previsibilidade. Ontem, sempre que o Benfica imprimiu ritmo ao seu ataque, viu-se um Boavista frágil e desnorteado, não só na sua defesa como também no seu meio-campo. ps- No intervalo do jogo de ontem, a equipa campeã nacional de juniores subiu ao relvado para apresentar as suas faixas aos associados. Bruno Baião também esteve presente através dos seus pais (foi a mãe de Bruno Baião a envergar a sua faixa) que acompanharam a equipa na volta ao relvado.

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17 JORNADAS. Um Benfica a jogar com o melhor do curtíssimo plantel é um Benfica que acerta. Pode até nem jogar bem (ontem não foi o caso) - e aí equivale-se a FCP e SCP - mas com o flagelo já rotineiro da lesão-depois-recuperação-depois-lesão só a soluços há a oportunidade de auscultar do real valor deste Benfica. Ontem voltámo-nos a colar aos primeiros e com justiça nos consideramos legítimos pretendentes ao trono final.

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Sexta-feira, Janeiro 14, 2005

 

DERBY (agora é a TAÇA). Isto de os lagartos irem à Luz ou ao Estádio Nacional (lembram-se do golo de Quaresma no SCP de Bolöni?) nos últimos anos tem dado problema. Espero que o jogo seja à tarde e sem transmissão televisiva. Derby à luz do dia já caiu em desuso mas é a versão mais bonita da festa.

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Domingo, Janeiro 09, 2005

 

Déja vu... Antas, 20 de Outubro de 2002. Ao intervalo, empate a um golo e o Porto reduzido a 10 unidades. Jesualdo Ferreira teve medo de ganhar o jogo. Alvalade, 8 Janeiro de 2005. Ao intervalo, empate a um golo e o Sporting reduzido a 10 unidades. Trap também teve medo de vencer.

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Sexta-feira, Janeiro 07, 2005

 

É contra os lagartos? Zahovic tem de jogar!

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Terça-feira, Janeiro 04, 2005

 

JUIZ. Já se sabe quem apitará o derby do próximo sábado, Duarte Gomes foi o nomeado pela Comissão de Arbitragem da Liga.

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Sexta-feira, Dezembro 31, 2004

 

Tácticas. Os adeptos do Benfica anseiam por reforços mas as esperanças poderão esbarrar na política de contenção orçamental do clube. Por esse facto, seria interessante estudar a melhor forma de fazer este plantel render. É certo que estamos a meio da época, altura pouco apropriada para a absorção de novos mecanismos, mas este plantel parece mais talhado para a utilização de 3 centrais: Luisão seria o patrão acompanhado por Alcides (com Amoreirinha como opção) descaído à direita e Rocha (Fyssas como opção) à esquerda. Miguel jogaria sobre uma das alas consoante a utilização de Dos Santos à esquerda ou João Pereira à direita. No miolo, caberiam a Petit e Manuel Fernandes as tarefas de destruição do jogo adversário e transição defesa-ataque. Na frente o Benfica poderia explorar 2 sistemas. Um prevendo a utilização de 2 avançados, com Simão na posição de playmaker a assumir toda a condução do jogo atacante da equipa. Outro com apenas um ponta de lança, onde Simão repartiria com Geovanni a construção do jogo atacante. Neste segundo esquema, tornar-se-iam mais importantes as triangulações sobre as alas e a capacidade de progressão com bola dos playmakers. O ponta de lança teria de estar vocacionado para jogar perto da pequena área com duas simples missões: facturar e abrir espaços para o surgimento de Simão ou Geovanni na área de finalização. Vantagem adicional: facilmente o Benfica reconverteria o seu esquema durante a partida (para 4-3-3 ou 4-4-2) sem recurso a substituições. ps- Mas se por acaso vierem reforços... eu peço um número 10 e um extremo canhoto!

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Fim de ano. Classificações do Sport Lisboa e Benfica nas diferentes modalidades colectivas: Futebol, 2º classificado a um ponto do líder; Futsal; líder com 4 pontos de vantagem (mais 1 jogo que o 2º); Hóquei, 3º a 13 pontos do líder; Basquete, 2º a 2 vitórias do líder; Volei, líder com 3 pontos de vantagem; Andebol, 10º a 13 pontos do líder; Râguebi, 3º a 9 pontos do líder;

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Nortada. Miguel Sousa Tavares tem sido, e bem, um dos diversos opinadores da nossa praça a criticar a vitimização do anterior primeiro-ministro Santana Lopes. Pena que quando opine sobre futebol insista em cair no mesmo erro, como o comprova o artigo publicado n’A Bola há cerca de 15 dias. Tem razão o portista quando critica a capa do jornal A Bola por esta ter dado maior destaque à derrota do Benfica em Belém do que à conquista da Taça Intercontinental por parte do Porto. Mas não seria mais lógico apontar as verdadeiras razões? MST, que tantas vezes escreveu contra o excessivo peso da vertente comercial sobre o critério editorial, não poderia ter apontado as verdadeiras razões que conduziram à decisão do jornal? A verdade é que os jornais desportivos, no que toca às suas chamadas de capa, muitas vezes se afastam de critérios jornalísticos para assegurarem a fidelização do seu público alvo e as vendas que daí resultam. Agora, querer insinuar que tal acontece numa lógica de favorecimento... É que a pouca visibilidade do Porto nas primeiras páginas também é benéfico ao clube, a não ser que MST considere que tenha existido o mesmo tratamento entre o despedimento de Del Neri e Fernando Santos ou entre o caso de Vale e Azevedo e o de Pinto da Costa. Ou não considerará MST estranho que, a reboque da declaração de Bagão Feliz sobre o as dividas fiscais anteriores a 96, se mencionasse sempre o nome do Benfica quando afinal a divida do Porto até é superior? Até porque me parece que, no caso concreto, seria mais favorável ao Benfica que a derrota encarnada não tivesse tanto destaque. E já agora, porque não dirige MST esta questão a Pinto da Costa? Se o presidente portista tem a influência necessária para provocar o despedimento de jornalistas porque não a exerce neste domínio? MST também tem razão quando menciona as condecorações. É óbvio que Jorge Sampaio deveria ter condecorado os campeões europeus mas já me parece abusivo querer alargar as condecorações até ao título de vencedor da Taça Intercontinental (campeão do mundo, que eu saiba, é o Brasil). Contrariamente ao que afirma, não somos nós quem desvalorizamos o troféu. São os portistas quem o sobrevalorizam numa ânsia, desnecessária, de valorizar a sua afirmação internacional. Seria MST capaz de nomear, de memória, os 5 anteriores vencedores do troféu? A verdade é que este troféu só é relevante para os países dos clubes que a disputam. E até aqui o grau de interesse difere, já que os sul-americanos valorizam muito mais o troféu, talvez motivados por uma necessidade de afirmação perante o dito mundo industrializado, ou mesmo perante o futebol dito evoluído. Aliás, a palavra desvalorizar proporciona um sincero sorriso a quem normalmente lê a Nortada. MST fala muito da desvalorização das conquistas do Porto mas esquece-se do que escreveu sobre a carreira do Benfica na Taça de Portugal da anterior época ou na caminhada de Portugal durante o Euro 2004. Sim, porque Portugal só chegou à final graças ao núcleo duro do Porto (Scolari não percebia nada daquilo e vencer 2 jogos decisivos através do banco foi uma feliz coincidência), porque os jogadores lusos tinham menos jogos nas pernas (e afinal é o próprio MST a desvalorizar a vitória na Champion’s League)… E isto ainda se torna mais divertido quando descobrimos, pelas letras de MST, que o Porto eliminou na Champion’s League equipas como Chelsea, Arsenal, Barcelona ou Bayern (sem nunca as ter defrontado), Milan e Valência (2 jogos, 2 derrotas, 2 troféus perdidos)… O complexo de MST é tão grande que chega ao ponto de acusar as televisões por estas terem cumprido a sua missão informativa. O Porto jogara ao fim da manhã, fora destacado nos jornais da tarde das 3 televisões, e o senhor mostra-se indignado porque às 20 horas foi dado tratamento preferencial a uma ameaça de bomba sobre 120 mil pessoas que ocorrera há escassos minutos? Numa cidade que há menos de um ano foi alvo de um ataque terrorista...

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Quarta-feira, Dezembro 22, 2004

 

A FPF e o futsal benfiquista... outra vez... Depois de ano passado ter retirado 7 pontos ao Benfica por presença irregular de um preparador físico no banco (quando ao Sporting, que em 2 anos consecutivos apresentou de forma irregular um jogador, nada acontece...) a FPF decidiu agora proibir a presença de público no jogo entre Benfica e Aldeia Velha. Tudo porque na1ª jornada do campeonato a PSP resolveu desafiar toda a lógica e bom senso ao reter os adeptos da casa no seu próprio pavilhão para que os visitantes pudessem ir apanhar o metro mais depressa. Perante tamanha falta de respeito, os adeptos, obviamente, resistiram às ordens policiais e tentaram abandonar a bancada. Dessa atitude resultaram algumas escaramuças entre adeptos e corpo policial. Os responsáveis do futsal da FPF é que devem ter exultado com os acontecimentos. Deixaram o tempo passar, nunca pediram explicações aos responsáveis pelo policiamento e agora, mais uma vez, usam o nome do vice-campeão europeu para tentarem passar uma imagem de força.

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Mais uma... O clube diferente, da defesa do fair play e da verdade desportiva, prepara-se para fazer mais uma das suas... A lagartagem não soube acautelar o futuro (como fez o Benfica há mais de um mês, ao pedir a antecipação do jogo da Taça) e até veio desvalorizar uma possível ausência de Liedson no derby de 8 de Janeiro. Mas afinal parece que a rapaziada do Alvalaxia tem medo daquela equipa que não joga nada à bola e prepara-se para estragar as férias ao Liedson. Assim, a Sporting SAD irá tentar convencer o Pampilhosa a jogar dia 4. E aposto que o vão conseguir ("SHOW ME THE MONEY!!")

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A bailarina abandonou os relvados... A poucos dias de completar o seu 41º aniversário,Valdo Câncido Filho, decidiu colocar um ponto final na sua carreira de futebolista. Valdo é um dos mais geniais jogadores que já pisaram o Estádio da Luz. Dotado tecnicamente e com uma qualidade de passe invejável, espalhava classe e magia pelos relvados. Possuidor de uma leitura táctica brilhante, pautava o jogo do Benfica com mestria, revelando ainda uma capacidade defensiva assinalável para um jogador com a sua complexão física. E os livres directos... E os indirectos e os cantos... Valdo era um jogador que deslumbrava a plateia sem ter de recorrer a fintinhas e malabarismos. O seu bailado consistia na simplicidade, na inteligência e na elegância do seu futebol. Era protagonista sem chamar a si o protagonismo. E por tudo isso, era um jogador apaixonante!

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Ainda bem que vão de férias... Trapatonni bem avisou que nos tempos que correm não existem jogos fáceis. Mas os jogadores deviam estar com os phones postos a ouvir os últimos sucessos do Sean Paul e da Jamelia... Confiaram na sorte, e numa suposta superioridade ditada pela militancia num campeonato profissional, e quando deram conta já estavam em desvantagem. Acordaram na segunda parte mas nessa altura já a Oliveirense tinha colocado o autocarro à frente da área. Diga-se a bem da verdade que, enquanto tiveram pernas, os jogadores da IIIª Divisão fizeram uma extraordinária partida. Aliás, tivessem os jogadores do Benfica colocado em campo metade do empenho demonstrado pelos seus adversários e tinham chegado ao intervalo a golear... Que as férias sirvam para reflectirem sobre o que é jogar no Benfica e que de uma vez por todas assimilem a responsabilidade que advem do facto de respresentarem o maior clube português.

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Segunda-feira, Dezembro 20, 2004

 

A hipocrisia continua! De há uns anos para cá, a Sporting SAD resolveu assumir um papel pseudo-moralista no futebol português. Um dos seus cavalos de batalha foram os bilhetes, já que o seus adeptos, pobrezinhos como todos sabemos, se queixavam sucessivamente dos preços praticados noutros estádios. Curiosamente, ao invés de penalizar os adeptos desses clubes, a Sporting SAD prefere sancionar os seus rivais, talvez porque estes não têm cometido os mesmos abusos. Assim, na temporada passada, depois de terem tido a possibilidade de visitar o palco da final do Euro2004 por apenas 20€, resolveram colocar os seus bilhetes a um preço minímo de 40€. Defenderam-se, na altura, com o facto de se tratar do jogo que definia o acesso à pre-eliminatória da Liga dos Campeões. Este ano repetem a gracinha, embora ainda não se perceba bem o que vai este jogo definir... O que eu sei é que já tenho o meu bilhete para a final da Taça UEFA - sim, dá direito a troféu - reservado, e este vai custar-me APENAS 35€, pelo simples facto que os de 25€ já se encontravam esgotados...

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Sábado, Dezembro 18, 2004

 

CSKA. Este sorteio e este discutível modelo de Taça UEFA ditaram que o CSKA russo ((Clube Desportivo Central do Exército de Moscovo) se perfilasse como o próximo obstáculo “europeu” a confrontar o SLBenfica. De historial internamente rico e com uma base popular bastante alargada – numa Moscovo sede do Spartak, o clube do Povo, do Lokomotiv agremiação conotada com a Revolução de Outubro ou do Dínamo ligado ao KGB e do Torpedo -, o CSKA (lê-se cê éss ká) é o vice-campeão nacional russo desde há cerca de um mês quando se classificou a um ponto do rival Lokomotiv. Eclético com 34 modalidades no activo, o CSKA é também uma potência desportiva internacional nas modalidades de basket e hóquei no gelo. O percurso dos russos na presente Champions League remete um aviso: na jornada decisiva derrotaram o PSG em pleno Parc Des Princes com um hat-trick do capitão Sergei Semak. Jogam em casa, normalmente, no Peshtchanoye Stadion com capacidade para apenas 10500 espectadores pelo que em provas europeias utilizam preferencialmente o Estádio Lokomotiv com 30000 lugares disponíveis.

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DNEPR. Caso o SLBenfica ultrapasse com sucesso o CSKA,virão o Partizan de Begrado ou os ucranianos do FC Dnipro Dnipropetrovsk, emtempos conhecidos por Dnepr Dnepropetrovsk esses sim derrotados em duas mãos por Magnusson, Lima e Ricardo. Foi em Março de 1990, poucos meses antes da Final do Prater em Viena perante o AC Milan.

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Segunda-feira, Dezembro 13, 2004

 

Parabéns Sheva! Ao que tudo indica, Adriy Shevchenko será, dentro de pouco menos de uma hora, anunciado como vencedor da Bola de Ouro de 2004. Em segundo lugar figurará Deco enquanto Ronaldinho Gaúcho se ficará pelo 3º posto. Muitos considerarão estranha esta atribuição, já que o ucraniano não conseguiu qualificar a sua selecção para o Europeu e, ao serviço do Milan, se ficou pelos quartos de final da Cahmpion's League. Mas o facto de ao Scudetto ter aliado o título de melhor marcador do Calcio - com 24 golos em 32 jogos - parece ter sido suficiente para convencer o júri deste troféu. O Calcio Rosso assume o fascinio por este jogador, a quem Ian Rush ofereceu as suas próprias chuteiras como prémio pela capacidade de finalização demonstrada num torneio juvenil (Sheva tinha então 14 anos). Rápido, cerebral e mortifero, trata-se talvez do mais temível goleador dos nossos tempos, revelando uma crueldade gélida na hora de rematar às balizas adversárias. Os números falam por si: 234 golos em 424 jogos, divididos por Dynamo Kyiv, AC Milan e selecção ucraniana revelam uma eficácia e consistência impressionante ao longo das 11 épocas que leva como profissional.

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Domingo, Dezembro 12, 2004

 

Incompreensivel... O Benfica entrou bem na partida e parecia decidido a isolar-se na liderança da Superliga. Do outro lado, o Belenenses indiciava um retorno ao bom futebol que já demonstrara noutras jornadas. A tarefa afigurava-se, assim, difícil mas os primeiros 15 minutos de jogo depositavam nos adeptos de ambas as equipas a esperança num bom espectáculo de futebol, independentemente do resultado final. Adiantou-se o Belenenses no marcador e a partir desse momento o jogo passou a ter apenas um sentido: o da baliza de Moreira. A equipa do Benfica desmoronou-se por completo e apresentou a partir daí uma gritante dificuldade em se manter concentrada e lutar contra a adversidade. Voltou o Benfica a demonstrar que grande parte deste plantel carece do estofo necessário para lutar pelo título. É ainda cedo para afastar o nosso clube dessa luta, mas para que a chama da esperança se mantenha acesa é necessário efectuar uma profunda alteração de mentalidades no plantel. É inadmissível que jogadores regressados de lesões, como Petit e Carlitos, lutem e corram mais que toda a restante equipa. Diria até que se trata de uma total falta de respeito! Por esses colegas e pelos adeptos que se deslocaram ao Restelo debaixo de um frio imenso (onde me incluo) e que só por um grande respeito pelo seu clube se mantiveram no estádio após o intervalo. Ainda bem que se avizinha uma propícia pausa de Inverno... ps- O terceiro golo do Belenenses é revelador do total desnorte da equipa. Posse de bola do Benfica, 6 dos seus jogadores junto da área adversária, 3 em missão defensiva e nenhum jogador encarnado a preencher os 30 metros que separavam estes blocos.

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Sexta-feira, Dezembro 10, 2004

 

Mai'nada! "Manuel Tavares, director de O Jogo, confessava ontem no seu editorial que tinha apostado consigo próprio que na tribuna VIP do Estádio do Dragão, para ver o FC Porto-Chelsea, os políticos se poderiam contar pelos dedos de uma só mão. Tavares ganhou de largo a aposta porque apenas dois políticos compareceram para o convívio quando ainda não se sabia sequer que medidas de coacção seriam aplicadas pela juíza ao presidente do FC Porto. O curioso nesta historieta é que sem Polícia Judiciária, sem Ministério Público, sem juíza, sem processos, sem arguidos, ou seja, quando tudo funcionava na normalidade, não deveriam chegar meia dúzia de mãos para contar o número de políticos, de autarcas e dignitários do Estado disponíveis para a borla e para uns 60 dedos de boa e amena cavaqueira. O fenómeno não é exclusivo do Estádio do Dragão. Mas o bom-nome do espectáculo reclama uma separação urgente dos vários poderes. Pena que a classe política não se dê conta da forma como é usada e abusada nestas circunstâncias terceiromundistas. Senhores políticos, gostam de bola? Comprem bilhetes." Leonor Pinhão in A Bola

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Quarta-feira, Dezembro 08, 2004

 

Alguém me explique que eu não percebo... Na sequência das acusações de tráfico de influências e cumplicidade em actos de corrupção desportiva, Valentim Loureiro foi suspenso da sua actividade na Liga de Clubes e até de um cargo que nenhuma relação tem com o futebol. Jorge Nuno Pinto da Costa é acusado de corrupção desportiva, tráfico de influências e falsificação de documentos... Mas suspenção nem vê-la... Entretanto, Pinto da Costa está proibido de contactar com qualquer membro do CD da Liga (e também do CJ da Federação). Como se pode então manter em funções alguém que, no caso de ser aberto processo disciplinar por algum motivo, não possa ser ouvido por estes orgãos?

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Terça-feira, Dezembro 07, 2004

 

Sofrido... Parecia tudo bem encaminhado com aquele remate de Geovanni mas o Benfica rapidamente se desfez com o golo estorilista. E verdade seja dita, a atitude dos associados benfiquistas também não ajudou a equipa a combater os nervos. Será normal que se assobie um jogador quando este transporta a bola de um flanco ao outro, procurando o desiquilibrio ou a desmarcação de um companheiro? Aqui há uma semana critiquei a equipa do Benfica pela sua atitude. Ontem, apesar de mais uma exibição fraquinha, o Benfica conseguiu reunir forças e a partir dos 20 minutos pareceu-se recuperar a determinação e a vontade de vencer. Lutou-se contra um público inicialmente hostil, contra a falta da sorte - mais uma lesão.... -, contra o anti-jogo estorilista, contra os erros sucessivos de Argel, contra o próprio nervosismo... Foi difícil e sofrido mas soube bem. Porque houve vontade e espirito de sacrificio. Que esta vitória sirva para o Benfica enfrentar os próximos embates com uma maior trabquilidade. ps- Já se sabe que o nível da arbitragem em Portugal é mau. No entanto, há muito tempo que não assistia a uma arbitragem tão fraquinha. Foram demasiados erros que prejudicaram - ou beneficiaram - ambas as equipas mas que acima de tudo prejudicaram o próprio futebol.

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Segunda-feira, Novembro 29, 2004

 

Quando se pensava que pior não podia acontecer... o Benfica faz a pior exibição da época. É que se nas partidas anteriores foi a conjugação entre exibições menos conseguidas dos jogadores encarnados e boas prestações dos seus adversários a ditar os maus resultados do Benfica, ontem a derrota aconteceu por total demérito da equipa. A prestação da União esteve longe de ser considerada positiva - vistas bem as coisas, todas as situações de perigo dos leirienses resultaram de falhas daquele central brasileiro que Trap insiste em considerar como opção válida para a equipa - o que torna esta derrota ainda mais preocupante. A garra e a determinação, presentes noutras partidas, desapareceu por completo desta equipa e começa a pairar o fantasma de outras épocas. A partir daqui, mais importante que a qualidade exibicional do Banfica, o que está em causa é a capacidade psicológica do plantel para ultrapassar este momento mais negativo. E os exemplos do passado não deixam nenhum benfiquista sossegado...

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Quarta-feira, Novembro 24, 2004

 

Trapalhadas? 1- Disse o italiano um dia que Sokota e Karadas não eram compativeis. Registei e aplaudi. Entretanto veio o jogo de Setúbal... Desconheço o que se passou nessa noite (apenas vi um pequeno resumo) mas pelas amostras anteriores estranhei bastante a súbita aposta de Trap nesta dupla. Barreiros e o último fim de semana reforçaram a estranheza... 2- Não discordo da entrada de Miguel no 11 inicial. Era público que o jogador apenas jogaria caso se sentisse em condições. No domingo subiram 11 jogadores de campo para o aquecimento. Miguel não mostrou dificuldades e, no momento em que os seus colegas se começaram a dirigir para o balneário, foi sujeito a uma rápida avaliação por parte da equipa médica. E se passou o teste... O que já não se compreende é que Trap não tenha procedido à sua substituição. Não pela nova paragem do jogador (se Miguel, durante o jogo, garantiu sempre ao seu treinador que não tinha qualquer problema, deve então assumir a sua responsabilidade pessoal também) mas porque era notório que Miguel não tinha capacidade para travar as investidas de Jaques e Miguelito. E no banco encontrava-se um lateral direito de raiz... 3- Trap fez apenas uma substituição. A óbvia, apesar dos assobios (ainda hoje me faz extrema confusão que muitos adeptos afirmassem à saída que o Benfica empatara por ter abdicado do esquema de 2 pontas de lança?! terão passado o resto do jogo a dormir?). O meio-campo estava completamente perdido, nem destruía nem construía, e era urgente reforçá-lo. Trap optou por retirar Karadas, o que se compreende já que o jogador se encontrava amarelado. Mas fazer entrar Bruno Aguiar? Porque não Zahovic? Não precisava o Benfica de alguém que conservasse a posse de bola e definisse o ritmo da partida (neste caso até convinha ao Benfica uma redução do ritmo de jogo)? 4- Tudo isto me parece bastante estranho... Estará Trap condicionado pelas bancadas da Luz? Tendo em conta o perfil do treinador, custa-me a acreditar... Mas lá que parece... É que, curiosamente, Za e João Pereira estão entre os jogadores mais contestados pela massa critica da Luz... Enquanto isso Argel continua titular, com os danos por todos registados, quando o central Amoreirinha ainda não teve oportunidade de actuar, em jogos oficiais, na sua posição de origem...

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Tomo Sokota. Cada vez pior! Pode agradecer a Luisão e Miguelito o facto de ter marcado um golo... Continua a recuar à área de Moreira para ajudar na defesa dos cantos. Mas para quê? Voltou a falhar na marcação ao seu oponente (tal como acontecera na época passada em diversas ocasiões) sendo totalmente responsável pelo primeiro golo do Rio Ave.

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Terça-feira, Novembro 23, 2004

 

Alguém aprendeu a lição... mas não foi Trap. É certo que Sokota surgiu ligeiramente recuado, tentando funcionar como pivot - segurando a bola para as subidas de Manuel Fernandes e Petit ou tentando servir os jogadores nas alas - mas o Benfica revelou os mesmos problemas dos Barreiros na construção de jogadas. Na primeira parte valeu Simão ao Benfica e foi por sua inteira responsabilidade que o Benfica conseguiu manter a partida relativamente equilibrada - 3 golos em 5 jogadas de perigo, todas com participação directa do extremo. É que ao intervalo já era notório que o melhor futebol praticado era o do Rio Ave. Carlos Brito deve ter visto o jogo da Madeira com bastante atenção. É que a sua estratégia só não deu frutos mais cedo porque Evandro e Gaúcho não pareciam muito dispostos a jogar à bola naquela noite. Os 3 avançados estavam lá (embora mais assumidos a partir do intervalo) e, contrariamente ao que o posicionamento no pontapé de saída indiciava, o Rio ave não se apresentava com 5 defesas. Com os laterais a funcionarem como autênticos médios, e visto que as subidas no terreno de Mozer não eram acompanhadas por Sokota (nunca faltou ao Rio Ave uma opção para circular a bola sempre que encontrava os caminhos para a baliza tapados...), desfez-se a virtualidade de um meio-campo vilacondense demasiado frágil para Petit e Manuel Fernandes.

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Terça-feira, Novembro 16, 2004

 

A lição da Madeira. A Imprensa e os adeptos benfiquistas exigiram e Trap fez a vontade a ambos. Com custos nocivos para o Benfica. Por mais que custe aos adeptos, com Mantorras e Nuno Gomes no estaleiro, falta complementaridade aos avançados actualmente disponíveis para que o Benfica possa apresentar uma dupla atacante dinâmica e eficaz. Karadas é o jogador com maior capacidade para actuar dentro da área de rigor mas Sokota é demasiado pesado para jogar nas costas do avançado - para mais sendo um jogador que gosta de receber e preservar a posse da bola. Não tem a capacidade de movimentação ou a capacidade de execução rápida de Nuno Gomes, nem apresenta a velocidade e a capacidade de avançar em progressão com a bola que caracterizavam o futebol vertical e explosivo de Mantorras. Para piorar as coisas, a lesão destes 2 jogadores faz com que o Benfica perca capacidade de alterar o rumo dos acontecimentos a partir do seu banco. Na Madeira isso foi notório e Trap só recorreu às substituições devido às lesões de Geovanni e João Pereira. Mariano Barreto escalonou a sua equipa num 4-3-3 bastante móvel (com os laterais a assumirem papel determinante no desiquilibrio de jogo a favor dos insulares) e mostrou toda a debilidade do "Benfica dos 2 pontas de lança". Com Pena entregue aos centrais, limitou a acção dos laterais benfiquistas com a presença de Manduca e Alan. No meio-campo o Maritimo venceu a partida. Colocando 3 unidades no centro de decisão, muitas vezes reforçadas com a presença de um dos extremos, Mariano Barreto forçou João Pereira e Simão, em especial o primeiro, a encostar a Petit e Manuel Fernandes na tentativa de estancar o jogo do Maritimo, libertando Luís Filipe e Eusébio para as acções atacantes. Dirão alguns que a estratégia do treinador do Maritimo seria facilmente desmontável com o "peso" atacante do Benfica, já que jogava em igualdade numérica no seu ataque... Mas regressamos ao problema inicial. Com uma dupla lenta e pouco móvel, é o futebol altamente previsível (e excessivamente dependente do génio de Simão) do Benfica que é facilmente anulável. Os jogos ganham-se no meio-campo e a verdade é que o Benfica, mesmo com actuações exemplares de Petit e Manuel Fernandes, perdeu essa batalha.

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Não foi o resultado do Funchal a ditar a perda da liderança e tão pouco o foi a derrota da Luz frente ao Porto. Foram os empates frente ao Braga e ao Gil Vicente que relegaram o Benfica para o actual segundo lugar.

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Sexta-feira, Novembro 12, 2004

 

GOLOS, GÉNIO E PICARDIAS - OBRIGADO ROMÁRIO! GOLOS, GÉNIO E PICARDIAS - OBRIGADO ROMÁRIO!

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Domingo, Outubro 31, 2004

 

Puxões e agarrões. Há 15 dias, na Luz, Karadas esteve envolvido em dois lances polémicos. No segundo, após agressão de Pepe, viu a sua camisola ser agarrada e quando, já em queda, se agarrou a Pepe foi-lhe assinalada falta atacante. Hoje, Karadas voltou a ser agarrado no interior da área. O árbitro fechou os olhos à acção do defesa gilista mas assim que o norueguês agarrou a camisola do defesa, a falta atacante foi prontamente assinalada. Toda a minha vida ouvi dizer que o árbitro deve assinalar, sempre, a primeira falta existente. Em nenhum dos casos isso aconteceu. A generalidade dos comentários após o clássico da Luz, eos de hoje durante o jogo de Barcelos, defenderam a acção do árbitro por considerarem que os agarrões foram mútuos e em simultâneo. Assim sendo, porque raio se assinalou falta a Karadas em ambos os lances?

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Uma noite para esquecer!

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Sentimentos contraditórios. O empate desta noite é injusto. Mas tendo em conta a forma como o jogo se foi desenrolando na segunda parte, o empate acaba por ter um sabor a vitória. O resultado deve-se fundamentalmente a dois factores: a boa exibição de Paulo Jorge e o deserto de ideias que assolou a equipa do Benfica nos últimos 25 minutos. O Benfica entrou mais expectante mas a partir dos 10 minutos atingiu o controlo da partida. Excepção feita ao excelente remate de Luis Coentrão - com resposta magistral de Moreira - foi sempre o Benfica quem encontrou o melhor caminho para a baliza adversária. João Pereira e Simão movimentavam-se bem na frente de ataque com Nuno Gomes a compensar a total ausência de Zahovic. O golo do Gil acaba por surgir fruto da desatenção dos laterais Amoreirinha e Fyssas. Na segunda parte o Benfica entrou muito bem na partida com João Pereira a jogar mais perto da dupla de pontas de lança municiada por Simão. Mas a entrada do terceiro central na equipa de Barcelos e a sua boa organização defensiva, transformaram o Benfica numa equipa vulgar. Apesar de tudo, a falta de ambição dos gilistas e o anti-jogo que praticaram durante toda a segunda parte, fazem com que este empate seja manifestamente injusto para o Benfica.

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Sexta-feira, Outubro 29, 2004

 

Parece que Roger vai voltar... Para quê?

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Bom senso. Como se sabe, um grupo de associados do Sport Lisboa e Benfica propôs a instauração de um processo disciplinar aos elementos que integraram orgãos sociais do Benfica durante o mandato de João Vale e Azevedo. Não me choca que exista quem queira expulsar Vale do clube. Não sou anjinho para acreditar que tenha sido o único dirigente desportivo do mundo a tirar benefícios financeiros do clube que dirigia, mas a verdade é que nenhum terá roubado tanto e de forma tão descarada com este senhor. E se os estatutos do clube prevêm sanções, avance-se então com o processo disciplinar. No entanto, estender o pedido de expulsão aos restantes elementos da direcção é manifestamente injusto. É certo que nunca iremos confiar em personagens como Mendes Pinto (ex-elemento do departamento jurídico do Benfica recrutado nos escritórios de advocacia de Vale e Azevedo) e Cândido Gouveia (ex-presidente do Conselho Fiscal) mas houve quem imediatamente se distanciasse do ex-presidente após as acusações de peculato terem vindo a público. Foi o caso de António Sala. Outros, após grandes hesitações, acabaram por manter o apoio. Mas nunca foram tidos como beneficiários das artimanhas de Vale. Seria justo expulsar José Capristano que, com maior ou menor competência, integrou diversas direcções encarnadas? Ou José Manuel Antunes, que durante o seu mandato muito lutou contra a extinção de diversas modalidades (e esta era a vontade de muitos elementos da direcção) ? Felizmente houve bom senso da direcção encarnada e esta apresentou uma proposta alternativa à dos associados. Desta forma, apenas o antigo presidente será alvo de processo disciplinar. Como bem afirmou Luís Filipe Vieira, "há aqui homens que nada têm a ver com o desastre que nos afectou".

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Quinta-feira, Outubro 28, 2004

 

Ano após ano, muitos questionam o motivo pelo qual a Amnistia Internacional insiste em colocar o nosso país entre os violadores dos direitos humanos. Há pouco menos de 15 dias a polícia portuguesa teve a gentileza de efectuar mais uma demonstração dos abusos cometidos. Oito agentes são nitidamente insuficientes para proceder à detenção deste perigoso delinquente sem que seja necessário o recurso ao uso da força...

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Segunda-feira, Outubro 25, 2004

 

1 ANO!

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Domingo, Outubro 24, 2004

 

Diabos à solta! Ruud Van Nistelroy e Wayne Rooney colocaram um ponto final na invencível caminhada do Arsenal e os Red Devils parecem regressar à luta pelo título. Estaremos a assistir ao início de uma daquelas recuperações à Man Utd?

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O maravilhoso mundo da Sport TV. Esta época, a Sport TV tem-nos brindado com umas notas de rodapé plenas de fiabilidade, coerência e relevância. Assim, podemos ficar a saber há quanto tempo uma equipa não remata à baliza, há quanto tempo o guarda-redes não dá um peido e há quanto tempo o capitão de equipa não põe em causa a honorabilidade da mãe do juiz de partida. Seguindo o habitual critério, a Sport TV informou-nos, aos 30 minutos da primeira parte, que o Belenenses não rematava há exactos 30 minutos à baliza de Ricardo. Aos 35 minutos de jogo ficamos a saber que ZéPedro, após efectuar o seu segundo remate na partida, é o mais rematador dos Belenenses com 50% do total de remates. Isto para 5 minutos depois a Sport TV nos informar que o clube do Restelo não remata há 40 minutos. Absolutamente fantástico!

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O golão de Karadas não apaga o que até aí se passou. A exibição do Benfica nos primeiros 60 minutos foi deplorável!

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Curiosidades... "... os adeptos do FC Porto chegaram mesmo a ameaçar invadir a zona limítrofe do relvado (...) o aglomerado de adeptos portistas junto ao limite da bancada, nos sectores 27 e 28, escondia, segundo a PSP, uma zona por trás onde se encontravam muitas cadeiras desocupadas. Aliás, é a própria PSP que garante ter registado tudo, tendo anexado as respectivas fotos ao relatório que na quarta-feira foi enviado a Branquinho Lobo, director nacional da Polícia. (...) foram controlados 1797 bilhetes, admitindo-se, porém, que alguns elementos possam ter fugido ao controlo. É o caso de Carolina Salgado e do Guarda Abel, que terão entrado sem apresentarem o bilhete, recorrendo aquele aposentado da PSP a um cartão profissional da corporação e levando consigo a actual companheira de Pinto da Costa." in Expresso, 23 Out. 2004

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Quarta-feira, Outubro 20, 2004

 

SC HEERENVEEN. Na inauguração do novo formato da Taça UEFA, eis que na Luz se apresenta o SC Heerenveen - lê-se Hearrenfean - o "quarto grande" neerlandês logo após os históricos Ajax, PSV and Feijenoord, apesar da pouca expressão na Europa do futebol. O sueco Stefan Selakovic, os ex-PSV Klaas Jan Huntelaar, os ex-Ajax Victor Sikora e Youssouf Hersi além do dinamarquês Lasse Schöne destacam-se numa equipa que no passado sábado derrotou na ArenA de Amesterdão o Ajax. Esquecer Olegários, desastres na Sala de Imprensa e continuar o caminho em frente é a missão de amanhã. Às 21:15 na RTP1.

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Domingo, Outubro 17, 2004

 

Toda a gente viu...

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Segunda-feira, Outubro 11, 2004

 

E o sorteio ditou o Clube Oriental de Lisboa. Ainda ontem, por entre amigos e copos no Bairro Alto, se discutia o futuro do Oriental na Taça e se exprimia o desejo da presença de um grande no Engenheiro Carlos Salema. Os lagartos nem se importavam que fosse o Sporting o escolhido pela sorte. No dia do jogo, o amor pelo clube do bairro falaria mais forte. Mas calhou o Benfica... e na Luz. Há muito que simpatizo com o clube de Chelas, resultado da proximidade da secundária que frequentei durante 5 anos, do círculo de amigos que por ali estabeleci e de uma época fantástica, ironicamente conduzida por Peseiro, que só não resultou na subida à II Liga graças a umas arbitragens habilidosas de final de época que favoreceram o clube do Governo Regional dos Açores. Preferia que o Oriental não se cruzasse nos caminhos do Benfica, ou que a acontecer tivesse a possibilidade de receber o Glorioso no seu estádio, mas não me assola qualquer tipo de dúvida em relação ao desfecho que pretendo. Que siga em frente o Sport Lisboa e Benfica.

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Segunda-feira, Outubro 04, 2004

 

O triunfo da astúcia. Fruto de um fim de semana passado entre o Sardoal e Montargil não me foi possível acompanhar pela televisão o jogo de há 15 dias em Coimbra. Mas os comentários dos radialistas da Antena 1 referiam uma equipa do Benfica que procurava o golo com calma e sem precipitações. Mesmo após o infortunio do penalty falhado por Simão Sabrosa. A semana passada, na Luz, entrou em campo o Benfica habitual. Calmo, circulando a bola, esperando o momento oportuno para atacar as redes de Paulo Santos. O Braga fechava bem o caminho da sua baliza mas não evitou alguns erros que proporcionaram jogadas de perigo para o Benfica. E em duas situações Sokota falhou escandalosamente! (Em fim de semana de reportagens sobre Mario Jardel é caso para dizer que o brasileiro, mesmo gordo, ao pé cochinho e com intenso bafo a cachaça, teria bisado.) Na segunda parte o meio campo do Braga entrou a jogar mais em cima e após 15 minutos de algum equilíbrio o Benfica entrou em desespero e começou a bombear bolas para o seu ataque. Incrível que na segunda parte o Benfica apenas tenha efectuado 3 cruzamentos junto à linha. E dois deles saíram dos pés dos centrais Luisão e Ricardo Rocha. Ontem tudo foi diferente. O Benfica foi sempre uma equipa confiante nas suas capacidades e determinada em vencer a partida. E as oportunidades sucederam-se com Nuno Gomes a mostrar que, mesmo à procura da melhor forma, continua a ser o melhor ponta de lança do plantel encarnado. O Benfica poderia ter perdido a cabeça, como tantas vezes aconteceu noutros estádios e noutras épocas, após aquele penalty ridículo assinalado por Jorge Sousa. Durante dois ou três minutos esse fantasma chegou a pairar sobre o Afonso Henriques mas a serenidade rapidamente regressou à equipa e, mesmo com Palatsi a defender tudo o que provinha de lances de bola corrida, o Benfica continuou a priveligiar a calma e a inteligência na hora de atacar a baliza. E quando já todos se lamentavam da injustiça daquele empate, a bomba de Geovanni veio premiar a astúcia e a paciência dos jogadores e equipa técnica.

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Terça-feira, Setembro 21, 2004

 

JOGAR O SUFICIENTE (não é regra nova). As vitórias em Bystrica e em Coimbra não foram fabricadas com beleza e toques de arte mas também não transpiraram demérito. Futebol feio, eficaz e em luta permanente contra o estado do(s) relvado(s). Não é bom para a vista mas relaxa o coração.

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CAMACHO. Com o balneário indolente não quem resista. O jogo de Leverkusen revelou a incapacidade de Camacho em liderar este Real Madrid, não que seja naturalmente inábil mas porque não tinha o balneário com ele: as estrelas da constelação madridista não gostam de ser substituídas, preferem que lhes não sejam imputadas responsabilidades, escusam-se a cumprir, o próprio Florentino Pérez - em declarações à Cadena Ser - rejeitou assacar responsabilidades ao plantel. O discurso de Camacho é igual ao que produzia na Luz mas foi mal interpretado no Santigo Barnabéu.

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Terça-feira, Setembro 14, 2004

 

FK DUKLA BANSKÁ BYSTRICA. Fundado em 1965, este clube eslovaco é um desconhecido na "nossa" Europa do Futebol - mesmo para jogadores do Championship Manager. Reconhecidos pelos adeptos como Dukla, jogam no Stadio Stiavnicky com capacidade total para 11500 espectadores e situam-se geograficamente no centro administrativo, económico e cultural da Eslováquia. São os nossos adversários "uefeiros" no próximo dia 16, pelas 19:30 e com transmissão assegurada pela TVI.

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SÓ AGORA, NUNO? O regresso à competição de Nuno Gomes aumenta o leque de opções no ataque numa altura em que Tomo Sokota se apresenta, direi, desinspirado. Nuno Gomes, que já não é o rapazinho tímido que saíu do Bessa para a Luz, tem responsabilidades para com o SLBenfica tão só porque é um dos elementos mais experientes do plantel e antigo o suficiente para ter uma palavra a dizer no balneário, no treino ou no jogo competitivo. Uma lesão contraída no decorrer do Europeu infligiu-lhe uma paragem de dois meses, um impedimento normal? Não existem respostas quando se questiona o facto de o jogador ser ou não portador de um plano de recuperação a praticar durante as férias. A prudência manda não retirar conclusões precipitadas mas uma paragem tão longa - com férias pelo meio, repito - permite um sem número de considerações.

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Será verdade? Dizem-me que Jorginho terá assinado com José Veiga, nos primeiros dias de Agosto, um pré-acordo referente à época 2005/2006. Na altura, as prioridades na aquisição de jogadores apontavam para outras posições e o ex-empresário terá preferido esperar pelo mês de Dezembro para então garantir a aquisição, sem encargos, do brasileiro. No entanto, tal como ocorreu há uns anos com João Tomás, o Benfica poderá utilizar o aproximar do fim do contrato com os sadinos para garantir, a um baixo custo, a entrada de Jorginho já na reabertura do mercado. Não gosto muito de especular em torno destes rumores mas a presença da equipa técnica em Setúbal poderá indiciar algo.

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Segunda-feira, Setembro 13, 2004

 

A cultura táctica. Apenas numa situação admito que o treinador seja vaiado: a retirada de campo de um jogador que esteja a efectuar um bom jogo. Como exemplo poderá ser dada a célebre substituição de Edilson por Isaías, efectuada por Artur Jorge na 2ª mão dos quartos de final da Liga dos Campeões frente ao AC Milan. Qualquer outra manifestação que vise o treinador no exacto momento da substituição é prematura. Eu continuo sem compreender estes adeptos que pensam que uma substituição se resume a uma troca directa entre jogadores sem tentar compreender o desdobramento táctico que ela provocará. Há quem diga que as substituições são como os melões. Pela minha parte concordo. Só o desenrolar do jogo a partir desse momento pode esclarecer o grau de acerto das opções de um treinador.

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Este filme não é novo. Época 99/2000, 26ª jornada, o Benfica recebe o Alverca. A meio da segunda parte o Alverca encontra-se a vencer por 2-1 e controla tranquilamente a equipa então orientada pelo alemão Jupp Heynckes. Os adeptos desesperam com a exibição e assobiam. Assobios que subiriam vários tons ao se constatar que Jupp decidira pela entrada de Machairidis, contrariando os desejos de um terceiro anel que exigia a entrada de outro ponta de lança. A entrada do grego trouxe o tal equilíbrio a que Trap ontem se referiu e o Benfica acabou por vencer por 3-2. Mas os adeptos têm memória curta. Tão curta que já nem se lembram da importância que a entrada do Robocop, em substituições exactamente iguais à de sábado, teve em vários jogos da época passada.

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Terça-feira, Agosto 24, 2004

 

A importância de um capitão vê-se em jogos como este. Há anos que o Benfica não tem um capitão capaz de mandar um berro em campo quando as coisas correm mal, um grito que desperte a equipa e reforce a coesão do grupo. Essas historietas da braçadeira para aquele que está há mais tempo no clube, ou para aquele que tem mais influência no futebol da equipa, cheiram a mofo. Já era tempo do Benfica entregar a braçadeira a um verdadeiro líder.

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As opções de Trapattonni. Fui daqueles que no passado dia 10 de Agosto me chateei com a assobiadela a Trap. Compreendo os emigrantes que se mostram sedentos de golos mas às vezes é preciso parar um pouco para pensar. O Benfica havia perdido por completo o controlo do jogo e não era cedendo mais espaço no meio-campo que iria encontrar espaço para servir os seus avançados. Mas hoje julgo que errou. E logo à partida. O erro mais grave foi a inclusão de Argel no onze titular. A exibição no jogo da Luz fora sofrível e contra o Porto acabou por ter responsabilidade directa no golo de Quaresma - como já tivera nos dois golos do Real Madrid ou no golo do Braga, p.e. E a prestação na partida de hoje comprovou mais uma vez que Argel é o pior central do actual Benfica. Por três vezes se viu Paulo Almeida a efectuar cortes ao lado de Luisão. E não foram essas as únicas vezes que a televisão nos mostrou o ex-santista a ocupar o espaço do "guerreiro", perdido sabe-se lá onde. O primeiro golo todos viram: Argel falha na marcação, depois finge que salta, e golo... Mas o momento de glória chegou quando Argel conseguiu a proeza de colocar em jogo um avançado belga... tudo porque se encontrava uns bons 10 metros (julgo não estar a exagerar) atrás da linha defensiva encarnada!!! Outro erro foi a inclusão de Manuel Fernandes, ainda muito verde para estas andanças. Tendo em conta as expectativas criadas por Hugo Broos, Trap optou por resguardar Zahovic de um período em que o pulmão seria parte essencial da partida. A opção não é de todo criticável, embora Za pudesse ser a chave no lançamento dos contra-ataques. Manuel Fernandes nem foi dos piores mas falta-lhe ainda algo para que consiga impulsionar uma equipa num jogo importante como este. Apesar de tudo, o maior erro foi a demora em mexer na equipa. Se se perdoa a manutenção de Argel para não queimar uma substituição com um defesa, Za e Geovanni deveriam ter entrado ao intervalo. Bastava um golo para a passagem mas Trap hesitou, o Anderlecht cresceu ainda mais, e o Benfica perdeu toda e qualquer oportunidade de vir a controlar a partida.

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Frustração... Há 15 dias tudo parecia correr bem após aquela fenomenal biqueirada de Zahovic. O Benfica não fizera uma primeira parte brilhante mas teve apontamentos que deixaram os adeptos optimistas. Ao intervalo, a opinião nas bancadas da Luz era unânime: bastava apertar um pouco com a defesa belga e facilmente surgiriam um ou dois golos. E a primeira movimentação atacante do Benfica ia de encontro às afirmações produzidas. Excelente entendimento entre João Pereira e Zahovic, culminado com remate em rotação de Sokota. O guardião belga afastou para canto e tudo se alterou radicalmente. A zona central da defesa, que já demonstrara alguma dificuldade no primeiro tempo, ruíu por completo e a partir dos 60 minutos, com a quebra física de Miguel, Zahovic e Paulo Almeida, o Benfica perdeu por completo o controlo da partida. No entanto, o resultado manteve-se e ficou bem visível que o Anderlecht não era superior ao Benfica pelo que tudo estaria dependente da concentração e coesão defensiva apresentada no jogo da segunda mão. Pelo meio veio a Supertaça contra o Porto, uma excelente oportunidade de testar a equipa para a segunda mão do apuramento à Champion's. E apesar do resultado adverso, a exibição deixara boas indicações para o jogo de hoje. Isto se nos abstairrmos da habitual pecha na finalização... Mas esses indícios positivos redundaram num absoluto pesadelo! A equipa entrou demasiado nervosa e nunca conseguiu impôr o seu jogo. O pressing nunca funcionou em bloco, a circulação de bola nem sempre foi a melhor e só a espaços se ameaçou a baliza belga. Mas o futebol do Benfica nunca atingiu a estabilidade necessária. Ainda assim, três grandes oportunidades desperdiçadas: duas pelo nervosismo de Carlitos, uma pelo egoísmo de Miguel. A machadada final aconteceu com o primeiro golo dos belgas. Por mais que a esperança se mantivesse, as imagens da televisão mostravam que uma incapacidade gritante em subverter aquele resultado...

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Segunda-feira, Agosto 23, 2004

 

VINGAR '83.

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Terça-feira, Agosto 10, 2004

 

Depois do que viu na pre-época... Será que Amoreirinha não merecia estar hoje no lugar de Argel?

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O duplo-pivot e o extremo esquerdo. O Benfica inicia hoje a época 2004-2005 com Petit e Paulo Almeida no comando do seu meio-campo. Confesso que me tem agradado a prestação do brasileiro. É certo que parece algo pesado e que se movimenta num espaço reduzido de terreno, mas é também verdade que coloca ordem na sua zona de acção, perde poucos lances e mostra-se sempre atento nas dobras aos seus companheiros. Ofensivamente é que não se deve esperar muito dele. Com a bola nos pés a sua primeira preocupação é entregá-la a um criador de jogo e raras são as vezes em que dá mais do que dois toques na bola. Mas se as suas prestações têm sido positivas sempre que é colocado sozinho à frente da área encarnada, o mesmo não acontece quando se vê acompanhado por Petit. A opção até poderia ser interessante frente a equipas que apresentem dois organizadores de jogo, com Petit a pressionar de imediato o primeiro homem e Almeida a marcar à zona o segundo. Mas serão raros os jogos em que o Benfica se depare com tal esquema e isso resultará, não só, numa perda de influência defensiva de Almeida como também originará problemas de construção de jogo ofensivo. O que Benfica necessita em campo é de um jogador que permita a Trapatonni alternar o 4-1-4-1 e o 4-2-3-1 durante uma partida sem grandes problemas. E aqui surge outra questão. O treinador parece decidido em manter a aposta de Camacho de lançar Manuel Fernandes aos poucos para que este atinja a maturidade futebolística sem grandes pressões. E vai daí contrata-se Everson para substituir Tiago. E para quê? Pode ser que se revele um reforço interessante mas... para quê queimar nas alas um jogador que tem feito toda a sua carreira na posição antes ocupada por Tiago? Bruno Aguiar pode não ter a classe de Tiago mas é um jovem trabalhador com bom toque de bola e que demonstra apreciável sentido táctico. Enquanto isso, o Benfica continua há anos sem um extremo canhoto, obrigando-se a inventar soluções sempre que Simão esteja indisponível. Ninguém do Benfica reparou no búlgaro Petrov ao longo do Euro2004?

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Sexta-feira, Julho 30, 2004

 

Regresso ao passado: Anderlecht no caminho do Benfica. Não conheço o plantel dos belgas mas atentendo ao que se conhece do futebol daquele país, poder-se-á dizer que as perspectivas de apuramento para a fase de grupos da Champion's League são muito boas. O jogo trará ainda o aliciante de promover o reencontro entre duas equipas que ao longo da década de oitenta integraram a elite do futebol europeu. O primeiro jogo será disputado em Lisboa a 10 ou 11 de Agosto.

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Segunda-feira, Julho 26, 2004

 

Histórico! Palestinianos representam Israel na UEFA! A notícia não é nova mas só hoje tive conhecimento da mesma. O Hapoel Bnei Sahnin, equipa que representa os palestinianos residentes no estado de Israel, terminou apenas no 10º lugar do campeonato, garantindo à justa a manutenção, mas ao sagrar-se vencedor da Taça de Israel garantiu a presença na 2ª eliminatória de qualificação da Taça UEFA!  

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Domingo, Julho 11, 2004

 

A carreira de Trapatonni. Basta clicar aqui. Com a devida vénia a Luis Freitas Lobo.

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Terça-feira, Julho 06, 2004

 

2004/2005. Campeões? Sim, no final, CAMPEÕES!

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TRAPATTONI. A carreira de um treinador afirma-se, em última análise, pelo curriculum que apresenta. Eu prefiro o futebol jogado a rascunhos num papel e, como referência, tenho a época de 99/2000 da Fiorentina: um futebol seriamente preocupado com a robustez defensiva - o Miguel não subirá tanto como é hábito e o Fyssas estará no Olimpo - mas com ampla liberdade para criar jogo bonito e mortalmente eficaz, sempre com os olhos na baliza. O número 10 será a estrela e os extremos terão a liberdade que merecem. Em Trapattoni eu confio, não tiro o todo por um jogo, não vejo a squadra azurra deste Europeu como espelho do espírito que caracteriza Trap. Estarei cá para apreciar se for, e será, o caso.

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TRAPATTONI. Não é segredo que Trapattoni ama Rui Costa, lembram-se da Fiorentina que foi à Liga dos Campeões em 99/2000? A Viola de Abel Balbo, Batistuta, Toldo, Torricelli, Di Livio e Chiesa. Nessa Fiorentina, Rui Costa era o Rei, acima do homenageado Batigol. Não saía aos 65 minutos como acontecia com Ranieri, não jogava recuado e era o regista que Trap cegamente confiava. Nasceu dessa época um amor nunca renegado, antes renovado em declarações do italiano que precederam em poucos dias o início do Europeu. Trapattoni como novo treinador do Benfica? E que tal Rui Costa de volta? Cansados estamos com as manchetes do Record anunciando a chegada do prometido, preferimos então as certezas à especulação. Mas há uma hipótese não há?

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Domingo, Julho 04, 2004

 

HOJE VAIS DIZER ADEUS COM A TAÇA NA MÃO! OBRIGADO RUI COSTA! "Difícil é encaixar craque numa simples definição. Porque, no fundo, o craque não tem explicação. O craque existe. O craque é. E Rui Costa foi. Ou melhor, Rui Costa ainda é. No futebol a memória pode ser ao mesmo tempo cruel e caprichosa. Há quem da doçura dela jamais se liberte. São os deuses que muitos anos depois dos a deuses continuarão a jogar no frenesim, na nostalgia, no encanto e na saudade das nossas recordações. Com Rui Costa será, certamente, assim. Bastará um clique e ver-se-à aquele pontapé fabuloso contra a Austrália no Mundial de Lisboa em 1991 a tocar de brilho nossos olhos. Ou aquele chapéu de sonho ao guarda-redes irlandês que valeu o acesso ao campeonato da Europa de 1996. Ou aquele rasgo de alma e tiro que pôs Portugal a vencer a Inglaterra por 2-1 nos quartos-de-final deste Euro do nosso contentamento. Três golos históricos, três golos de Luz. Na Luz onde, por ironia do destino ou talvez não, Rui Costa se despedirá da Selecção Nacional. Bonito, bonito seria ele fechar hoje a saga com pontapé que nos levasse ainda mais ao paraíso, não?! Sim, ele vai partir — mas não da nossa memória, muito menos do nosso coração." in jornal A Bola

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O plantel do Euro2004. A tradição diz que no final de cada competição internacional se deve proceder à escolha do 11 ideal. Mas tal opção sempre me pareceu algo redutora tendo em conta que 368 atletas viajaram para Portugal no último mês... Assim, opto por seleccionar um treinador e 23 jogadores, elaborando um suposto plantel ideal. A bold encontrar-se-ão os tais onze titulares. Guarda-redes: Buffon, Van Der Sar e Sorensen. Defesas: Miguel, Ricardo Carvalho, Seitaridis, Fyssas, Dellas, Mellberg, Ujfalusi e Ashley Cole. Médios: Luís Figo, Maniche, Frank Lampard, Thomas Gravesen, Zagorakis, Karel Poborsky e Arien Robben. Avançados: Milan Baros, Wayne Rooney, Ruud Van Nistelroy, Henrik Larsson, Zlatan Ibrahimovic. Treinador: Otto Reaghell

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Sábado, Julho 03, 2004

 

Vergonhoso! De acordo com o Record, o pai de Tiago encontra-se «a ultimar a escolha de um advogado para avançar com um pedido de rescisão por justa causa» alegando falta de «condições psicológicas para continuar na Luz devido às relações deterioradas com Luís Filipe Vieira e José Veiga». Já aqui o disse uma vez: Tiago não tem que se intrometer nos actos de gestão do clube. Se for sócio ou accionista, então que convoque uma Assembleia Geral. Caso contrário, não passa de um simples assalariado. Eu tenho uma secreta esperança que esta notícia não passe de mais uma das invenções do Record. No entanto, reforço a minha ideia que Tiago tem de abandonar o clube. Mas nunca por estas vias. De facto, as relações encontram-se deterioradas mas, nos dias de hoje, por inteira responsabilidade do jogador e das suas declarações. Goste-se ou não de Veiga, confie-se ou não no homemm, ele tratou de enterrar o machado de guerra antes de entrar no clube. E quando viu a frente de batalha novamente aberta garantiu que se a vontade do jogador passava pela saída, o Benfica estaria disposto a deixá-lo seguir desde que devidamente compensado. Se tomar esta atitude o jogador demonstra uma total falta de respeito para com os benfiquistas que sempre o apoiaram e que, mesmo criticando a sua forma de agir, nunca colocaram em causa as suas reservas pessoais perante Veiga.

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Parabéns Fyssas!

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E os gregos ganharam! Acusem-nos de serem defensivos, de praticarem um futebol feio... Eles responderão com desprezo. São de longe a equipa mais bem dirigida neste europeu. Com humildade, vontade, excelente noção táctica e plena consciência das suas limitações, os comandados de Otto Reaghell souberam organizar-se de forma a ultrapassar as dificuldades que se lhes deparavam. Contra os checos, apesar do mau começo, rapidamente alcançaram o controlo da partida. Não chegou para evitar alguns sustos mas foi o suficiente para obrigar os checos a algumas cautelas. No prolongamento surpreenderam, juntando a inicitiva de jogo ao controlo que já exerciam, e depois de dois avisos carimbaram o passaporte para a final. Venham eles! Portugal venceu, justamente, uma Holanda que explanou nos 90 minutos de jogo a inconsistência que vinha apresentando no euro. Notou-se, num ou noutro jogador, algum apagamento individual mas sobressaíu o colectivo, regressou o Costinha que se conhece e ressuscitou um Figo a todo-o-gás! No domingo, estou certo que não se repetirão os erros do Dragão. Scolari foi rápido a compreender a necessidade de Portugal apresentar alas bem abertos. Os gregos são hábeis a fechar os caminhos da sua área mas sem os jogadores portugueses em constante "atropelamento" a sua missão apresenta-se muito mais complicada. Gostava de ver o Postiga a titular. Julgo tratar-se da melhor solução para combater a defesa grega.

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Quarta-feira, Junho 30, 2004

 

RTP1 em Amsterdão. Na terra dos psicotrópicos, um adepto holandês caba de se confessar a Noé Monteiro. Ele deseja que o jogo "goes to penalties and Edwin (Van der Sar) scores with his bare feet!"

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Estão aí as Meias!! Sem grandes surpresas, na minha opinião. Amanhã no Dragão jogarão gregos e checos. Dos primeiros, a generalidade das pessoas pouco esperava. Mas tendo em conta que a sorte lhes reservou a selecção que, de entre aquelas presentes nos quartos de final, em pior forma se encontrava, resultou apenas natural que a boa organização táctica grega fosse suficiente para afstar os gauleses. Frente à Dinamarca, a República Checa entrou mais cautelosa do que o habitual. E assim não foi necessário proceder às já habituais recuperações no marcador. Os dinamarqueses até entraram bem mas, com o passar dos minutos, denotou-se que a alteração táctica provocada pela susência de Sand se revelava prejudicial ao habitual estilo de jogo directo. Os segundos 45 minutos da partida - onde sobressaíram o génio de Poborsky e a classe de Milan Baros - serviram para, mais uma vez, demonstrar que é neste período que os checos se mostram mais fortes. Dos 10 golos marcados, só um não foi marcado no período complementar. Hoje Portugal defronta a Holanda. Holanda que voltou a desiludir, raramente se impondo a uma equipa sueca - com a excepção do trio atacante - nitidamente inferior. Jogo fraco, valeu pelas 4 bolas no ferro e pela emoção dos penalties. Curiosamente, também Portugal se apurou nos penalties. Entraram melhor os ingleses que marcaram após mais um erro defensivo da selecção portuguesa, controlando a partir daí, com relativa calma, toda a primeira parte. Mas a capacidade para controlar a partida esgotou-se ao intervalo. Os ingleses viram-se remetidos ao seu meio-campo e a desorientação atingiu o próprio Erikson. Scolari, bem, apostou tudo e colocou Deco como falso lateral direito. O sueco, que ainda se deve recordar do dia em que entrou em Highbury com uma táctica semelhante - em 91 Paneira foi falso lateral e Rui Costa ocupou o miolo - preferiu reforçar o meio-campo com a entrada de Hargreaves quando poderia ter colocado Dyer de forma a explorar a falta de rotina de Deco naquela posição. No prolongamento Portugal continuou sempre por cima mas os ingleses pareciam retirar forças de um qualquer bolso oculto nos calções. E para garantir que a discussão em torno do jogo continuasse, houve ainda tempo para dois lances polémicos. De um lado, uma bola que parece ter entrado mas cuja repetição nunca surgiu para nos elucidar... Do outro, um golo anulado que deixa algumas dúvidas... Mas o que realmente importa é que, no fim, a festa foi dos portugueses!

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Domingo, Junho 27, 2004

 

O rapaz quer vir? Agarrem-no já!

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Sexta-feira, Junho 25, 2004

 

ESTAMOS NAS MEIAS-FINAIS!!!

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Quinta-feira, Junho 24, 2004

 

EURO 2004 - 3ª JORNADA Em Lisboa houve festa! Apesar de uma exibição aquém do brilhantismo apregoado pela generalidade das pessoas, os jogadores portugueses superaram a Espanha com muita vontade e entrega ao jogo. Entraram melhor os espanhóis, controlando uma selecção portuguesa excessivamente dependente de iniciativas individuais na construção do seu ataque. Mas na frente não era capaz de criar perigo. Tudo por culpa de Miguel e Nuno Valente, irrepreensíveis na marcação a Vicente e Joaquim. Ao intervalo, a minha esperança em ver golos era nula. Felizmente, Nuno Gomes resolveu castigar uma Espanha demasiado expectante. Os minutos que se seguiram foram aflitivos. Os espanhóis vieram com tudo e sucessivos erros de posicionamento da defesa portuguesa iam abrindo as portas da baliza de Ricardo. No entanto, a capacidade individual dos jogadores - destaque para Ricardo Carvalho - superou essas falhas colectivas. Scolari mexeu, colocou dois cadeados à frente da área, e acabou por ser Portugal a terminar em cima da baliza espanhola. No outro jogo a Rússia surpreendeu toda a gente com um futebol rápido e objectivo. Abrandou o ritmo após o intervalo mas manteve o jogo sempre controlado. A Grécia entrou com espírito de treino e só quando se viu na contingência de poder ser eliminada despertou. A segunda parte serviu mais uma vez para mostrar que com Tsartas em campo a equipa grega adquire outra qualidade de jogo. No grupo B, excelente Inglaterra! Não se amedrontou com o golo – outra vez com claras responsabilidades de James – e continuou a jogar calmamente, ciente que conseguiria impor a sua superioridade ao adversário. Rooney voltou a afirmar-se como a grande figura do europeu. A França voltou a desiludir. Torna-se difícil de entender porque uma selecção recheada de tão bons executantes erra tantos passes... O empate colocá-los-ia no nosso caminho – e que bom seria – mas a capacidade individual de Henry acabou por garantir aos gauleses a liderança do seu grupo. No grupo C aconteceu o que toda a Itália temia. Suecos e dinamarqueses proporcionaram um excelente espectáculo de futebol atacante, e de entrega ao jogo, dissipando de imediato quaisquer dúvidas sobre a veracidade do resultado. No entanto, a existir um vencedor, esse teria de ser a Dinamarca, sempre mais perigosa nos ataques à baliza de Isaksson. Indiscutivelmente a melhor equipa do grupo, merecia o primeiro posto. No jogo de Guimarães os italianos tiveram nos primeiros 45 minutos uma prestação miserável. Por sorte o seu adversário era a Bulgária e foi-se aguentando o nulo, apenas desfeito através de uma penalidade bastante discutível. Na segunda parte a Itália surgiu transfigurada, com uma demonstração de garra e personalidade tremenda, e proporcionou-nos um belo espectáculo de golos falhados. Ainda assim marcou por duas vezes. Insuficiente e, para muitos, justo. Talvez para Trappatonni... Nunca para os jogadores que ainda no passado jogo haviam demonstrado a sua superioridade frente à selecção sueca. O grupo D parecia começar bem com a Letónia a ameaçar a baliza de Van der Sar. Mas após esse lance, fechou-se na sua área convidando a Holanda a acampar no seu meio-campo. Percebeu-se que mais cedo ou mais tarde os golos laranja acabariam por surgir. E assim foi. Em Lisboa, os alemães apresentaram as suas duas faces. Primeiro a Alemanha do Bessa, apática e sem ideias, sempre subjugada pelas reservas da República Checa. Curiosamente chegou ao golo através de um grande remate de Ballack. Após o intervalo regressaram mais próximos da equipa que enfrentou a Holanda na primeira jornada. Bom futebol, os checos encostados à sua área e, novamente, demasiadas falhas na finalização. A República Checa volta a recuperar de um resultado desfavorável e demonstra ter no seu banco algumas opções interessantes. De momento, a par da Inglaterra, o grande candidato ao título de campeão europeu.

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Terça-feira, Junho 22, 2004

 

Tamanha estupidez!!! Na madrugada de 19 para 20 de Junho, a SIC-Noticias passava uma pequena peça relativa à concentração skinhead ocorrida no nosso país, alertando para o facto de no cartaz promocional da mesma surgir uma referência à partida entre Portugal e Espanha. Em seguida surgiu Mário Crespo divagando sobre as ligações entre o fenómeno do hooliganismo e os movimentos de extrema-direita, e entre as claques organizadas e esses mesmos movimentos extremistas. A presença de Mário Crespo concede sempre alguma credibilidade e foi com estupefacção que assisti a um comentário oco e descontextualizado, acompanhado por uma sucessão de imagens estranhamente, ou talvez cirurgicamente, seleccionadas. Após alguns segundos de imagens de desacatos em Albufeira, a SIC-Notícias brindou-nos com imagens da claque No Name Boys enquanto se explicava que um dos pontos de ligação a organizações de pendor fascista passava pela utilização das cores do regime de Hitler: o vermelho, o branco e o preto! No fim, durante uns escassos 5 segundos, lá vimos uma célebre bandeira preta ornamentada com a célebre caveira das SS noutro estádio do nosso país e pertença de outro grupo de apoio. Caveiras destas, cruzes celtas e outro tipo de iconografia neofascista polui as bancadas de diversos estádios do nosso país mas o que interessa aos senhores de Carnaxide é uma bancada onde apesar de não ser possível descortinar qualquer referência política, quanto mais nazi, existem as cores vermelha, branca e preta. Ninguém em Carnaxide foi capaz de fazer uma rápida pesquisa na Internet... Ou de ligar ao jornalista do Expresso que há cerca de um ano efectuou uma reportagem sobre a existência de skinheads na direcção de uma outra claque portuguesa... Evitar-se-ia o ridículo. Poderiam ter informado, quer Mário Crespo quer o editor de imagens, que as cores do Benfica são de facto o vermelho, o branco e o preto. Poderiam ter-lhes dito que a claque mais conotada com a extrema-direita a nível europeu, os Ultras Sur, não utiliza o vermelho porque apoia o Real Madrid e não o Sevilha. Ou que os os ultras da Curva Nord do Olímpico de Roma adoptam o azul-celeste porque - espanto! - são afectos à Lazio de Roma.

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Domingo, Junho 20, 2004

 

Portugal nos Quartos-de-Final do EURO2004

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EURO 2004 - 2ª JORNADA O primeiro jogo desta ronda mostrou uma Espanha compacta que compensa a previsibilidade do seu jogo - futebol prioritariamente canalizado pelas alas mas sem grandes variações de flanco - com a criatividade e técnica dos seus jogadores. Os comandados de Saez foram sempre superiores mas a persistencia dos gregos acabou compensada no final dos 90 minutos. De salientar a combinação entre Raúl e Morientes no lance do golo espanhol. No jogo da Luz, Portugal foi um justo vencedor mesmo sem realizar uma grande exibição. Scolari percebeu que não pode deixar as alas abandonadas aos seus laterais e a selecção saíu a ganhar. Com Simão e Figo bem abertos, os laterais russos nunca tiveram hipóteses de subir e criar desiquilíbrios no ataque. Precisamente o contrário do que acontecera frente à Grécia. Essa alteração beneficiou também Deco - teve o espaço que faltou a Rui Costa no Dragão - e em especial Maniche que rubricou excelente exibição. Pena que a jogar contra dez tenha regressado esse tão luso hábito de menosprezar as capacidades do adversário. Felizmente tudo correu bem e Rui Costa, já no final, sossegou todos os que estivemos presentes naquele magnífico estádio. No grupo B a Suiça voltou a mostrar não ter argumentos para este Euro. A Inglaterra, em serviços minimos, controlou com facilidade e atingiu a já esperada vitória. No outro jogo assistimos a uma péssima primeira parte. A Croácia voltava a desiludir enquanto a França demonstrava uma inexplicável falta de vontade em jogar. Na segunda parte essa apatia esteve perto de sair cara mas Tudor e Mornar foram generosos para com os gauleses. O grupo C iniciou-se com a vitória da Dinamarca. Tal como no Suécia-Bulgária, voltámos a ver um jogo equilibrado a meio-campo mas com os nórdicos sempre mais acutilantes junto à baliza adversária. Depois de um período em que a Dinamarca parecia ter a partida controlada, a Bulgária - muito por culpa da entrada de Lazarov - tornou-se mais perigosa mas, após nova decisão polémica de Lucilio Batista neste europeu, perdeu a cabeça e entregou o jogo aos dinamarqueses. No Dragão regressou a Itália que todos conhecemos, marcando o ritmo do jogo e controlando na perfeição as movimentações do adversário. À melhoria da squadra azurra não foram alheias as alterações operadas por Trappatoni. Gattuso trouxe garra e empenho ao meio-campo transalpino enquanto Pirlo garantiu maior fiabilidade na transposição para o ataque. Mas como no melhor pano cai a nódoa, os jogadores italianos acabaram por ser vítimas do seu próprio treinador. Trappatoni partiu a equipa com as substituições efectuadas e os italianos viram-se encostados à sua área. O empate acabou por surgir no momento mais espectacular do Euro2004. De costas para a baliza e com a parte exterior do pé - o que só aumenta o grau de dificuldade da finalização - Zlatan levantou o estádio. O golo da jornada! Os últimos minutos confirmaram que caso a Itália tivesse mantido a aposta na circulação de bola a vitória dificilmente lhes escaparia. No grupo D a Letónia continuou a fazer das suas. É certo que também a Alemanha se conseguiu instalar no meio-campo letão mas as dificuldades de penetração foram bem maiores que as vividas pelos checos. E podem ainda os alemães agradecer o facto de não ter sido assinalado um penalty sobre Verpakovskis bem perto do fim. Sobre o Holanda-República Checa apetece dizer que o número de golos marcados foi escasso. E não seria o empate um resultado mais justo? Talvez. A Holanda ainda não proporcionou aquele futebol espectáculo a que nos habituou mas apresentou um caudal ofensivo bastante assinalável. Para mais o árbitro teve clara influência no resultado ao não assinalar um penalty sobre Van Nistelroy e ao amarelar pela segunda vez Heitinga sem que este tenha feito qualquer falta. Mas a força de vontade e a ambição demonstrada pelos checos após se verem a perder por 2-0 não será merecedora de tamanho prémio? Sem dúvida o melhor espectáculo do Euro2004 até ao momento!

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Sexta-feira, Junho 18, 2004

 

LOGRO. Fernando Roig vendeu Beletti para o Barça e tentou em vão contratar Mario Melchiot ao Chelsea... nos jogos uefeiros contra o Internazionale eis uma alternativa: corre muito, joga nos dois flancos e até tenta o golo. Dá pelo nome de Armando Sá.

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ARMANDO DE SÁ. Ilude com a velocidade que empresta nas subidas pelo flanco todas as deficiências. Armando não marca, não ocupa espaços, não pressiona o adversário directo, esconde-se com frequência das incidências de um despique, vira as costas à bola, alheia-se e desconcentra-se com facilidade, não tem qualidade de passe. Armando irrita facilmente o adepto mais pacífico. Adeus Armando, a mim não me roubas mais a voz.

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Alegria!!! Confirmado em www.villarealcf.es Fichaje de Armando Miguel Correia de Sá 18-06-04. El Villarreal C.F. ha suscrito contrato con el jugador ARMANDO MIGUEL CORREIA DE SÁ, el cual proviene del BENFICA. Su llegada está prevista para el próximo domingo día 20, pasando al día siguiente la revisión médica. La presentación oficial del jugador se efectuará el día 21 a las 19 horas en el estadio del El Madrigal.

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Quinta-feira, Junho 17, 2004

 

EURO 2004 - 1ª JORNADA No grupo A começou mal a selecção portuguesa. Contra uma selecção agressiva a defender, Scolari persistiu no erro de colocar Simão e Figo pelo meio. Com as alas apenas entregues a Rui Jorge e Paulo Ferreira, a selecção nacional foi incapaz de criar desequilíbrios e encontrar espaço para jogar. Na segunda parte, durante os vinte minutos que se seguiram ao penalty, Figo encostou ao flanco direito e Portugal melhorou na organização do seu jogo. Mas com o regresso do “galáctico” ao centro, tudo voltou a ficar confuso e a selecção mostrou-se demasiado dependente das iniciativas individuais de Cristiano Ronaldo. Resultado justo para os gregos que demonstraram bom colectivo e excelente sentido táctico. No outro jogo, a Espanha, com exibição q.b., derrotou uma Rússia que mostrou valer muito pouco como equipa. O grupo B começou com um espectáculo de péssima qualidade. Por parte da Suiça viu-se boa organização táctica mas faltou criatividade e capacidade na zona de finalização. Do outro lado a Croácia revelou-se uma total desilusão com um meio-campo muito dependente das iniciativas de Mornar e uma total descoordenação entre os avançados Prso e Sokota. Lucílio Batista esteve ao nível do jogo, mal. No jogo do dia, a França entrou forte e durante 20 minutos o “benfiquista” Pires foi "dono" do Estádio da Luz. Ainda assim, a defesa da Inglaterra foi-se superiorizando e a partir do golo de Lampard pareceu ter o jogo controlado. Mas o primeiro grande momento do Euro, protagonizado por Barthez, e o golo magistral de Zidane - embora James pareça mal colocado - acabaram por desconcentrar os ingleses. No grupo C o destaque vai inteirinho para a Dinamarca. Com um estilo de jogo simples e vertical, onde impera a rapidez dos seus alas, colocou em sentido uma Itália estranhamente apática e pouco incisiva no ataque. O meio campo transalpino raramente funcionou – só a exibição de Perotta pode ser considerada positiva – e apenas nos últimos minutos, graças ao despertar de Totti, os transalpinos mostraram algum domínio. No Alvalade XXI, primeira parte bastante interessante com Suécia e Bulgária a mostrarem um futebol agradável numa partida marcada pelo equilíbrio. No entanto, eram notórias as diferenças na zona de finalização. Se de um lado Zlatan, Larsson e Ljumberg se mostraram sempre muito perigosos, no outro Berbatov pareceu sempre desacompanhado. Nos primeiros minutos da segunda parte a postura expectante da Suécia parecia abrir caminho ao domínio búlgaro mas na altura certa surgiu Henrik Larsson a concluir dois contra ataques fulminantes. No primeiro jogo do grupo C a surpresa esteve perto de acontecer. A República Checa rapidamente encostou o meio-campo letão à sua área mas não encontrava forma de chegar ao golo. A Letónia deixava 2 avançados na frente mas o máximo que conseguia era ganhar alguns cantos. No último minuto da primeira parte um rápido contra-ataque deixou os checos boquiabertos. Na segunda parte o treinador checo apostou no génio de Poborsky. Ao primeiro ameaço do antigo benfiquista, Milan Baros falhou o golo de forma inexplicável mas à segunda não desperdiçou. A Letónia ainda tentou resistir mas a 5 minutos do final fez-se justiça. Na última partida desta jornada a Alemanha mostrou que está de regresso aos bons momentos e se o treinador Vöeller ainda jogasse talvez o resultado final fosse diferente. De finalização não se pode queixar a Holanda que apesar da fraca exibição viu Van Nistelroy marcar o golo da jornada.

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Terça-feira, Junho 15, 2004

 

FERNANDEZ. Lembrar a Seleccção francesa do México'86 é recordar Platini, Amoros e Giresse o talento e personalidade intratáveis do médio Luis Fernandez. Do Fernandez treinador tenho uma agradável memória dos tempos em que orientou o PSG de Lama, Le Guen, Valdo, Weah e Ginola. E até nem se saíu mal. É candidato ao lugar no SLB? Não me incomoda, até porque nem parece ser primeira escolha. Ontem referiu-se ao SLBenfica classificando-o de clube mítico e entre Eusébio e Mário Coluna, prefere o médio. Também eu.

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E O MISTER? Ao som do despertador abro o olho e ligo o rádio, vejo o teletexto, leio o desportivo em busca da boa nova. A Rádio Renascença não especula, a TSF segue a maralha, o Record fantasia, a Antena 1 procura Fernadez mas ninguém surge na Sala de Imprensa. O mister não aparece mas já era tempo.

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Sexta-feira, Junho 11, 2004

 

Por Bruno Baião! Após a espectacular vitória sobre o Braga por 5-6 (5-3 aos 84 mins) a equipa de juniores A do Benfica conquistou frente ao Porto o ponto que lhe faltava para assegurar o título nacional.

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Vendam-no já! A Bola noticia o interesse de clubes estrangeiros no internacional moçambicano Armando. A ser verdade... porque esperas Vieira?

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O único caminho é a saída! Tiago não mediu as consequências das suas declarações... Ou melhor, mediu-as e bem! Ao criticar publicamente a entrada de Veiga, Tiago não só cria uma frente de batalha com o novo director encarnado como acaba também por colocar em causa a autoridade do presidente do Benfica. Tiago é um extraordinário jogador e a razão até está do seu lado neste diferendo pessoal com Veiga, mas tal facto não lhe dá o direito de se colocar acima do clube e dos dirigentes que foram eleitos pela massa associativa benfiquista. Espero agora que Vieira e Veiga trabalhem de forma acertada tendo em vista a colocação do jogador. Qualquer clube interessado irá agora jogar com o descontentamento do jogador para chegar a um acordo por baixo. Só um excelente Europeu (o que duvido) poderá manter a cotação de Tiago em alta pelo que o melhor será privilegiar um acordo que envolva jogadores. Real e Barcelona pretendem reforçar o miolo e ambos têm boas relações com o Benfica. Será?

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Quarta-feira, Junho 02, 2004

 

Futebol em Barcelona! Em Barcelona a actualidade desportiva é marcada pela remodelação do plantel. Os adeptos mostram-se contentes com as saídas de Kluyvert, Reiziger e Overmars mas temem que o abandono do capitão Cocu afecte a transição para a época que se aproxima. Por estes dias, numa cidade seduzida pelo Brasil e pelo efeito Ronaldinho, falava-se muito da contratação de Luis Fabiano e de Batista. No entanto, a forte concorrencia pelo sevilhista e a sua pouca mobilidade táctica - isto segundo os especialistas dos diários desportivos catalães - terá levado o Barcelona a virar-se para Michael Ballack. A imprensa catalã dá Deco como garantido no clube de Munique e assegura que a vontade do alemão é rumar ao Nou Camp. O mesmo Nou Camp onde sábado se realizou uma festa de homenagem a Hristo Stoichkov. Num encontro onde se promoveu o reencontro entre Johan Cruyff e "Charly" Rexach, Hristo alinhou pelo Dream Team marcando, nos primeiros 10 minutos do encontro, os dois golos que deram a vitória a uma selecção composta por jogadores da selecção búlgara de 94 e antigos adversários como "Bang-Bang" Zamorano, Atilio Lombardo, Roberto Mancini e Davor Suker - autor de um golo.

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Gracias Camacho! Foi em Barcelona, junto à estação de metro Liceu na Rambla, que me foi confirmada a contratação de Camacho por parte do Real Madrid. A notícia já era esperada mas subsistia a esperança que Perez não cedesse às exigências de Camacho. No entanto, é imnpossível não ficar contente com a ida de Camacho para o clube do seu coração. Merece-o! Não porque seja extraordinariamente dotado tacticamente - não o é e errou como todos os seus antecessores erraram - mas pela forma como vive o futebol. É esse o seu trunfo junto dos adeptos. Um treinador com os pés assentes na terra, que não ilude os aficcionados, que garante um bom ambiente no balneário fruto de uma disciplina que não implica uma relação fria ou distante com os seus jogadores. A forma como defende os seus é exemplar. Quantas vezes não vimos o Benfica jogar mal e Camacho veio a terreiro elogiar os seus jogadores? Porque consciente das limitações do plantel privilegiou a atitude. E foram vários os jogos em que foi a entrega dos jogadores a decidir quando tecnicamente tudo lhes saía mal. No início da época foi criticadíssimo por incluir Aguiar no plantel. Hoje existem benfiquistas indignados com a não renovação de Robocop, incluindo muitos que choravam por Ednilson. Acredito que mais tarde ou mais cedo o Benfica iria necessitar de um treinador mais esclarecido tacticamente e com melhores métodos de treino mas para já Camacho era o homem ideal. Revelou sempre uma boa relação com o presidente e um excelente entrosamento com os responsáveis pelo sector de formação, ultrapasou o obstaculo das condições de treino e, importantissimo, ganhou a batalha com os media fazendo-lhes frente sempre que necessário - foi nesta frente que Souness e Heynckes (em especial este) saíram mais chamuscados. Por tudo o que deste ao Benfica, obrigado!

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Quarta-feira, Maio 19, 2004

 

Direito por linhas tortas? III O jogo foi aberto, teve uma excelente primeira parte com períodos de dominío para ambos os lados e oportunidades claras de golo. Nuno Gomes e Deco preferiram o poste, Miguel falhou por milimetros e Derlei, depois de já ter visto Moreira negar-lhe o golo após infantilidade de Armando, voltou a mostrar que gosta de nós. Já a segunda parte foi fraca. Houve o golo de Fyssas numa excelente jogada de entendimento e a bola de Derlei no poste. No prolongamento apenas o golo e pouco mais. Ou seja, 4 claras oportunidades de golo para cada equipa! Tenho para mim que este jogo, como o da Luz ou o de Alvalade, foi de tripla independemente de uns e outros acharem que foram melhores. Não nego que o Porto a partir dos 75/80 minutos foi a equipa que melhor circulou a bola e conseguiu, mesmo com 10, controlar o meio campo, fruto daquele que foi um dos principais trunfos desta época: a condição física. Enquanto no Benfica, Miguel, Luisão, Simão e Tiago rebentavam, os jogadores do Porto pareciam capazes de jogar mais 90 minutos sem qualquer dificuldade! Mas criaram oportunidades de golo? Afirmar que foi o Porto a única equipa a procurar a vitória é desonesto! E para quem costuma dizer que a força de uma equipa de futebol está no colectivo é falacioso afirmar que as exibições de 5 jogadores do Porto, sendo o próprio a afirmar que os restantes 9 estiveram mal, valem mais do que a equipa encarnada... E se Carvalho esteve intransponível, então também o estiveram Rocha e Luisão!

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Direito por linhas tortas? II E siga a festa... Lucílio Batista é caseiro! Foi necessário um jogo disputado em terreno neutro para MST descobrir o que não lhe foi visível há uns meses atrás nas Antas! Começa em grande estilo exigindo um amarelo a Fyssas por falta a matar sobre Derlei. Eu, que até ao momento não tinha conseguido ver um resumo do jogo em nenhum canal nacional, pude constatar na Eurosport que Fyssas se limita a tocar a bola, não fazendo qualquer falta sobre... Deco! No entanto, a razão assiste-lhe no que toca a Petit. Mas repare-se que MST está bem consciente do motivo pelo qual o jogador não foi amarelado. E porquê? Porque todas as semanas vê o seu adorado Costinha a varrer adversários «como se a gravidade das faltas dependesse do momento em que são cometidas». Mas repare-se no caseirismo de Lucílio: berrou com Petit e gesticulou como se fosse o fim do mundo e minutos depois quando, bem, manteve o critério e não amarelou Maniche, que fez o favor de mostrar os pitons a um jogador encarnado, optou por se manter sereno e não lhe dirigir qualquer palavra... O que é certo é que Petit acabou por ver o amarelo num lance banal. Também Sokota se lembrou do caseirismo quando lhe foi assinalada uma falta no interior da área sem que nada tenha feito... E o que dizer da falta que Paulo Ferreira cavou e que originou o golo ao Porto. Terá sido a única? E as duas simulações de Deco, bem assinaladas mas sem sanção disciplinar? Agressões? Viu a de Aguiar mas não viu a de Maniche... E como explica que a de Nuno Valente, a única vista por Lucílio e assinalada, tenha valido um amarelo? Sobre Jorge Costa nada a dizer. Duplo amarelo bem mostrado... mesmo que só tenha efectuado duas faltas. Antes isso do que ver duplo amarelo sem fazer qualquer falta... em dias que o árbitro não é caseiro!

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Direito por linhas tortas? I A semana já tinha começado mal, porque não terminá-la da mesma maneira? MST, visivelmente incomodado por ter perdido para uma equipa que merece a Liga de Honra, voltou a demonstrar a razão de se afirmar imparcial e coerente em matéria futebolística. O colunista, opinador, articulista... o que lhe queiram chamar, resolveu menorizar a conquista da Taça por parte do Benfica utilizando o argumento de que o Benfica terá jogado sempre em casa. Quase acertava... não fosse o facto de o Benfica se ter deslocado a Coimbra para eliminar a Académica. Queixa-se depois que o Benfica até ficou isento numa eliminatória. Eu compreendo-o na perfeição. Contrariamente ao seu clube, o Benfica há anos que não era bafejado por tamanha sorte. Tenho puxado pela memória e não me recordo de uma única época em que tal tenha acontecido. Na ânsia de dramatizar a questão, MST troca os pés pelas mãos e até consegue ver o Porto a disputar uma eliminatória no Bessa... E coitadinhos... Enquanto ao Benfica só saíam equipas medíocres da Superliga, o seu Porto teve de defrontar nas Antas essa temível potência que dá pelo nome de União Desportiva Vilafranquense...

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Terça-feira, Maio 18, 2004

 

E agora? Descobri cá por causa o Correio da Manhã de domingo e encontrei na sua pág.45 o artigo semanal de Rui Santos. Como ultimamente ando bem disposto, resolvi abraçar o masoquismo e passar os meus olhos pela sua prosa. E o que se descobre no lado direito? O "Quadro de Honra" onde o jornalista atribui ao capitão Hélder Cristóvão o sinal menos sob o título "Já chega de utilizar Fehér"... A determinada altura escreve "Entendia-se e aceitava-se que os seus companheiros, naquele momento, se juntassem dentro do campo para lhe prestar homenagen." E agora não? Então porque diz que a morte do jogador foi "demasiado brutal para cair no esquecimento"? No domingo, depois de entregue a Taça, Hélder não se conteve e as lágrimas escorreram pela sua face. Para o sr. Rui Santos não terão passado de lágrimas de crocodilo e é bem provável que para a semana o capitão regresse à sua coluna com mais um sinal menos...

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«Eu sou fodido!» Nunca um golo do Benfica frente ao Porto foi por mim celebrado de forma tão calma! Um simples erguer de braços acompanhou o alargar do meu sorriso enquanto contemplava os saltos, os abraços e toda a euforia que percorria a cabeceira sul do Jamor. Estava ganho! A gargalhada chegou então com um sms de proveniência lagarta: "O Simão festejou o golo e ao passar pelo banco do porto dizia..." A vitória estava garantida!

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Segunda-feira, Maio 17, 2004

 

FESTA NO MARQUÊS DE POMBAL Milhares, muitos milhares de benfiquistas pintaram de vermelho a artéria Rossio-Restauradores-Marquês de Pombal. A Festa, em versão longa, durou até às tantas numa noite quente como se de Verão se tratasse e não se limitou a Lisboa, tingiu todos os pontos de um território. Uma Festa nacional, retumbante e que peca por tardia. é só uma taça? É a Taça! ps. Uma lagarta em festejos mas que não se safou de ouvir a uma só voz a entoação GEOVANNI ALLEZ!

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Domingo, Maio 16, 2004

 

SABES PERDER? Sabes Mourinho?

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É NOSSA! Gostaste Lucílio, gostaste?

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Sábado, Maio 15, 2004

 

Faleceu Bruno Baião! Pela segunda vez no espaço de 6 meses, a notícia que ninguém gosta de receber... Nestas alturas costuma-se dizer que tudo passa para segundo plano mas seria bom que amanhã acontecesse o contrário. Para que tanto o Bruno como o Miki possam ser celebrados e homenageados com uma vitória. Por eles, amanhã a uma só voz: Força Benfica!

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De facto, a estúpidez não tem limites... Depois do sr. José Marinho ter afirmado, aos microfones da Sport TV, que a equipa do Benfica possuía uma defesa (a 2ª melhor do campeonato) que jogaria para não descer, MST brinda-nos com mais uma pérola dos seus conhecimentos futebolísticos: "olho para a equipa do Benfica e vejo cinco ou seis jogadores titulares que não têm categoria para jogarem em nenhuma equipa da SuperLiga"

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Faltam 24 horas!!

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Sexta-feira, Maio 14, 2004

 

Diz Leonor Pinhão (e diz muito bem!). "Lucílio Baptista vai ser o árbitro da final da Taça. É o melhor árbitro português a apitar no estrangeiro e um dos mais irregulares e polémicos a apitar em Portugal. Em 34 jogos da SuperLiga, o FC Porto apenas em um se queixou da arbitragem. Precisamente, de Baptista no jogo em Alvalade. O mesmo árbitro apitou com sobredose de caseirice as duas últimas viagens do Benfica às Antas e esteve em foco no último Sporting-Benfica ao fazer vista grossa a uma grande penalidade a favor do Benfica. O que vale é que Geovanni o redimiu. Poderia outro árbitro apitar a festa do Jamor? Normalmente, o árbitro da final seria Martins dos Santos, por estar em final de carreira. Mas depois de O Comércio do Porto ter revelado, surpreendentemente, que nas escutas telefónicas da operação Apito Dourado foi «apanhada » uma alegada conversa entre Pinto da Costa e Pinto de Sousa em que o primeiro sugeria ao segundo a nomeação de Martins dos Santos para o Rio Ave-FC Porto dos quartos-de-final da Taça de Portugal, era muito difícil apostar nessa nomeação para o próximo domingo. Se a notícia é verdadeira ou falsa, só a PJ saberá. Verdade é que Martins dos Santos dirigiu o referido jogo e, segundo a apreciação deste jornal [ndr. Jornal A Bola] ao seu trabalho, entrou «a matar» sobre os vila-condenses e «embora não tenha marcado nenhum golo pelos portistas, marcou bem o conjunto do Rio Ave e influenciou o jogo». A época vai terminar. Em beleza?"

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Quinta-feira, Maio 13, 2004

 

Não se pode repetir!!! Cerca de nove horas para adquirir o rectângulo mágico para o Jamor num cenário confuso onde polícia, adeptos e direcção encarnada partilham culpas! Passavam poucos minutos das 5h da manhã quando estacionei o carro junto ao showroom do Estádio da Luz. Antes de me dirigir para a fila desci até ao showroom, cuja porta a direccção encarnada deixou aberta durante a noite para que as pessoas tivessem acesso às máquinas de café, bebidas e chocolates. Na escadaria entre 100 a 150 pessoas dormiam. Voltei para cima e coloquei-me na fila, convicto que o mais tardar às 10h30 (as bilheteiras abririam às 10h) estaria despachado. Á minha frente encontravam-se não mais de 250/300 pessoas. No entanto, tal não aconteceu. Quando cerca das 10 horas cheguei ao topo das escadas, o escasso número de pessoas tinha-se multiplicado e ultrapassavam largamente o milhar... Grupos que antes tinham 3/4 pessoas eram agora de dezenas e era claro que centenas de pessoas se tinham infiltrado na curva aproveitando a distracção dos restantes. A falta de civismo dos portugueses vinha ao de cima e tornava-se visível que nem o espaço de venda era o mais indicado, nem a direcção encarnada se preocupara o suficiente com a organização do mesmo. Polícia então nem vê-los... Às 10h10 chegaram 2 agentes que tentaram colocar ordem junto à entrada do showroom e já perto das 11h chegaram mais 10 efectivos que se colocaram estrategicamente junto ao portão das escadarias e no topo das outras escadas por onde saía quem já detinha o(s) bilhete(s). Entretanto eram 11h e corriam os primeiros boatos que os bilhetes de 20€ se encontarariam esgotados. Estranho? Não se considerarmos o número impressionante de pessoas que chegava com 100/200 cartões de associado nas mãos. É compreensível que responsáveis pelas Casas do Benfica espalhadas por esse país, e que tanto trabalham em prol do Benfica, adquiram o maior número de bilhetes possíveis para aqueles que não têm hipótese de se deslocar à cidade de Lisboa a meio da semana, mas não se admite que os responsáveis da Benfica Estádio não definam um limite máximo! Entretanto, quem esperava divertia-se como podia... Fosse gozando com aqueles que tentavam aldrabar o polícia do portão (ele era a camisola que ia comprar, ele era as quotas que tinha por pagar) para chegar ao tão ansiado bilhete, fosse com a própria polícia que cerca do meio-dia começou a descarregar grades que, obviamente, àquela hora de nada serviram... E foi a partir deste momento que se começou a perder a paciência! O espaço entre o showroom e o portão ia ficando cada vez mais desimpedido e a polícia divertia-se com o teste de paciência que ia fazendo aos adeptos. Desci até junto do portão onde pedi a um dos agentes que chamasse um responsável da Benfica Estádio. O dito foi-me ignorando até que lhe perguntei "se estava a gozar com a minha cara". Respondeu então que não tinha rádio e depois de esclarecido que não era com o seu superior que queria falar mas sim com um responsável do Benfica, disse-me que nenhum dos efectivos ali presentes, incluindo os dois que afastados se encontravam em amena cavaqueira, se podia afastar do portão, acrescentando que não fazia parte da sua função ir chamar pessoas... Voltei para o meu sítio onde permaneci imóvel durante 1 hora e meia enquanto um responsável da polícia à paisana descia e subia sem dar qualquer ordem efectiva e centenas de pessoas iam descendo pelo lado esquerdo da escadaria (a fila encontrava-se junto ao muro do lado direito) aglomerando-se junto ao portão e passando à frente de todos sem que a polícia tomasse qualquer tipo de medida. E pior, continuou a ignorar os protestos dos presentes só se movendo quando já de todo o lado choviam insultos às suas pessoas. Confesso que nunca na minha vida estive tão perto de ir preso... O que é certo é que a partir de então, talvez com medo que das palavras se passasem a actos, lá começaram a tentar organizar as coisas. E perto das 14h eu, e as cerca de 30 pessoas com quem desde as 5h da madrugada partilhava a fila, lá consegui passar o portão com o aviso que apenas restavam 1000 bilhetes. Enquanto aguardava a entrada no showrom tive então a oportunidade de falar com o senhor Carlos Colaço, responsável da Benfica Estádio, que se desresponsabilizou do caos instalado com o argumento que do portão para cima a responsabilidade era da PSP, visto tratar-se de um espaço público, salientando que a direcção encarnada pedira a sua presença para as 7h da manhã. Daqui se retira que há uma total falta de sintonia e estratégia entre ambas as entidades e que, como habitual, quem se lixa é o povinho... Antes de terminar queria sublinhar que às 11h já se encontravam candongueiros em plena actividade!

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Quarta-feira, Maio 12, 2004

 

Quem é António Simões? Elucide-se então o presidente leonino. António Simões era um jovem de 15 anos quando começou a treinar em Alvalade. No entanto, os dirigentes leoninos, como costume nessa época, demonstravam alguma hesitação em pagar ao Almada o valor pretendido pela transferência. Surgiu assim o Benfica, ciente do valor do jogador, disposto a pagar os 50 contos exigidos. Assegurou-se assim a contratação de um dos melhores extremos canhotos do nosso futebol. O palmarés do desconhecido atleta: 1 Taça dos Campeões Europeus, 10 Campeonatos Nacionais, 4 Taças de Portugal e 46 internacionalizações pela selecção principal, tendo participado na melhor prestação internacional de sempre da nossa selecção: o 3º lugar no Mundial 66.

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Última nota. Ficava-lhe bem admitir, já que é tão lesto a acusar os outros de facciosismo, que Moreira foi o melhor guarda-redes do campeonato ao invés de salientar a sua dúvida entre ele e Baía. Se a diferença de qualidade da defesa que o protege não é suficiente para o ajudar a decidir, reveja os jogos de Alverca, Choupana ou Barcelos...

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"O FCPorto ganhoumais um título nacional no andebol. A juntar aos do futebol e de básquete, já garantidos. E ainda tem o hóquei em patins, onde depende apenas de si próprio para ser também campeão: as quatro principais modalidades profissionais entre nós." Para rir... Começando pelo hóquei em patins: o Porto, que é patrocinado pelo município de Gondomar, encontra-se na 2ª posição do campeonato. Quanto ao basquete o Porto ainda se encontra a disputar a meia-final dos playoffs com o Belenenses, encontrando-se a mesma empatada. O articulista diverte-se depois a desconsiderar uma modalidade que bate qualquer uma das 3 atrás mencionadas, seja em número de adeptos, seja em audiências. E acrescente-se que a nível de selecções só perde para o histórico hóquei em patins (homenagem seja feita à modalidade que, a par do atletismo, mais títulos ofereceu ao nosso país) E lembre-se: o Futsal é uma modalidade profissional!

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"o galáctico Real Madrid, a melhor equipa de futebol jamais reunida, soma a quarta derrota consecutiva e, em pleno Chamartin, despede-se do campeonato, depois da Taça e da Liga dos Campeões. Nunca alguém prometeu tanto para cumprir tão pouco." Fico feliz por constatar que os meus escassos 24 anos de idade são por demais suficientes para escapar a manobras de marketing... Não deixa de ser verdade que, tomando como partida essa mesma manobra de marketing, o Real ficou aquém do que prometera mas... a melhor equipa de futebol jamais reunida? E já agora uma correcção: a FIFA não tem qualquer ranking oficial de clubes!

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"uma pergunta aos especialistas: quando falam num penalty contra o Porto que ele não marcou, por agressão do NunoValente a um adversário, poderia haver penalty com o jogo parado e a bola fora, à espera da marcação deumcanto?" Curioso... Só foi possível visualizar o lance através de uma repetição, e sem noção exacta de quando ocorrera, mas parece que um passarinho por ele treinado lhe confidenciou a verdade sobre este lance. Pôde assim apregoar mais uns quantos falsos moralismos na direcção dos jornalistas espanhóis... O Porto venceu a eliminatória de forma justa e nas Antas até lhe viu um penalty negado. Precisa o adepto "imparcial" de colocar falsas questões?

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Cuidado! Sucesso mal digerido pode toldar-lhe a inteligência!

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Terça-feira, Maio 11, 2004

 

Outra vez??? Acabadinho de chegar a casa recebo a notícia que o jovem Bruno Baião se encontra hospitalizado devido a uma paragem cardíaca... Numa altura em que muito se vai falar de novos reforços para o Benfica apetece dizer que mais vale contratar um bruxo... Força Bruno! Resiste!

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Segunda-feira, Maio 03, 2004

 

"OUTRA VEZ, OUTRA VEZ, CABEÇUDOS EM ALVALADE OUTRA VEZ"

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Pois é! O Sporting foi pressionante na primeira parte. Ganhou vários cantos, tentou a finalização de segunda linha e soube explorar as dificuldades de Armando. Mas encontrou no outro lado algo que lhe tem faltado: um guarda-redes decisivo! No entanto, os jogadores do Benfica, num jogo difícil e em que quase sempre as coisas lhes saíram mal, ainda conseguiram mostrar os dentes. Miguel, Petit e Sokota cheiraram o golo... Na segunda parte o Sporting foi mais inconstante na abordagem do jogo. Tinga ainda rematou forte mas à figura de Moreira. Chegou então a vez de Camacho, inteligente a gerir a incapacidade de Santos e um meio-campo amarelado. Barbosa e Polga negaram o golo a Aguiar e Tiago mas Geovanni largou a bomba!!

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O baile dos cabeçudos!

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Domingo, Maio 02, 2004

 

É BIOLÓGICO. PUERIL? Começa sempre da mesma maneira, um friozinho no estômago, arrepios estranhos, desatenções, assomos de adrenalina incontroláveis. A conversa e os pensamentos vão ganhando um sentido que atinge o auge e clarividência na sexta-feira precedente ao... mas o que é que se passa?, duas vezes ao ano, que se passa afinal? Nervos, nervos mal disfarçados, nervos porque nunca mais começa. Começa em pequenino mas o puto não sabe o que são manifestações nervosas na sua pessoa. Continua na adolescência, rompe a idade a adulta - gritos, apetece gritar na rua. Mas o que é, que se passa? Um médico talvez ajud... nah qual médico. Não quero médico! Quero o Glorioso e hoje é dia de derby!

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Sexta-feira, Abril 30, 2004

 

ERRAR É HUMANO. Bem a propósito do anterior post do Quetzal, uma réstia de prosa de Leonor Pinhão centrada na figura pouco lúcida de Lucílio Baptista, o juiz designado para o derby. Ora atentem: Lucílio Baptista foi nomeado para dirigir o Sporting-Benfica. Este ano esteve já presente em dois clássicos: no FC Porto-Benfica, onde anulou escandalosamente uma jogada de golo a Sokota, e no Sporting-FC Porto, onde conseguiu marcar duas polémicas grandes penalidades a favor dos donos da casa. A última vez que apitou um Sporting-Benfica foi em 2000, quando ao Sporting bastavam os três pontinhos para fazer a festa do título. Foi uma noite inesquecível. Baptista descortinou 156 faltas à entrada da área do Benfica mas André Cruz estava extenuado de marcar tantos livres e não atinou com a baliza. Depois não viu uma grande penalidade cometida por Toñito sobre Nuno Gomes e, nos instantes finais, lá teve a coragem de marcar um livre contra o Sporting. E Sabry provou que, se errar é humano, acertar é uma experiência muito mais transcendente.

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Quarta-feira, Abril 28, 2004

 

O árbitro. Lucílio Batista tem sido presença regular nos derbies embora tal regularidade nem sempre se extenda aos seus julgamentos. Para a história fica a arbitragem no 1º Troféu "O galo na minha cabeça é maior que a dos cabeçudos!", em que a equipa sportinguista foi claramente prejudicado pelo juíz de Setúbal. O Benfica venceu por 0-1 num golo de Sabry resultante de um livre directo erradamente assinalado. Também André Cruz se pode queixar da actuação de Lucílio. O esforço do brasileiro foi levado ao extremo por culpa de um excessivo número de livres directos assinalados à entrada da área benfiquista. Consta que nesse dia terá perdido cerca de 5 Kg e jurado nunca mais disputar uma partida arbitrada por aquele senhor!

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Querem bilhetes? Vão a Alvalade! Após terem, mais uma vez, revelado a face hipócrita da sua diferença com os preços exigidos para o derby de Alvalade, os betinhos dirigentes do pullover de malha voltam a ignorar a lei ao decidirem enviar para a Luz cerca de 1700 bilhetes (ainda menos do que os que enviaram para as Antas). A direcção do Benfica respondeu de forma acertada, sem recurso a peixeiradas e recusando a recepção dos bilhetes.

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Quinta-feira, Abril 22, 2004

 

REVOLUÇÃO DE ABRIL. Segundo o site Portugal Diário e a edição de hoje da revista Visão, o Presidente do FC Porto Jorge Nuno Pinto da Costa e o ex-Presidente do Sporting CP José Sousa Cintra estão implicados e pronunciados na Operação Apito Dourado. Em causa estarão favorecimentos de Valentim Loureiro a Pinto da Costa relacionados com processos na Liga de Clubes e a Sousa Cintra que o implica em favorecimentos a obras no Estádio do Bessa.

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Terça-feira, Abril 20, 2004

 

VALENTIM, VALENTÃO. Segundo a TSF, citando a TVI, o Presidente da Liga de Futebol Profissional Major Valentim Loureiro foi detido esta manhã. A causa provável da detenção é "suspeita de tráfico de influências na arbitragem". Pinto de Sousa, Presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, também foi visado na operação singularmente baptizada de "Apito Dourado" conduzida pela Polícia Judiciária a mando do Ministério Público. Faltará outro pinto? Ele há Adriano, ele há Lourenço, ele há Jorge Nuno. Ou neste fumo todo não há fogo?

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"AQUELE PENALTY, VELOSO, QUE PENA!". O último grande capitão do SLB abriu o o baú à Pública e assinalou na sua longa carreira os jogos que mais o marcaram e até nem custa adivinhar quais: a final da Taça do Campeões Europeus'88 no Neckarstadion frente ao PSV Eindhoven e a meia-final na Luz contra o Marselha, também para a Taça dos Campeões Europeus mas na edição 89/90. O penalty defendido por Van Breukelen e a mão de Vata. Nesta entrevista, António Veloso não esquece o génio de Maradona e descreve-o como "um jogador tremendamente difícil de controlar: pequenino, com muita velocidade, grande rotação, técnica genial.". A ler.

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Segunda-feira, Abril 19, 2004

 

MARADONA. O melhor jogador de todos os tempos, está internado e sob prognóstico reservado na Clinica Suizo Argentina em Buenos Aires. Segundo o diário argentino Clarín, Diego Armando Maradona esteve de manhã a festejar com os adeptos a vitória do "seu" Boca Juniors e foi só após o final do encontro que ao sentir-se indisposto e aconselhado pelo seu médico, que se deslocou à clínica onde viria a ficar internado. Com 43 anos, Maradona cumpria um processo de desintoxição em Cuba e supeita-se que tenha sido uma crise cardíaca a empurrá-lo para os cuidados intensivos. Deste canto do Mundo um desejo de fã: que El Pibe ultrapasse em corrida, drible com nó cego os ventiladores respiratórios e marque o golo que o levante para uma vida de melhor qualidade. Esse coração ainda aguenta Maradona!

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Domingo, Abril 18, 2004

 

SPORT TV. Nervosismo no café pois pouco passava das 18:45 e a Sport TV não se prontificava em continuar a emissão a partir do novo estádio de Braga. A razão? Defrontavam-se duas equipas azuis no playoff da Taça de Portugal de basquetebol, disputavam-se os pontos que garantiam uma presença na final. Mas António Costa ia dar o apito inicial e isso do básquete não tem o SLB envolvido pois não? Então é melhor agradar aos assinantes e abandonar os azuis e os adeptos das modalidades secundárias dos não mencionados clubes. Agradar? Sim, se a maioria dos adeptos de futebol é benfiquista e o canal é suportado pelos assinantes, é fazer as contas...

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EM ALVALADE? AINDA MELHOR! Adivinhando em desejos um resultado favorável ao Boavista, vi o SLB golear o Braga num característico café do Bairro Alto e do mais velho - no alto dos seus 72 anos - ao jovem que aparentava uns 25 anos garantia-se a vingança no Alvalade XXI. Para nós naquele café, o 2º lugar é nosso e vai ser-nos pomposamente entregue no reduto lagarto, com competência e sem necessidade de truques como sucedeu na visita do SCP à Luz na primeira volta. Vão ser-nos restituídos os pontos sonegados por Vossas Senhorias no único local aceite por uma unanimidade quase assustadora, no caso até dispensável: o Alvalade XXI, digno sucessor do José de Alvalade, que goza do estatuto de segunda casa da agremiação benfiquista. A História não me desmente.

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Sábado, Abril 17, 2004

 


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Terça-feira, Abril 13, 2004

 

Muito estranho... Roque Junior não vem (ainda bem, digo eu...) Mas continua a causar estranheza o facto da informação avançada por O Jogo e por A Bola ser igual. Quem é a fonte? Ou melhor, que intenções tem? Minar o trabalho de Vieira ou descredibilizar a Imprensa para resguardar o trabalho do mesmo?

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Segunda-feira, Abril 12, 2004

 

O defeso está à porta. Com o 2º lugar dependente de possíveis tropeções do Sporting e a final do Jamor ainda longe, inicia-se o ritual especulativo anual em redor da formação do plantel benfiquista para a época seguinte. Prova disso são as capas de hoje do jornal A Bola e O Jogo. A fazer fé no que se escreve - e a informação de ambos os jornais é idêntica, o que aponta para a mesma fonte - Roque Junior será o segundo reforço encarnado para a época 2004/2005. Tomando esta informação como verdadeira, o plantel conta de momento com 18 jogadores. São eles Moreira, Bossio, Miguel, Luisão, Roque Junior, Ricardo Rocha, Fyssas, Paulo Almeida, Petit, Tiago, Manuel Fernandes, João Pereira, Geovanni, Simão, Nuno Gomes, Tomo Sokota e Pedro Mantorras. Este número poderá crescer com a entrada do extremo Carlitos e a promoção do ponta de lança Manuel Curto. Ainda assim, aguardam-se o regresso de Quim e Rui Costa às manchetes, tal como de dezenas de laterais - cuja maioria não corresponderá ao perfil de reforço avançado pelo próprio jornal. E não nos esqueçamos dos avançados, essa figura que garante sempre número extra de exemplares vendidos. O Record já fala em Adriano e não deverá perder tempo em avançar com a hipótese Douala ou em recuperar o nome de Jorginho.

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Segunda-feira, Março 29, 2004

 

PARABÉNS RUI COSTA.

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Sexta-feira, Março 26, 2004

 

Nunca por aqui se falou de Futsal. Nem quando o Benfica garantiu a dobradinha, nem quando garantiu a presença na final da UEFA FUTSAL CUP. E tão pouco se falou de qualquer outra actividade desportiva que não o futebol dos grandes estádios. Hoje vou abrir uma excepção. O Benfica acaba de ser penalizado com a perda de 7 pontos devido à presença irregular do seu preparador físico no banco de suplentes. Entretanto, o Sporting, pelo segundo ano consecutivo, utilizou um jogador de forma irregular e, pelo segundo ano consecutivo, foi ilibado de qualquer responsabilidade graças à acção da Associação de Futebol de Lisboa. Uns são filhos, outros enteados...

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Falar agora é fácil... O Benfica fez uma excelente primeira parte! Sem precipitações, foi circulando a bola de forma calma e eficaz, esperando o momento oportuno para atacar a baliza de Toldo. E as oportunidades lá foram surgindo por intermédio de João Pereira, Zahovic, Armando e Nuno Gomes (2 vezes) Mas, como de costume, falhou-se mais do que o permitido... Chegámos então ao minuto 45 e a equipa encarnada vacilou. A forma como Karagounis serpenteia no interior da área é INADMISSÍVEL! Chegávamos assim ao intervalo. Na 2ª parte as coisas não correram conforme desejado por todos e as individualidades do Inter acabaram por fazer a diferença. Quem culpar? Hélder não jogou e Nuno Gomes fez uma grande partida... Culpe-se então o espanhol... Essa fraude! Não mexeu na equipa ao intervalo... Que vergonha! O Benfica jogava bem, liderava a eliminatória e o gajo não mete o Sokota? Realmente um tontinho...

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Quarta-feira, Março 24, 2004

 

Planeta do Futebol. O jornalista Luís Freitas Lobo também já anda pela rede. Altamente recomendado!

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Sexta-feira, Março 19, 2004

 

10 de Junho de 1997: a última final. A vitória sobre o Porto (golos de Valdir e Edgar) na meia-final da Taça, aliada ao facto do Benfica ser o detentor do troféu, gerou enorme expectativa entre os adeptos. No entanto, o ambiente no balneário não era o melhor. Damásio insistia no apoio a Manuel José contra a vontade da maioria do plantel e o conflito entre o treinador e o médico Bernardo Vasconcelos intensificava-se. E apesar da vontade dos adeptos e de alguns directores do clube, Manuel José já comunicara a Valdir e a Amaral a sua dispensa. O Benfica entrou mal. Logo nos minutos iniciais, Preud’Homme cobriu de forma deficiente a zona central da sua baliza e Sanchez fez o 1º golo de livre directo. A equipa de Mário Reis optou, então, por entregar a bola a uma equipa desinspirada enquanto Sasa Simic lançava o pânico através de perigosos contra-ataques. Perto da meia hora, o extremo assistiu Nuno Gomes para o 2º golo axadrezado. O Boavista controlava o jogo visto que do outro lado João Pinto teimava em não aparecer, enquanto nas alas, Edgar e Amaral eram facilmente anulados por Paulo Sousa e Mário Silva. Valdo e Calado tentavam lutar contra a corrente e aos 34 minutos o português marcou através de remate colocado de fora da área. O Benfica apertou até ao intervalo mas o resultado não se alterou. Ao intervalo, Marinho e Tahar ficaram no balneário mas as entradas de Tiago (20 minutos depois cederia o lugar a Martin Pringle) e Ronaldo não surtiram os efeitos necessários. Ao quarto de hora, em novo contra-ataque de Simic, os boavisteiros ganharam uma grande penalidade e Sanchez bisou. O Benfica ainda reduziria 3 minutos depois, fruto de um cruzamento de Hadrioui desviado por Paulo Sousa, mas até ao fim da partida pouco incomodou a baliza de Ricardo.

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Os clássicos do Jamor. Será a 9ª final disputada entre Benfica e Porto. Nas 8 anteriores apenas por uma vez o Benfica saíu derrotado. Foi na época 57/58 tendo o Porto vencido por uma bola a zero. Já o resultado mais saboroso terá sido obtido na época 83/83, quando o Benfica se deslocou às Antas para conquistar o troféu. O resultado foi também uma vitória por um golo sem resposta. No último encontro disputado, o Benfica venceu por 3-1 e Manniche - o verdadeiro - marcou por 2 vezes. Corria o ano de 1985.

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Final da Taça é no Jamor! Anda por aí muito boa gente - em especial portistas desejosos de levar a final da Taça para fora da zona da Grande Lisboa - a apregoar a falta de condições de segurança do Estádio Nacional. A primeira razão apontada é a tal mata existente no Complexo Desportivo do Jamor. Dizem que um eventual incêndio poderia provocar um desastre de proporções gigantescas. No entanto, em mais de 50 anos de utilização, nada de relevante aconteceu e são os próprios bombeiros responsáveis pelo recinto a desvalorizar essa possibilidade. Também curioso é o facto de a mata apenas se apresentar perigosa para a final da Taça, visto que não o é para as diversas selecções nacionais que por lá treinam, para os participantes e espectadores do Estoril Open, para as centenas de pessoas que diariamente usufruem do espaço para a sua prática desportiva... E pasme-se! A evacuação do estádio é, pelas suas características físicas, tão ou mais rápida do que a de qualquer um dos modernos estádios do Euro! Há ainda os que preferem relembrar o triste episódio do very-light esquecendo-se que o mesmo pode acontecer nos novos estádios. Os verdadeiros problemas são outros... A receita de bilheteira e o facto das aspirações de Madaíl a um importante cargo da UEFA não se coadunarem com o espaço. Alberga poucos VIPs e - para eles sim - é manifestamente desconfortável! Ali, há pouco espaço para recepções e cocktails! Espero, sinceramente, que Madaíl saia derrotado das suas intenções. Quem durante 9 meses frequenta estádios enfiados entre blocos de cimento e caminhos de alcatrão merece que a final aqui continue. Porque grande parte do espírito e do ambiente que caracterizam a tal "Festa da Taça" derivam das condições especiais que rodeiam o Estádio Nacional!

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Segunda-feira, Março 15, 2004

 

PARABÉNS BAGGIO. 200 golos depois, Roberto Baggio anunciou que terminará a brilhante carreira no final desta época. Para trás fica a Fiorentina, a Juventus, Milan AC., Bolonha, Internazionale e Brescia. Jogador de sonho, inultrapassável na Itália dos anos '90 até aos nossos dias. Um ídolo.

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A TV portátil de Cajuda e os óculos de Coroado! No final da partida, o treinador perguntou ao reporter da TSF se tinha vislumbrado a agressão a João Pereira. Confrontado com resposta afirmativa ripostou: "Como? Eu vi na televisão e eles não mostram nada! E o Jorge Coroado negou, na Antena 1, a existência de agressão" E já que se fala de Coroado, vou transcrever o que o lagarto, disfarçado de belenense, escreve n'O Jogo: «Cartão vermelho mal exibido. A falta que o jogador do Marítimo cometeu configura mais um agarrão do que uma agressão. O facto de ter escorregado é que originou o toque na face de João Pereira. O árbitro tinha optado por deixar jogar, o árbitro assistente é que insistiu e induziu o chefe de equipa em erro.» Relativamente ao jogo, diga-se que a exibição foi fraquinha mas que a vitória acabou por ser justa. Ao Maritimo faltou produção ofensiva que justificasse outro resultado. Só faltou o merecido golo de Nuno Gomes.